No Entanto, Por Outro Lado…

Educação. Um quarto das escolas que vão testar novos currículos são privadas

Há poucas escolas de “topo” entre as que vão experimentar novas formas de ensinar

Lurditas

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10 thoughts on “No Entanto, Por Outro Lado…

  1. Por estes dias vinham, no JN, as inovações da escola do Filinto. Além da semestralização da história e geografia no 3.º ciclo, algo profundamente transcendental, nunca ninguém havia pensado e sugerido esta opção, o referido director enunciou duas outras novidades: um espectáculo no final do ano envolvendo as disciplinas de Português e História (mas espera, se esta última for leccionada no 1º semestre, o espetáculo fica em banho-maria durante 6 meses?) e o uso de telemóveis em algumas aulas, outra novidadérrima!, como se já não fosse habitual pedir-lhes que recorram a eles para umas pesquisas rápidas. E é isto.

    Por curiosidade, na escola de cujo conselho geral faz parte um dos peritos da PAF (o JMA) também não houve adesão.

      1. Não sou favorável à semestralização, o “sugerido” do comentário era mesmo relativo às sugestões vindas do ME.

    1. Ouvi o bacano a falar do tal projecto entre Português e História mas não sabia da fantabulástica decisão de semestralizar a História, deve ser para a malta não conseguir de maneira nenhuma dar os conteúdos – como sei que vou ter sétimos para o ano, já fiz o meu exercício de colocação dos Campos Elísios numa arrecadação da Rua da Betesga e, mesmo que eu não falte, os alunos não vão a nenhuma visita de estudo que calhe no dia da aula, não houver greves no tal dia e o dia das aulas não for a uma sexta feira (são 2 feriados nacionais e um regional)… não consigo dar conta do recado (a não ser que me marimbe e não queira saber se os alunos aprenderam alguma coisa). E prontos, gosto muito destas inovações da treta feitas por gente que não percebe um boi do que anda a decidir.

  2. Termina o i:
    “Todos os resultados das medidas adotadas pelas escolas serão acompanhados pela Inspeção-Geral da Educação, pela Direção-Geral de Educação e pela Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, através de avaliação externa. Serão estas medidas que as escolas têm vindo a trabalhar no último mês.

    – Não deverá existir diploma acerca de alterações curriculares e/ organizativas que não contemple a avaliação das mesmas – mas dos meus quase 30 anos nesta história não lembro qualquer avaliação feita.
    Afinal lembro…um relatório de avaliação dos vocacionais do 1° ano de funcionamento, enviado para a assembleia da república… vergonhoso, feito com base em inquéritos (que miséria – mas ainda assim, alunos, prof. e pais denunciavam a indisciplina, o desrespeito, a falta de condições de aprendizagem na sala de aula, …) e… e… pois está claro: generalize-se e assim foi – generalizou-se! Felizmente, foi-lhes posto termo mais tarde; infelizmente não por razões pedagógicas mas sim políticas (isto é o que grassa na educação).

    – Quanto a esta história da avaliação, resta perguntar e, posteriormente, analisar: Avaliação Externa, exactamente, do quê?

    Não duvidando que os procedimentos burocráticos, organizativos, logísticos, recursos (humanos e materiais),.., vão ser acompanhados (sejam lá quais forem os critérios) a questão deveria colocar-se a outro nível – o mais importante de uma reforma educativa, tanto mais que se pretende (só mesmo em países do terceiro mundo) OBRIGAR todo o sistema público no ano consequente à da sua implementaçāo em fase de “experimentação :
    – sendo uma reforma educativa, que impactos tem, efectivamente, na aprendizagem dos alunos? Não tendo havido alterações curriculares, aprenderam ou não o que seria suposto terem aprendido, em cada disciplina, no final do ano? Desconheço outra forma de avaliar a eficácia das mudanças nas aprendizagens que não tenha que passar por avaliar os conhecimentos dos alunos. Como serão, então, avaliadas essas aprendizagens e a eficácia das alterações neste sentido???
    *Certamente que não será pelas notas dadas, nem por provas internas – isto de ser “juiz em causa própria” todos saberemos no que dá e está visto no que dá – basta olhar ao redor para todas as áreas das nossas vidas (não apenas na educação),
    * não será com as provas de aferição pois não estão previstas para os anos que vão iniciar esta suposta inovação,
    * não será com exames nacionais, previstos para anos terminais de ciclo e estes são alunos de turmas em anos de iniciação,
    * não está previsto que, por exemplo o IAVE, com base no currículo nacional, elabore provas de cada uma das várias disciplinas para aplicação nestas turmas e com todos os procedimentos de anonimato e equidade para fins de avaliação destes alunos (sem impacto nos próprios mas fundamental para avaliar o impacto das medidas na sua aprendizagem,
    * a avaliação da eficácia pedagógica das medidas nas aprendizagens efectivas nas diversas disciplinas, em condições de equidade, de qualidade, de exigência e de, fundamental transparência com acesso de todos nós será, então, realizada por quem/ em que moldes/ que instrumentos/ … em que prazos… resultados e publicaçőes para quando???
    *…,
    *** OU SERÁ QUE… COMO SEMPRE : VAI DE ATIRAR AS ESCOLAS E OS ALUNOS PARA A BAGUNÇA TOTAL ( até já estão habitadas), QUE SE “DESENRASQUEM”, QUE TUDO Ė UM SUCESSO E QUE… sem mais, SE PONHAM EM CAUSA, sem qualquer pudor, ANOS E ANOS E ANOS DE TRABALHO, DE MELHORIAS E APERFEIÇOAMENTOS!
    É que, infelizmente, estamos mesmo em Portugal… e não num país do centro-norte da europa onde as mudanças se planeiam com tempo (planeamento efectivo e o que tal implica), se organizam, se calendarizam, se avaliam…
    Aqui vive-se para o parecer e não para o ser!

    Os srs jornalistas se forem minimamente curiosos, podem pedir as avaliações feitas/ existentes por exemplo a “coisas” similares a estas supostas inovações que, ainda hoje, existem nas escolas como são os PCA (e há muito pior) ; vão consultar pautas e verificar que há quem transite com nível 2 a quase tudo (mesmo com currículos/ disciplinas/organizações diferentes e critérios de avaliação de reduzida exigência), quem transite com tantas (ou quase) faltas quantas as aulas dadas, … pois… isto foi feito para os coitadinhos…
    Vai de generalizar, sem mais, o sistema dos coitadinhos a toda a escola pública…haverá sempre outras alternativas… para quem tiver dinheiro!

  3. Quanto à “semestralização”… sendo assim tão eficiente (???) para a aprendizagem dos miúdos, qual a razāo de não organizarem, então, todo o currículo em semestres: num tinham Matemática , Francês, História, CN, …, E.F. e noutro teriam Português, Inglês, Geografia, CFQ,…, Ed. Visual???
    Lembro bem das “anualizaçőes” já experimentadas: num ano tinham C. NATURAIS e nāo tinham GEOGRAFIA, no ano seguinte tinham GEOGRAFIA e não tinham C. NATURAIS… na aprendizagem de jovens tem consequências bastante nefastas… voltam outra vez, agora de calções em substituição da mini-saia, com as mesmas BBRINCADEIRAS … (o que vale é que são sempre filhos dos outros)
    Tudo isto tem um nome que, por decoro, não clarifico!

    1. Eu percebi que o “empurrão” para a semestralização é do ME e, em especial, de um sector ligado há anos ao “desenvolvimento curricular” que luta pela “paridade” entre História e Geografia desde os tempos em que as horas eram 9/7 no 3º ciclo.

  4. Paulo: só discordo da “paridade” pois quanto a mim o objectivo era, mesmo, acabar com ambas através de um artificialismo de criar uma coisa amorfa, cheia de nada…

    1. Eu nem com a paridade concordo e não estou para ser mansinho com o que penso acerca do que tenho assistido à micro e macro-escala nestas matérias.

      Mas, claro, o objectivo, é esvaziar quase tudo de conteúdo substantivo e “enciclopédico”.

      Quanto à História, basta dar a entender que aconteceram umas coisas e pronto.

  5. e como isso vai encaixar na obrigatoriedade de realizar exame nacional com base nos conteúdos programáticos obrigatórios, é um mistério…talvez seja por isso que as escolas ‘de topo'(?) abriram o olho e continuam direcionadas a preparar os alunos para os exames…

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