A Quem Interessar

Será a nova Bíblia a breve prazo.

PARA A CONSTRUÇÃO DE APRENDIZAGENS ESSENCIAIS BASEADAS NO PERFIL DOS ALUNOS

As autoras andam nisto desde que há memória. Nem vale a pena ir em busca do historial da sua presença nestes meandros e muito menos reler o que produziram década após década sobre isto, sendo que – acho mal! – acho que nunca sublinharam devidamente o aspecto “holístico” disto tudo.

As grelhas (nada holísticas) estão de volta (alguma vez desapareceram?) porque é a única maneira em que parecem saber “conceptualizar” estas coisas e de nos massacrar até que nos rendamos a estas estratégias mais do que ultrapassadas de registar tudo e mais alguma coisa para provar que se fez o que foi feito e quantas vezes o que nem isso.

Aprendizagens

 

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A Abordagem Holística

Ou aprendizagem baseada em fenómenos é a nova moda finlandesa. Levanta-me algumas reservas, por muito que eu goste da contextualização. Só que a abordagem “holística” tende a diluir em excesso algumas fronteiras e limites que, digam-me o que disserem, ainda fazem sentido, quando se pretende dar “estrutura” à aprendizagem numa fase em que a teoria do “tudo é uma entidade complexa” não chega exactamente por tender a confundir o que é diferente.

Entendo a sedução (em especial para quem se sente perdido e órfão de uma qualquer nova âncora para se sentir “no século XXI”) e acho interessante numa primeira fase das aprendizagens, talvez até aos 7-8 anos, mas a partir daí acho que a tal “abordagem holística” tem tendência para acabar numa caricatura de si mesma. É um caminho que não recuso, a menos que seja como modelo único como o querem impor.

Holismo

(quem leu alguns escritos do pós-estruturalismo dos anos 60-70, em especial do Foucault, e os entendeu, percebe as lógicas subjacentes a este tipo de abordagem para além das versões folclóricas e mal amanhadas que nos andam a servir…)