Como Dar, de Forma Nem Sequer Muito Subtil, um Empurrão à Municipalização da Educação

Isto cansa-me, de tão óbvio. Nem sequer há um mínimo de decoro.

Combate ao insucesso escolar exige estratégias locais, conclui Atlas da Educação 2017

Há quem me pergunte a razão do meu desânimo e descrença em tudo “isto“. Este é um bom exemplo de como tudo isto se voltou (será que alguma vez deixou de ser? apenas acho que agora é de forma mais desabrida) a tornar opaco, promíscuo, amiguista. A EPIS entra em parceira com o CNE para um estudo que é apresentado pelo presidente de saída deste, e comentado pelo director-geral daquela (ver aqui).

E se eu começar a desenlear todas as parcerias e cumplicidades que estão estabelecidas entre “fundações” (que servem de bom refúgio para ex’s), “associações” e órgãos de comunicação social, as figuras que se cruzam em todas essas organizações, partilhando uma agenda de pressão sobre a Escola Pública (sim, até já eu uso esse chavão) no sentido da sua fragmentação e desagregação, para melhor ser captada por um teia de interesses e parcerias público-privadas, mais vale fazer um seguro de vida dos bons, porque quem se mete com eles, leva.

Hamster

(sim, espreitei o suficiente para saber do que escrevo… mas tomei banho depois de sair pelo próprio pé…)

One thought on “Como Dar, de Forma Nem Sequer Muito Subtil, um Empurrão à Municipalização da Educação

  1. Muito Bom!
    Eles continuam sempre aí!
    A Eléctrica já lá vai, Correios e Telecomunicações idem, Estradas e Auto-estradas foi a “farturinha”, a Saúde já não dá o que deu, a TAP num “é nem deixa de ser”, as Águas estão lançadas, a ADSE não demorará, entre inúmeras modalidades… muitas PPP´s, contratos blindados, Institutos e Fundações restam poucas áreas para atacar… a educação – já a caminho… a justiça virá depois…
    Os portugueses estarão sempre cá para pagar tudo…pagam mais impostos, recebem menos, perdem direitos, terão ao seu dispor cada vez menos serviços, com menos qualidade e mais degradados…
    de uma forma ou de outra são sempre eles que pagam, enquanto os muitos “Ricardos Salgados” sempre de “excelência e acima de qualquer suspeita” que por aí proliferam, de variadas áreas, vão abocanhando todas as janelas de oportunidades e sustentando os verdadeiros cluster´s de excelência deste país (malandragem, saque e offshores)…

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