Isto Tem a Sua Graça (ou Não e Nem Vale a Pena Pensar Nisso)

Estive a “analisar” os “resultados” da prova de aferição de HGP da minha DT (não me perguntem como, é um processo sofisticado que implica pensamento “criativo”, porque do “crítico” eu já tenho de sobra). Aquilo está dividido de uma forma que deixa o que se podem considerar “conteúdos” de um lado e as “competências transversais” de outro. Pela conversa que temos lido e lido, estas últimas são “superiores” aos meros “conhecimentos enciclopédicos” e deduz-se que serão uma fase mais avançada que os alunos só alcançarão com maior dificuldade.

Rai’s parta os miúdos a quem não explicaram isso. Quase todos, incluindo os próprios alunos com nee, apresentam um desempenho melhor nas transversalidades do que nas coisas enciclopédicas mesmo sem terem levado com o “empurrão” do pafismo educacional do SE Costa. Ou então somos nós que por aqui somos muito bons (para quem conste não fui eu o professor de HGP deles no 5º ano) e “treinámo-los” muito bem nas barras assimétricas.

(não sei se isto é geral, mas pela parte que me tmetooca, a teoria das “competências superiores” levou um pontapé na cabeça…)

Porque me dei ao trabalho (também fiz algo parecido para a prova da Matemática/Ciências, mas aí não isolaram “transversalidades”, parece que são coisas só das Humanidades) de perder uma hora ou duas a fazer este tipo de “análise”? Porque, afinal, os encarregados de educação merecem que alguém descodifique a treta descritiva dos RIPA.

transversal

 

Uma opinião sobre “Isto Tem a Sua Graça (ou Não e Nem Vale a Pena Pensar Nisso)

  1. A facilidade com que se avalia de modo inflacionado competências tomadas em abstracto, por contraposição com a dificuldade para avaliar com “água benta” conteúdos, só pareceria bizarra se não soubéssemos que a intenção de privilegiar as “competências transversais” não é um modo de apontar mais alto mas mais baixo. O objectivo é provocar um géiser de sucesso escolar. Trata-se de um prazer ejaculatório que o Ministério quer retirar do sistema educativo para deleite dos figurões que estão à sua frente. Isto faz-me lembrar outro fenómeno nosso conhecido e que visa o mesmo resultado. Nas turmas CEF e do profissional (mas não só), que apresentam frequentemente problemas de comportamento, tende-se a atribuir mais peso às atitudes e valores do que ao domínio cognitivo, supostamente para dissuadir e penalizar a indisciplina. Mas, maravilha das maravilhas, o que acontece é as classificações revelarem-se mais elevadas com a aplicação desses parâmetros do que quando comparadas com as médias dos testes e trabalhos tomadas isoladamente. Realmente, o que conta, pelos vistos, é o “happy end”.

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