Dedução/Indução

Há quem ache que se devem ensinar os conhecimentos gerais que temos sobre diversas matérias e exemplificar com casos concretos da sua aplicação, no sentido de comprovar as “leis” do conhecimento científico que alcançámos até agora. E há quem ache que se deve partir dos casos concretos para exemplificar os tais princípios científicos gerais. São duas concepções do que deve ser o ensino. Uma delas é muito mais “económica”, pois evita ter de fazer um percurso já feito. A outra quer obrigar, em nome da “descoberta” do que já foi descoberto, os alunos a fazer um processo de acumulação de casos para que percebam que existe uma regularidade. São duas formas de encarar as coisas; por delicadeza vou dizer que são quase equivalentes em termos de “lógica” de todo o processo de ensino e aprendizagem. Claro que, pessoalmente, acho sempre um disparate obrigar os miúdos a, como regra, percorrer caminhos já desbravados. Ou nos erguemos nos “ombros dos gigantes” para ir mais longe ou estamos sempre a “descobrir” o mesmo porque é muito fun-fun-fun. Ser criativo é algo muito diferente disso. E ser crítico ainda mais. Mas há quem ache graça a estas coisas e quando chegam ao poder é aturá-los. Porque eles continuam anões e nem sequer são da família de lannister.

isaacnewton

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