A Desfaçatez em Política Tem um Nome e é Porfírio

Não me interessa o que afirmou o PSD ou a sua deputada. Apenas que o deputado Porfírio falta à verdade com toda a desfaçatez. Não é com as aleivosias da PAF que se justifica a efectiva mudança de regras a meio de um concurso. Esta é a “cartilha” do PS, fingir que nada se passou, mas… se nada se passou, porque desmente o deputado Porfírio que existam “milhares de professores nesta situação”.

Deputado Porfírio… o que se passou foi que não se aplicaram as regras do concurso quanto à ocupação dos horários, tal como elas estavam legisladas e isso nada tem a ver com o facto dos professores terem de ficar um ano no qzp de provimento no concurso “extraordinário”. Se quer exemplos concretos de professores com mais de uma década de qzp que não puderam ocupar vagas por terem alterado a aplicação da regra, como o próprio ME admitiu no dia 25 de Agosto, é só pedir, mas aprenda a ouvir e não grite. E, mais importante, não minta ou então aprenda a ler. Tem habilitações para isso. Quanto a outras coisas, talvez se verifique um défice proporcional à tal “desfaçatez política”.

O nosso pessoal político nunca foi grande coisa, mas quando temos gurus de bastidores na Educação deste calibre… não vale a pena ter grande esperança seja no que for.

Acrescento ligação para a resposta da Helena Rechena no Proflusos a este enorme vulto do nosso parlamentarismo.

(longe vão os tempos em que certos cromos fizeram o tirocínio na caixa de comentários do Umbigo…)

 

4 thoughts on “A Desfaçatez em Política Tem um Nome e é Porfírio

  1. O deputado Porfírio procurou através de falsidades alimentar uma narrativa de pós verdade:

    – É falso que “algumas estratégias que alguns professores utilizam legitimante para procurar melhorar e progredir na sua carreira terem resultado mal”. Os professores não progridem com “estratégias”, os professores estão congelados nas suas progressões há cerca de 10 anos e em termos de carreira os professores regrediram 3 escalões (cerca de 12 anos) com o reposicionamento de Lurdes Rodrigues.

    – É falso que “professores que assinalaram 160 preferências num concurso” e “isso em alguns casos deu mal resultado”. O mau resultado deve-se ao facto de terem retirado da mobilidade interna horários já conhecidos do ministério da educação desde o início de agosto. E neste ponto o Ministério não cumpriu a Lei.

    – “há professores” (da vinculação extraordinária) que assinam abaixo assinados a protestar contra essa regra…”. Quem redigiu e divulgou o abaixo-assinado foram essencialmente professores do quadro com mais de 20 anos de carreira 10 de Quadro de Zona Pedagógica.

    – “o ministério anunciou que vai haver um concurso extra para esses professores, só se quiserem para que possam corrigir essa situação” – os professores não querem um concurso extra, os professores exigem que o ministério cumpra os normativos que publica e resolva as situações altamente lesivas que criou o mais rapidamente possível.

    Alguns têm subvenções vitalícias, outros com mais de vinte anos de carreira nem sequer estão vinculados a uma entidade patronal.

    Haja vergonha!

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