Aquilo das Viagens Pagas a Governantes por Empresas…

… por uma questão de transparência só deveria ser tratado por jornais e jornalistas que não tenham beneficiado de coisas parecidas, iguais ou ainda mais interessantes.

Quanto aos governantes e “altos quadros”, em especial quando se percebe que as coisas estão longe de ser desinteressadas, é enviá-los borda fora, sem dramas ou, mas sem ser para prateleiras ainda mais douradas. Porque há casos em que certas demissões foram a mais desejável das saídas, quando a recompensa estava à espera.

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Ponto de Ordem

Pessoas que não sabem conjugar o verbo “haver”, nem grafar ou acentuar palavras (sistematicamente e não como ocasional gralha) segundo qualquer acordo ortográfico em vigor ou deixado de vigorar, ou usar qualquer outro verbo no presente, na segunda pessoa do singular, sem fazerem sssopinha de massssa, deveriam coibir-se de fazer grandes textos sobre quem tem ou não qualidades para ser professor@ e muito menos para se queixarem de uma série de coisas. Muito menos quando dizem que dão aulas desde o tempo da dona urraca, mas não sabem como se faz uma reclamação seja do que for, que legislação se aplica ou onde se apresentar em caso de não colocação.

É que um tipo fica todos os anos aterrado com aquela mistura de fel, ignorância e superioridade moral. E pior quando se lê essas pessoas a afirmar que são sempre os outros que dão má imagem à classe docente.

Bla-Bla-Bla

A Praga da Sandália em Pés de Gajos (Post Eventualmente Sujeito a Recriminação da CIG)

Compreendam-me… nada tenho contra sandálias em pés femininos, porque (quase tod)as meninas e senhoras os tratam muito bem antes de os expor, porque não querem ficar mal vistas umas pelas outras ou desiludir o nicho de fetichistas que consta existir em relação a essa parte do corpo. Elas, mesmo sem manual diferenciado, esfoliam todos as peles secas, amaciam as calosidades, retiram a mais minúscula cutícula, cortam as unhas e cada vez as decoram mais do que as pintam. Por isso, mesmo em situações que socialmente aconselhariam calçado menos informal, não é despropósito absoluto o uso feminino da sandália.

Já quanto aos gajos, cruzes, credo, c’um caneco e camandro que agora anda tudo de sandalinha ou chinelinho naião (consultar dicionário micaelense-continental) seja por onde for, em vez de apenas em recintos e espaços apropriados ou pelo menos compreensíveis como a praia, a piscina, os trajectos para/de e pouco mais. Porque os pés dos gajos, excepto o nicho metrossexual, são em regra assim para o feioso e descuidado com tufos capilosos a espreitar, calos de anos no calcanhar e unhacas capazes de aterrorizar os dragões d’A Guerra dos Tronos de tão grandes e enjeitadas pelos genes.

(e é melhor nem abordar o tema das tatuagens da loja dos 300…)

E um tipo é obrigado a ver aquilo por todo o lado, a menos que deixe de olhar para o chão por onde anda, com os riscos inerentes. Numa fila de supermercado, correios ou repartição de finanças é manter o queixo alto e não deixar descair o olhar ou lá temos a sandália colorida minimal e os calcantes quase desnudos num espectáculo que combina o arrepio estético com a mais violenta falta de decoro visual. Até porque há crianças por todo o lado e, na sua tendência para seguirem o que lhes parece ser popular, correm o risco de multiplicar a prática.

E depois é o schlep-schlep-schelp a toda a hora, cada vez que as criaturas chinelam de um lado para o outro de forma arrastada, achando-se jovens só por causa de sentirem a brisa nos joanetes.

(é prático e cómodo? É capaz de ser… mas está ao nível daquela forma de expelir muco apertando uma narina e fazendo força pela outra…)

Em combinação com a canelinha escanzelada e o calção largueirão a adejar, tudo abana-tudo areja, em perna que todo o bom senso aconselharia a humildade de se manter apenas disponível para exibição doméstica e nunca para pessoas susceptíveis a problemas cardíacos ou a terçolhos, temos mais um dos cavaleiros do apocalipse próximo, lado a lado com os rabos alçados de lycra dos ciclistas, as noites de microfone aberto para karaoke e os programas do dia antes, do dia-dia e do dia depois dos jogos de bola.

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Confianças

Por cá quando se consultam as “escolas” isso significa uma reunião com directores e quando há “diálogo com os professores” o que acontece é um daqueles “debates” em que a mesa fala, fala, fala e depois não há tempo ara mais de um par de questões combinadas. Ou então é um encontro para “sedução e recrutamento” para a causa.

Confiança nos professores no activo? É mais esperança que um dia desapareçam, de uma forma ou outra e sejam substituídos por um impaciente e domesticado lumpen.

The big lesson from the world’s best school system? Trust your teachers

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