Talvez Por Ser 2ª Feira…

… tenho um nível de intolerância mais elevado às vacuidades que o nosso ministro da Educação vai dizendo por aí, em diversas ocasiões. Não é embirração pessoal, é mesmo um enorme desânimo com os zeros à esquerda (a todos os níveis) que meteram a dar a cara em alguns ministérios porque outros não quiseram logo chegar-se à frente, com medo de se queimar. Só lhe falta mesmo mandar fazer agora albuquerques para substituir os magalhães. E, na falta de Líbias e Venezuelas para encomendas, arranjar uns contratos para o Suriname ou o Lesotho.

Estou farto de gente que se descarta de todos os assuntos que são mesmo problemáticos e se refugia nestas balelas dos “défices ocultos”, quando há défices (de conhecimentos, competências, capacidades) bem à vista de todos.

Caramba, preciso urgentemente do fim de semana. Ou então de não ler este tipo de coisas.

Thiaguinho

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Aquilo Que Eu Chamaria Uma Gestão Eficaz dos Recursos Humanos (E do Interesse dos Alunos)

Não andaria tanto em busca do tostão do horário (zero ou outro) poupado no curto prazo, mas sim preocupada com a melhor forma de suprir faltas temporárias de professores. A existência de professores com uma eventual insuficiência de horário pode servir para, em circunstâncias ocasionais, substituir de forma rápida um Director de Turma em falta, um professor que apenas pensa faltar uma semana ou duas por imperativos familiares ou de saúde, permitindo uma continuidade (não confundir com a treta das aulas de substituição de aulas de Matemática com professores de História) da presença junto dos alunos, por forma a evitar descarrilamentos. Nem sequer falo apenas de professores do “quadro” mas igualmente de professores contratados que podem cumprir esse tipo de missão que tem o seu quê de ingrato mas que, ao permitir aos docentes manterem-se alguns anos na mesma escola, reforçam a vários níveis a estabilidade do “corpo docente” mas também do “discente”, pois não ficam 2-3 semanas ao deus-dará. Até porque, tantas vezes, a deslocação de docentes todos os anos acaba por ter um efeito contraproducente ao nível das (mais do que justificadas) baixas médicas.

Claro que os arautos da “racionalização financeira” não pensam assim, seja os que têm assento nas Finanças, sejam os seus subordinados da Educação, como a SE Leitão que tem para este tipo de coisa a sensibilidade de um paquiderme a rolar por uma colina com 40º de inclinação abaixo.

Patinhas

E Depois Há Também Aquelas Aulas que Falham por Completo

O relvado era artificial, a iluminação era má, as condições atmosféricas não ajudaram e foram praticamente 90 minutos perdidos. E nem sempre a culpa é só dos outros, também há momentos em que nos interrogamos sobre o sentido disto tudo e quase optamos pela desnecessidade. Mas a seguir vem outro dia. E eu não sou dos que nunca têm dúvidas sobre o processo.

seize