Temas a Evitar

Incêndios, futebol, atentados, já para não falar em humor para retardados. Raramente se ganha alguma coisa, mas quase toda a gente tem as melhores opiniões sobre como resolver todos os problemas existentes, só sendo de lamentar que a maioria sejam efeitos de eco ou apenas as costumeiras imbecilidades. Devido à época do ano, é difícil escaparmos às últimas, debitadas a alta voz em qualquer espaço que deveria ser de relaxamento. Porque às “redes sociais” e televisões basta não ligar, mais difícil é convencer as dondocas e comentadores de praia a largarem o raio do telemóvel ou então partilharem baixinho os seus “conceitos”.

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Limpezas de Verão – 4

E eis que chego aos jornais… muitos anos de papelada, mesmo muitos anos de acumular a edição completa, não vá o caso do recorte se perder. Há coisas que já podem ir embora, outras que é divertido recordar (como a edição de uma revista extra-jornal do Diário Económico com o Salgado na capa e grande destaque ao BES Photo com página inteira de anúncio prévio), outras que fazem pensar que eu sempre acreditei nesta coisa da consulta aos professores e respectivas opiniões, muito antes de alguns se lembrarem disso, mesmo se preferem consultas por medida.

Em 22 de Março de 2010, o Público e a Bárbara Wong analisavam as respostas de certa de 800 professores a um inquérito do Umbigo sobre o que deveria mudar no currículo de então. As respostas não são de espantar quem viveu as coisas por aqueles tempos e só poderão admirar quem seja, natural ou convenientemente, desmemoriado ou ainda estivesse a nascer para estes temas.

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Já na altura se defendia o regresso às aulas de 50 minutos no 3º ciclo (e no 2º, já agora), a redução do número de disciplinas e, não o esqueçamos, o fim das ACND que só serviam para sobrecarregar o currículo com muito pouco ou nada. Antecipando certas “autonomias e flexibilidades”, o pessoal dividia-se quanto à possibilidade das escolas gerirem parte do currículo. A maioria relativa (um pouco mais de 40%) era contra esse tipo de medida e mais 14,4% aceitava apenas que fosse gerido localmente até um décimo do currículo, enquanto 18% achava que poderia ser mais de 30%.

O que eu pensava sobre o assunto não mudou muito, embora, curiosamente, já na altura achasse que era tempo de mudar alguma coisa, concentrando o currículo para aprofundar as aprendizagens, mudando a própria escala de avaliação (na altura a maioria pronunciou-se pela escala de 1 a 10) e introduzindo áreas de frequência opcional num regime de créditos. Num acto de relativa auto-complacência ficam aí, de novo, as minhas declarações.

 

 

O Maravilhoso Mundo das Nossas Leis

Faz-se um aditamento “interpretativo” com efeitos retroactivos a mais de 9 anos. Há certamente por aí alguém à espera disto para disparar a pontuação.

Lei n.º 80/2017 – Diário da República n.º 159/2017, Série I de 2017-08-18

Assembleia da República
Interpreta o n.º 7 do artigo 113.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, que estabelece os regimes de vinculação, de carreiras e de remunerações dos trabalhadores que exercem funções públicas.
(…)
«Artigo 113.º -A
Norma interpretativa
O disposto no n.º 7 do artigo 113.º é aplicável aos trabalhadores cuja alteração do posicionamento remuneratório resulte de opção gestionária
Qual é esse nº 7 do artigo 113º?
.
7 — O número de pontos a atribuir aos trabalhadores cujo desempenho não tenha sido avaliado, designadamente por não aplicabilidade ou não aplicação efectiva da legislação em matéria de avaliação do desempenho, é o de um por cada ano não avaliado

Ondas

Há 5 Anos…

… também ficou tudo em águas de demolhar bacalhau da Noruega. Deve ser da “autonomia” do Iavé, passam os governos, permanece a opacidade com que todos pactuam ou, se não pactuam, pouco ou nada fazem em desconformidade.

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