Filinto, Vais-me Desculpar, mas Isso é uma Grande Treta…

… e considero assim um bocado ofensivo afirmar-se que quem não adere ao pafismo educacional é porque só quer “debitar matéria”. Não sei se era isso que se fazia ai na escola antes desta enorme “inovação”, mas se era… tenho pena.

“Os conteúdos serão os mesmos, são é ensinados de outra forma”, frisou Filinto Lima, sustentando que “o foco passará a estar no aluno, e não no professor a debitar matéria”.

O que acho é que o “pensamento positivo” tem alguns limites e uma coisa é terem-se turmas com currículos flexíveis e outra querer alargar isso a toda a gente, com o apoio de uma enorme Santa Aliança que vai do ME à ANDAEP, passando pela CONFAP e mais umas organizações sindicais, com destaque para o eixo Porto-Gaia, onde o SE Costa encontrou bastante apoio ao que ele parece pensar que é novidade.

Os professores e os pais dos alunos das turmas-piloto da sua escola “ficaram muito agradados”, assegurou

Então se lhes garantirem o sucesso à partida, os menos informados até atiram foguetes. Nos tempos que correm, só não se bate palmas a aulas por correspondência porque isso significaria que a miudagem ficaria por casa a chatear.

Sim, já sei, sou um desconfiado conservador… um velho do Restelo incapaz de ver o Progresso anunciado há 20 anos.

Treta

 

10 thoughts on “Filinto, Vais-me Desculpar, mas Isso é uma Grande Treta…

  1. Alguém me pode esclarecer o que significa “debitar matéria”? Tem a ver com a conservação do momento linear em foguetes? Porque não “creditar matéria”? É isto que se pretende? Viver acima das nossas “matérias” cognitivas responsabilidades?

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  2. Estou à espera para ver esses grandes planos aplicados aos exames… É que na hora H interessa ver se o menino (ou a menina) sabe ou não… e o resto são mesmo tretas, como diz o Paulo.
    Quem irá para medicina, quem vingará no futuro não serão os alunos dos currículos hiperflexíveis. Novamente, está-se a atirar areia para os olhos dos mais incautos. Quem tiver dois dedos de testa que desconfie e trate já de proteger os seus rebentos, pq a escola não o fará. Gostaria de saber se os rebentos de tais sábios também farão parte da experiência? Os filhotes dos senhores da tutela, por exemplo? Acham que os outros são estúpidos, não? Irra que já não há paciência.

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  3. Este Filinto, presidente de uma associação de uma carreira que, tanto quanto sei, não existe na função pública (de diretores escolares e mais não sei o quê… ) deveria voltar ao serviço letivo para se poder atualizar!

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  4. Peca por consideráveis defeitos..

    a)Nāo sei o que o sr tem andado a fazer… talvez crente discípulo de lurdes que vem, finalmente, ao encontro dos alunos a quem os malandros dos prof. andaram a subtrair os focos de luz e da ribalta…

    b) terá, porventura, algum bloqueio com a matemática… serão sempre VÁRIOS focos… tantos quantos os alunos… tantos quantas as suas diversas sensibilidades, quantas as diversificadas necessidades, tantos quantos os diversificadíssimos interesses e variadíssimos ritmos,… será o iluminismo total e absoluto …os homens que vieram para acabar com as trevas…

    Há para aí muita gente a precisar de meter os rabinhos nas salas de aula ( do não superior), a tempo inteiro, cheinhos horas (minutos), de turmas e alunos, de relatórios/planos, planinhos e planões, de reuniões / articulações e diversificações, de estatísticas /metas / avaliações / supervisões e justificações, …
    NÃO HÁ PACIÊNCIA PARA TANTA MERDICE E TANTO CRESCENDO DE VAZIO E DE INUTULIDADE! O QUE INTERESSA, É MESMO, PARECER (e tão só – afinal a senda da história da nação)!!!

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  5. No meu tempo infelizmente o ensino também não estava focado no aluno e houve mesmo uma carteira da minha sala que se aproveitou da pontaria enviesada e acabou por concluir com êxito o secundário, foi para medicina e nunca mais a viram!

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  6. Os novos convertidos são sempre os piores (se não perceberem patavina do que estão a falar a coisa piora em escala logarítmica). Parece que o senhor resolveu dar o exemplo de aprender História num semestre e que relacionou a coisa com novos métodos. Eu, a bem dizer, gostava de o ver a fazer isso porque as novas metodologias servem (quando bem usadas) para os alunos aprenderem melhor, não mais rapidamente. É claro que o senhor podia ler umas coisinhas sobre ensino da História mas isso dava uma trabalheira do camandro.

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