Precisamos de uma Escola para o Século XXI Como Lá Fora!

Número de alunos com maus resultados está a descer em Portugal. Na UE a situação está a piorar

 

Comissão Europeia alerta que a UE se está a afastar do que foi estabelecido como meta para 2020 no que toca à redução dos fracos desempenhos na literacia em leitura, matemática e ciências.

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(e os profes portugueses são do pior, claro, mesmo que os resultados melhorem… porque é tudo responsabilidade das equipas do ME desde o tempo dos afonsinos)

Tecnologia/Humanidade

Uma espécie de díptico nas edições de Outubro e Novembro do JL/Educação. Este mês com o prazer de reencontrar nas suas páginas António Nóvoa, o marco que foi O Tempo dos Professores em 1987 e metade do júri da minha tese de 2007. Um suplemento para guardar, apesar da fragilidade do papel.

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O Feitiço Contra os Feiticeiros

Desde MLRodrigues que a estratégia dos sucessivos governos na área da Educação tem sido desgastar e desmoralizar a classe docente ao ponto de não terem capacidade de reacção e revolta. A estratégia – com a colaboração, quantas vezes por fidelidades alheias, deste ou aquele sindicato tolhido por tutelas exteriores – conseguiu ter os seus efeitos, mas, curiosamente, é capaz de ser como aquelas voltas de 360º. As pessoas estão tão desmoralizadas e desgastadas que irão aderir em massa à greve de 15 de Novembro, nem que seja para ter um dia de descanso sem recorrer ao 102. Para mim, é uma razão mais válida do que muitas outras (do tipo fazer de correia de transmissão automática) e tão válida como saber-se que vamos irritar os mstavares (ortónimos e derivados) e porfírios desta vida airada, que é uma das coisas que me motiva especialmente.

E olhem que eu não sou mesmo dado a futurologias nestas coisas e nem sou daqueles grevistas militantes que vão a todas em piloto automático.

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(e que quem andou em “diálogo com as escolas” não se deixe iludir pelo seu próprio reflexo no espelho… porque há por aí enorme equívocos…)

Os Porfírios Estão Preocupados?

É bom que estejam, apesar de se quererem mostrar muito seguros. Porque dia 15 são capazes de apanhar um susto, até há pouco inesperado, atendendo a tudo o que lhes é dito sobre a enorme adesão das “escolas” (leia-se “alguns directores” e uma variedade curiosa de “penduras” de associações amigas do SE Costa) às “inovações” em decurso.

Se há coisa que me vai parecendo cada vez mais verdadeira é que asnos velhos (e presunçosos, em especial quando se se querem esquecer do que já foram) têm muita dificuldade em perceber sequer onde erraram. E depois queixam-se e começam a ter pesadelos com o Mário Nogueira que, justiça lhe se feita, andou dois anos preso pela trela.

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I, 9 de Novembro de 2017

(e para que conste, não usei a imagem da 1ª página que é sacada de outro contexto e cuja utilização em nada ajuda a credibilidade da coisa…)

Há Currículo Flexível e Há Outras Coisas

Não me parece que seja razoável defender a semestralização de disciplinas como as Ciências, a Geografia ou a História para poder acomodar coisas como “Educação Rodoviária”, “Educação Financeira” ou outras coisas giras e que dá para brincar às aprendizagens para a vida (basicamente são áreas que lembram um pouco a velha lógica dos conhecimentos funcionais para os tadinhos e a Economia Doméstica para as meninas) e “escolas-alfaiate/sapateiro/picheleiro”.

Se são áreas que têm lógica no âmbito de clubes e actividades extra-curriculares? Claro que sim. Sem avaliação e tudo (ou nada), para ser mais atractivo. Já custa mais a entendê-las num currículo formal do Ensino Básico, defendidas por quem critica a “atomização” e “fragmentação” ou mesmo o “excesso” das áreas curriculares.

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