Coisas que o Arlindo Consegue Descobrir

Apenas no QZP 1, 4 e 6 foram colocados mais docentes do que aqueles que existem nos quadros desse QZP.

No QZP1 mais 391 docentes, no QZP 4 mais 141 docentes e no QZP 6 mais 3 docentes.

E depois digam-me que não há coisas estranhas no meio disto tudo.

Existem dois agrupamentos onde foram colocados 66 docentes. Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, Vila Nova de Famalicão e Agrupamento de Escolas Vergílioprof Ferreira, Lisboa.

Não me parece nada normal um número de colocações tão elevadas em determinados agrupamentos, e são 30 que têm 40 ou mais docentes colocados nesta fase. Resta saber os motivos que levam algumas escolas a ter tantos docentes colocados de forma transitória. Será falta de lugares permanentes de quadro ou será muita mobilidade de docentes dessas escolas?

Duvida

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O Totalitarismo não Tem Lado(s), Quer Estar em Todo o Lado

É uma prática de opressão e intromissão “total” na vida das pessoas, transbordando da repressão de actos públicos de inconformismo com o Poder para o desejo de condicionar a própria esfera da vida privada. Essa é uma das diferenças fundamentais ao que definimos como “autoritarismo”. O totalitarismo é algo que vai mais além e procura condicionar comportamentos, de forma directiva, relacionados com aquilo que se faz na cozinha, no quarto, na sala. O que se come, como se ama, o que se conversa, em família e/ou com amigos. Vai para além da repressão em nome de um credo político para a imposição de toda uma forma de estar na vida, em todos os planos.

Não me parece que a deriva totalitária se manifeste na “recomendação” (idiota) para retirar cadernos de actividades (idiotas, em meu entendimento) com tarefas diferenciadas por sexo ou género 🙂 . Mas já a encontro quando se tenta transformar, de forma medianamente subtil, a Educação numa máquina de imposição ideológica de determinados estilos de vida como sendo os únicos admissíveis ou “saudáveis”. Ou quando se lançam anátemas sobre esta ou aquela pessoa por causa da sua orientação sexual, religião, gostos pessoais ou outro tipo de crença.

O episódio dos cadernos de actividades da Porto Editora é todo ele de uma idiotice confrangedora. Se significa algo mais do que isso, uma forma de fanatismo com o politicamente correcto que roça o absurdo? Talvez… mas também acho que este tipo de episódios servem para distrair o pessoal de coisas bem mais graves que se vão passando. E que são políticas activas de discriminação com base em sistemas de crenças pessoais que, como no passado, daqui a uns tempos se demonstram estar erradas em parte ou no todo.

O totalitarismo passa exactamente pela imposição de sistemas de crenças particulares de um dado grupo, mesmo que maioritário, ao todo, procurando entrar por todos os níveis da vida pública e privada dos indivíduos. Ora… a democracia é, na sua essência, o governo da maioria com respeito pelas minorias. O totalitarismo (político, religioso, cultural) é a negação de tudo isso na sua escala mais absoluta.

Curiosamente, a primeira coisa que publiquei, estava a acabar o curso (1987), foi um pouco sobre isto, embora aplicado a um outro contexto histórico.

(a apócope do “e” no apelido não foi da minha responsabilidade 🙂 )

Descodificador de Coisas Extraordinárias

Há algum tempo que hesito em escrever sobre algo que só serve para aumentar a minha “fama” de teórico da conspiração e diminuir-me os “amigos” em “redes sociais”.

Mas chegámos a um ponto, com este tipo de concursos com procedimentos “extraordinários” pelo meio, que seria uma hipocrisia não escrever o que penso sobre isto, a partir de alguma dedução e observação de casos.

Com toda a sinceridade, ainda bem que algumas centenas (antes) e uns milhares (agora) puderam vincular-se nos quadros, embora em qzp com uma área imensa e entrando apenas para o 1º escalão da carreira, apesar dos anos de serviço.

Mas… é bom que se tenha a consciência de que olhar para a floresta é a melhor forma de não se distinguirem algumas árvores. Ou seja, há quem só desta forma extraordinária consiga entrar para os “quadros”, etapa indispensável para certas “mobilidades” na administração pública e não falo apenas do mais óbvio, porque o “vínculo” é indispensável para aceder a certos concursos internos para cargos que há quem ache que lhe caem melhor do que dar aulas aos alunos que tanto adoram.

Eyes