A Ameaça da Pós-Verdade

A verdade é inimiga do populismo. Hoje questiona-se muito o que é isso da verdade. A moda são as emoções, os estados de alma. As opiniões não têm todas o mesmo valor e nada valem perante a realidade dos factos, e neste momento é muito difícil estabelecer essa realidade. (…) Há quem diga que as alterações climáticas não existem simplesmente porque acham que não, ou acham que sempre houve Verões quentes e Invernos frios e que nada de novo está a acontecer, não obstante as provas científicas ou os prémios Nobel que demonstram os factos de forma racional. A razão está em retrocesso, e a defesa dos factos mediante o uso da razão está a ser ameaçada. Para quem fez carreira a acreditar na defesa dos argumentos racionais, é um problema muito sério.

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5 thoughts on “A Ameaça da Pós-Verdade

    1. – Os professores que não aderem a correr ao PAF (projecto autonomia e flexibilidade) são professores parados no século XX e que concebem a escola como no século XIX.

      – Os professores são corporativos quando reivindicam a reposição dos seus direitos laborais.

      Etc.

      1. É verdade o senhor não está a apresentar fatos. Está a dar a sua opinião. Ignorar o fatos, os estudos e os casos de sucesso sobre as mudanças necessárias para uma escola do século XXI é simplesmente opinião por muito elaborada que seja a retórica utlizada. E uma opinião retrograda … não é paragem no tempo é querer regressar ao passado e não perceber que as mudanças já estão a acontecer.

  1. Caro Francisco, não misture o que não está a ser misturado… a minha opinião é o que é, mas baseia-se em factos (e não fatos, porque eu não os depilo aqui neste quintal), nomeadamente a realidade de tudo isto que agora se anuncia já ter sido anunciado e implementado no final dos anos 90 do século passado. E apresentei bastantes documentos para o demonstrar.

    Mas agora vamos lá deter-nos em algo que me parece a sua falha de raciocínio (que é algo anterior à formulação de uma opinião) e que é a sua aparente dificuldade em conceptualizar o que é o “tempo”. Eu não quero regressar ao passado (nem sou o Michael J. Fox) e preocupo-me com o momento que leva do presente ao futuro constante. Tenho é desse futuro uma visão – a minha sim, utópica – que vai para além dos parolismos modernistas de algumas pessoas que confundem a sua miopia acerca dos avanços tecnológicos com um “futuro” que quando é projectado deixa de o ser na verdadeira acepção do termo, pois torna-se o nosso pensamento presente.

    Quase todas as premonições sobre a “Educação do século XXI” que conheço por cá baseiam-se em formulações com raízes, para não ir mais longe, em teorias educacionais de há 100 ou 200 anos, nomeadamente o chamado “construtivismo” ou as teorias de “projecto” que para mim são passado, pois já as aplico há muito tempo. Claro que para quem nunca as aplicou, por não saber, conseguir ou nem dar aulas, isso será o “futuro”.

    Já agora, poderia dizer-me se nas “mudanças [que] já estão a acontecer” se inclui o desaparecimento das vírgulas? (é só uma curiosidade minha…)

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