Formação Para O Sucesso

Estado celebrou dezenas de contratos com consultora coordenada por vice do IEFP

Ministério Público está a investigar contratos entre a Agência Nacional para a Qualificação e Ensino Profissional e a consultora Quaternaire, de que Paulo Feliciano é coordenador. Está actualmente de licença sem vencimento. Ao longo dos anos foi entrando e saindo de diferentes organismos do Estado.

E querem apostar que se consegue provar que nada é ilegal? Qual “educação financeira”, qual “educação para o  empreendedorismo”… o segredo é o cartão de jota em novinho e  a partir daí é estabelecer “relações” e subir na cadeia alimentar dos predadores do Estado… sem necessidade de outro mérito, sem quotas, sem filtros… etc. Acaba-se em secretarias de Estado ou em coisas ainda mais apetecíveis. Nada de novo. Apenas cansa, cansa muito, ver esta m€rd@ multiplicada a cada novo mandato rotativo, com ou sem bengalas “radicais” (basta uns convites maneirinhos para “colaborar”…).

Desde os tempos do FSE que a “formação” é um oleoduto financeiro que pouco tem a ver com a qualificação da mão-de-obra nacional.

Lama

A Santa Aliança dos Auxiliares de Ministro

Canavarro e Pedreira mais valia reflectirem nos seus “trajectos” e em algumas das suas decisões (ocorrem-me colégios privados e preços de manuais) antes de deitarem bitaites sobre as carreiras alheias.

Porque é que a progressão na carreira dos professores é mais problemática para o Estado do que com a restante Administração Pública? Foi esta a questão que o DN colocou a dois antigos secretários de Estado: Jorge Pedreira (PS) e José Manuel Canavarro (PSD). E as respostas coincidiram no essencial. Para além do óbvio – está em causa a maior força de trabalho da Administração Pública, com mais de cem mil efetivos – faltam filtros, como categorias e quotas, existentes noutras áreas, que impeçam a progressão em bloco.

Claro que coincidem no essencial. Até no acessório. Para mim, muito pouco os distingue. Quanto a filtros… era mesmo bom que tivessem algum pudor e os usassem nas suas declarações.

calhau com olhoscalhau com olhos

Ao Cuidado da DGAE e da Secretária Leitão para Efeitos de Futuras Respostas a Recursos Hierárquicos

Não encontro no site oficial da DGAE a fase da RR como sendo um concurso autónomo no calendário deste ano, pelo menos de acordo com o Aviso n.º 3887-B/2017. Que o documento tenha dois anexos “IV” é apenas um detalhe na incompetência geral.

FAsesConc2017

Portanto, quando se indefere um recurso hierárquico com o seguinte fundamento:

“15. Argumenta o recorrente, que na reserva de recrutamento, será ultrapassado por docentes menos graduados que ficarão nas suas melhores preferências, ou seja, mais próximo da sua residência.
16. Ora, não se pode falar em ultrapassagem quando estão em causa dois concursos distintos.”
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Se calhar seria boa ideia pensar melhor no que se está exactamente a fazer, qual o fundamento legal exacto e se as coisas assim não podem acabar muito mal para juristas que, só com belíssimas conexões, conseguem chegar onde chegam.
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Eu percebo que a aposta é em fazer as pessoas desistir devido aos custos dos processos judiciais, mas o tiro é capaz de sair mal.