Valerá a Pena?

Tentar sequer entrar em debate com quem afirma coisas do tipo “a mudança faz parte do desenvolvimento pessoal e nem todos estão preparados para isso”? Isto não é uma citação directa, mas quase, de algo que li em respostas irritadas (da própria) a comentários acerca de um texto de uma colega (não vou colocar aqui link porque ela ontem já se tinha chateado com alguém que fez isso numa “rede social”, embora estivesse muito feliz com o número de visualizações) que está feliz, muito feliz, e acha que estamos a atingir o nirvana pedagógico só porque parece que mudar em si mesmo é bom, não parecendo perceber que mudar, mudamos sempre, só que há que saber distinguir o tipo de mudança, qual o seu sentido e se é mesmo necessária nos termos em que é apresentada ou imposta.

Quando a discussão se começa a escorar em argumentos de autoridade “espiritual”, eu saio do caminho porque não consigo entrar nesse tipo de ambiente sem ser de forma satírica e caricatural, porque cada um@ tem as suas estratégias de sobrevivência, mas há limites para a auto-complacência e para o alinhamento dos chakras.

Tudo bem… devo respeitar todas as perspectivas e atitudes perante as novas reformas educacionais, mas isso não implica que considere argumentos do tipo meditação-cristais-new-age-oooom-oooom-na-posição-de-lótus-quando-erecto possam ser rebatidos de forma vagamente racional.

ommm

4 opiniões sobre “Valerá a Pena?

  1. Republicou isto em Primeiro Ciclo and commented:
    Quando a discussão se começa a escorar em argumentos de autoridade “espiritual”, eu saio do caminho porque não consigo entrar nesse tipo de ambiente sem ser de forma satírica e caricatural, porque cada um@ tem as suas estratégias de sobrevivência, mas há limites para a auto-complacência e para o alinhamento dos chakras.

    Gostar

  2. Desconheço o contexto mas quanto à história da “mudança” e a frases como: “a mudança faz parte do desenvolvimento pessoal e nem todos estão preparados para isso”… faz-me pensar, entre outros:

    * que cagança e que ignorância… que, ora, descoberta a mudança, é no mínimo um ultraje ao país de Camões e a todos aqueles que ainda lembram tê-lo estudado (e eu nem estudei na área das letras)… faltar-lhe-á, quiça, a tal visão holística – no espaço e no tempo – ou no mínimo a tal integração de saberes…

    * pressuporá, a própria, estar preparada para tal enquanto outros não e, assim, julgar-se acima dos demais pronta a dar-lhes ensinamentos… que pobreza…um bébé experimenta a mudança todos os dias, reage e prepara-se para ela… só não lhe dá o nome de mudança pois que o “saber enciclopédico” ainda não lhe interessa para o caso…

    *estará a falar de mudanças verdadeiramente difíceis, e não conheço piores que a morte de alguém muito próximo ou o lidar com uma doença grave que coloca a prémio cada dia que passa… e terá, porventura, o distinto desplante (por questões valorativas, sentimentais e emocionais, de ética, de cultura, crenças e religiosidades, … e, por toda uma aprendizagem que, pela sua natureza, é da vida e pessoal) de se considerar pronta a ensinar como integrar estas mudanças nas visões curriculares, nas grelhas de comportamentos e atitudes, nas aprendizagens essenciais e nos descritores para o perfil fo aluno ???

    * ou estará a referir-se a mudanças que se situam num espectro alargado entre as mudanças do bébé e as mais dramáticas da vida? E, contextualizadas ao mundo da escola? – se for este o caso,

    Gostar

  3. Estas coisas de dedo e muito sensíveis ao toque… termino então:

    * ou estará a referir-se a mudanças que se situam num espectro alargado entre as mudanças do bébé e as mais dramáticas da vida? E, contextualizadas ao mundo da escola? – se for este o caso, quem enuncia tais supostas recėm- descobertas deve andar há muito arredado da escola, do seu contexto de permanente mudança, das suas práticas e das salas de aula!
    Por mim, vão vender o peixe em lota bem distante…duvido que alguém queira comprar peixe pouco fresco, regurgitado, sem forma, sem espécie defenida, sem habitat conhecido e avaliado, com demasiada tripa e pouca carne e sem quaisquer garantias comprovadas de qualidade… mas…ele há mercado para tudo… também o há para produtos de lixo e o país até já está habituado a tal contexto.

    Gostar

  4. Vale sempre a pena. Mesmo se cansados.

    Calar não é opção. Nas escolas, parece haver um auto controlo, uma estratégia do silêncio. Um fingir que está tudo bem ou por cansaço e inércia ou por ignorância.
    E o medo que se vai colando às peles…..

    Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.