A Estratégia da Inveja

Não é nova no ME e não é só numa cor, mas repete-se numa determinada escola de pensamento táctico. Se o conflito é com os professores, tenta colocar-se quem o não é contra, assinalando os “privilégios” dos docentes e insinua-se um seu mau profissionalismo (os tempos da “sinistra ministra” e dos seus dois comparsas foi fértil nisso); se o conflito é com parte dos professores, procura mobilizar-se uma outra facção contra eles. Nos últimos anos, tem sido recorrente acicatar os humores dos que estão “fora” contra os que estão “dentro”, dos “novos” contra os velhos”, dos contratados contra os “dos quadros”. Há sempre quem alinhe, até porque a fúria do desespero tolda a lucidez de quem é idiota útil e carne para canhão, sem perceber que mais tarde lhes pode acontecer o mesmo. Repare-se que esta equipa do ME, tirando uma ou outra desastrada (para não dizer insolente) intervenção a cargo da secretária de Estado com remoques pouco implícitos, tem primado pela ausência, pelo sacudir da água do capote, pelo fingir que nada é com eles mas com interpretações das leis ou por fugir ao confronto (ao jovem ministro parece que já ensinaram as “boas práticas” neste particular). Mas… lança uma “cartilha” que se vê repetir nas redes sociais até à náusea por parte de um proletariado docente que já aceita que se alinhe tudo pela mediocridade desde que lhes seja assegurado um lugar ao sol, extraordinário ou não. E é pena, porque apenas fazem de braço armado de quem não tem dois palmos de vergonha na cara.

spineless2

2 thoughts on “A Estratégia da Inveja

  1. Pelo menos alguém lúcido, Paulo.
    Como bem escreveste: o acicatar de invejas e a pouca razoabilidade de comentários estão a ser levados a um exacerbo que pouco dignifica a profissão.
    Chegou-se mesmo ao extremo de nem sequer se ler a profusão de diplomas legais que por aí andam. E isto, sim, é grave! Supostamente somos professores que andam a dotar os jovens de competências de literacia que, pelos vistos, não temos. Simplesmente se derrama ódios numa lógica pseudo-darwinista, instintos primários. Permite-se sem uma acareação que a tutela por livre arbítrio faça o que bem entende. A título póstumo, refila-se: e aqui incluo – também – sindicatos que não têm feito uma leitura correta das coisas, indo atrás de agendas que ainda ‘não percebi’.
    Que se leia o que está escrito e o que está permitido desde 2012.

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