Autárquicas, Municipalização e Bloco Central (ou Mais ou Menos, É Conforme)

Já foi hoje:

Alexandra Leitão, Secretária de Estado Adjunta e da Educação, desloca-se amanhã, 12 de setembro, a Carregal do Sal.
A representante do Governo vem presidir a Cerimónia de Abertura do Ano Letivo 2017/2018, com início marcado para as 10:30h, no Centro Cultural de Carregal do Sal.

(…)

Programa:

10h30 – ABERTURA/BOAS VINDAS AO PROFESSOR – Presidente da Assembleia Municipal de Carregal do Sal – Dr. Carlos Jorge Morgado Gomes
(…)
– “Assunção de Competências na Educação – visão autárquica” – Presidente da Câmara Municipal de Carregal do Sal, Rogério Mota Abrantes
– “Descentralização de Competências na Educação” – Secretária de Estado Adjunta e da Educação, Professora Doutora Alexandra Leitão

Observemos agora o trajecto político deste autarca residente, agora no PS:

– De julho de 1974 a setembro de 1975, exerceu o cargo de membro da primeira Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Carregal do Sal;
– Mandato de 1982-1985 foi membro da Assembleia Municipal de Carregal do Sal eleito nas listas do PPD/PSD, com o cargo de secretário, assumindo as funções de Presidente com a saída do Presidente para Lisboa);
– Mandato de 1986-1989 foi Presidente da Assembleia Municipal de Carregal do Sal, nas listas do PPD/PSD;
– Mandato de 1994-1997 foi Presidente da Assembleia Municipal de Carregal do Sal, eleito nas listas do PPD/PSD;
– Mandato de 1998-2001 foi Presidente da Assembleia Municipal de Carregal do Sal, eleito nas listas do PPD/PSD;
– Mandato de 2009-2013 foi Vereador da Câmara Municipal de Carregal do Sal, eleito nas listas do PS.

O presidente da AM já foi, em tempos guterristas, CAE de Viseu.

Não há que enganar… a municipalização é mais uma “conquista” da geringonça educativa e há quem já tenha sido suficientemente desautorizado para se manter como se nada fosse com ele e como se fosse um extraordinário “negociador”. De derrota em derrota. Dá muito jeito ao “outro lado” tanta fama e tão escasso proveito.

Macacos

Cada um Faz-se à Vida com as Conexões que Tem e não Chega Onde Chega Certamente por ser Totó

O presidente da Câmara de Lisboa comprou, em Setembro do ano passado, um T4 duplex com 228 metros quadrados na Avenida Luís Bívar, em Lisboa, por 645 mil euros a um elemento da família Teixeira Duarte: Isabel Maria Calaínho de Azevedo Teixeira Duarte. Um valor que, segundo duas avaliações pedidas pela SÁBADO a imobiliárias credenciadas, situa-se abaixo dos preços de mercado naquela zona de Lisboa, as Avenidas Novas. Os dados adiantados pelas duas empresas balizam o apartamento entre os 705 e 800 mil euros

Actualmente, Fernando Medina é casado com Stephanie Soulier Sá Silva, advogada no escritório de José Miguel Júdice, a PLMJ, e filha do antigo ministro da Agricultura, Jaime Silva. Na declaração entregue ao Tribunal Constitucional, no ano passado, o autarca apenas referiu ter pago 220 mil euros a título de sinal, os quais foram adiantados ao casal pela mãe de Medina (50 mil euros) e pelos sogros (150 mil euros), mais 20 mil da sua própria conta. O autarca de Lisboa referiu que o restante seria pago através de crédito bancário, não dizendo, contudo, segundo o Observador, qual o valor total do imóvel. O contrato de compra e venda e mútuo com hipoteca viria a ser assinado a 27 de Setembro.

Quem nunca soube de uma avaliação por baixo que atire a primeira pastilha elástica, muito mais entre gente amiga e bem relacionada e fotogénica e com um futuro político ridente. Isto é assim e a choldra não o seria se não as coisas não fossem o que são e isto tudo não fosse a tal piolheira em que o justiceiro da pena tavares não fosse implacável com os profes gastadores mas ceguinho dos dois olhos (do outro não sei) com o sogro salgado.

E há mais clichés disponíveis, acaso se sintam necessitados.

Se o Medina é de “esquerda” ou “direita” tanto se me faz que a bétice arrumadinha ataca por todos os lados. É aquilo que foram os que antes dele foram e que serão os que depois deles serão. E quem pensar que isto muda ou vai mudar (ainda esperei um bocadinho, assim pequenino, do tipo benefício da dúvida ao Crato, que o bloco e o pcp servissem para alguma coisa, mas depois vi que as mortáguas e varelas também precisam de futuro como qualquer djamila ou sousapinto e que o Colectivo é disciplinado e não levanta ondas a menos que seja na autoeuropa).

Resta-me tentar ensinar à petiza e aos alunos que assim o entendam a lidar com isto e se, caso não consigam como eu de tão calejado, emigrem porque lá fora ainda se passam uns tempos até se perceberem todos os costumes, em especial se falarem em alemão, mandarim ou árabe (nos qatares e dubais se nem forem assim muito à rua nem percebem a servidão que constrói o luxo e podem dormir com ar condicionado aberto com cheiro a jasmim).

Piolheira

(calma que eu não me iludo… este tipo de críticas como a minha até fazem parte do cenário global – lembre,-se do bordallo – até ajudam a dar a  aparência de que isto é mesmo livre e tal e um tipo sempre deita um bocado de vapor fora e gere melhor a vontade de fazer coisa pior e se for esperto até acaba a dar opiniões em prime-time em estação televisiva com avença mensal, tipo senador louçã)

 

 

 

Os Deuses (e Deusas), mais os Santos (e as Santas), me Dêem Forças para Aturar Tanta Gente Moderna a Bostar Sentenças sobre Educação e Feliz com Muitos Likes no Facebook

A psicóloga Ana Rita Dias considera que o ensino tradicional, marcado pela figura central, hierárquica e autoritária do professor, está ultrapassado e defende uma escola onde as crianças possam brincar e sujar-se.

E a sua posição tem mais seguidores. Desde outubro de 2016, altura em que criou o grupo~[no Facebook] Escolas Alternativas, Comunidades de Aprendizagem e Educação em Portugal, já são mais de 30 mil membros. 

(…)

O professor surge como um importante mediador para que as crianças atinjam as suas competências, de acordo com os seus próprios interesses e motivações, mas tendo sempre em mente que são estas que vão construindo o caminho do seu próprio percurso académico.

Não leu Fröbel, Montessori, Pestalozzi ou então pensa que foi a primeira a chegar ao nirvana pedagógico da coisa bacoca. É que eu sei que todas as posições merecem ser debatidas e consideradas e que até concordo com parte destas teorias, só que a versão reader’s digest (revista estimável que li no final da infância, à falta de melhor como a A Bola que só existia para ler de borla num café no centro da minha vilória e nem sempre me deixavam ir até lá) ou revista de jet-seis-com-grupo-no-feice-cheio-de-gente-bem-tá-a-ver me dá sempre umas convulsões ali como quem vai do hipotálamo para o sistema límbico.

(pouco tem para ensinar – mas muito para opinar – quem pouco sabe, velho ou novo, tradicional ou inovador…)

Gatinho

Devia Haver uma Autárquica em Cada Esquina

Na recta final é um que é ver um dinamismo que nem se pode. Rotundas alindadas, rotundas novas para alindar. Alcatrão para gastar onde é necessário e onde apenas dá jeito a meia dúzia de eleitores importantes. Um aparato que até dá a impressão de algo se estar a fazer.

Pela manhã, nem sete e meia eram, com alegre cagaçal, suficiente para dispensar qualquer despertador, chegou a carrinha com dois ou três tipos para depositarem um carrinho de varredor aqui mesmo à minha frente, junto ao poste da luz para não fugir, não percebendo bem porquê porque a rua nem começa aqui, de cima para baixo ou de baixo para cima. Quase duas horas depois lá chega a trabalhadora (jovem, por sinal, mas parece que já devidamente formada na função) que lentamente começa a juntar o pequeno número de folhas que anunciam um outono que parece distante olhando para o céu e termómetro. Mais uma hora e já desapareceu para a pausa da manhã, pois é preciso cafeína para aguentar o ritmo de varrer ao redor de um estacionamento para três carros. Eu recomendava mesmo dose de ginseng, pois é de novinha que se desenvolve a vitamina.

A permanência da aparência em toda a sua excrescência.

herman-jose_eu-sou-o-presidente