Um Regime “Extraordinário” é, por Definição, Extra-Ordinário

Por isso, as vinculações “extraordinárias” a um ritmo quase anual parecem-me algo estranho. Ou bem que se faz uma vinculação regular dos professores ou bem que isto é uma espécie de coisa à Antigo Regime, casuística e fruto de acordo parciais que parecem mais para apagar fogos do que uma política. Foi assim, com regimes “excepcionais” e desregulações várias que acabámos no emaranhado em que estamos, onde pouco se entende.

professor

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5 thoughts on “Um Regime “Extraordinário” é, por Definição, Extra-Ordinário

  1. Ainda não percebeu que o caráter “extraordinário” destas vinculações não reside na sua periodicidade, mas sim pelo facto de os requisitos exigidos a quem ela concorre dificilmente poderem ser cumpridos pelos refugiados dos colégios? Um concurso externo normal permitiria que os professores dos colégios vinculassem nas escolas públicas no mesmo ano que se despedissem ou fossem despedidos dos colégios.

    1. Ahhh… e eu que pensava que os requisitos eram “extraordinários” porque não se cumpriam as regras da Lei Geral do Trabalho no caso dos professores.

      Silly me…

      (se quiser uma conversa sobre a situação dos professores das escolas privadas, também se arranja, mas penso que há gente muito mais “insider” no PS…como no PSD, claro)

      1. Esse incumprimento da LGT sobreviveu a todos os governos do PS e do PSD anteriores: foi preciso estarmos a meio do reinado da gigajoga para que a situação se começasse a inverter. Ainda bem que não precisa que ninguém lhe relembre a influência dos dois partidos do centrão no lamaçal dos contratos de autonomia, mas seria bom que percebesse que se não houver uma excecionalidade nos concursos de vinculação, a maioria das vagas serão açambarcadas pelos amarelos. E sabe tão bem como eu que no que toca à FNE essa situação seria a ideal.

        http://www.spzc.pt/Content/1651#top

  2. Cara “Paula Afonso”… as vinculações “extraordinárias” (por muito que eu desgoste delas) foram criação do Crato… os actuais governantes apenas a continuam.

    Quanto aos contratos de associação… eu relembraria as imensas cumplicidades em torno do (agora meio disfarçado) grupo GPS que deram origem a investigações do Ministério Público que parecem enfrentar maiores resistências do a feita ao engenheiro e ao banqueiro.

    E a mim, tanto se me faz qual das partes da FNEprof me lixa à vez.

  3. Quanto ao “açambarcamento” seria muito “simples” preveni-lo, restringindo o concurso externo a quem prestou serviço na rede pública de ensino… ah e tal, é capaz de ser “inconstitucional” e o princípio da igualdade e o escafandro…. como se isso alguma vez os tivesse impedido de fazer o que entendem (incluindo o congelamento e os cortes salariais). Só que apenas se preocupam com isso quando se toca em interesses “privados”.

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