O Paradoxo Seria Irremediável…

… se esta malta tivesse algum pudor e uma vaga preocupação em usar argumentos coerentes.

Porque são exactamente os mesmos que dizem que todos os alunos podem atingir os mesmos objectivos que depois aparecem a propor coisas curriculares giras e “ligadas ao concreto” ou que sejam “interessantes para os alunos” para que o sucesso seja garantido.

E, já agora, o pior preconceito é aquele que, para pretensamente ajudar quem é “discriminado” por razões sócio-económicas, pretende desenhar soluções curriculares “funcionais” que garantam o “sucesso para todos”, sabendo nós que isso irá esbarrar, fora da escola, com a triste realidade da falta de oportunidades para quem fica estigmatizado exactamente por essas soluções que nada garantem para além do triste e velho saber (mal) “ler, escrever e contar” (se possível com a ajuda da calculadora).

Quem quer mesmo ajudar os “coitadinhos” procura que eles deixem de o ser, não com condescendência e não acreditando – na prática – nas suas capacidades, mas sim com trabalho no sentido de eles conseguirem o melhor desempenho.

Tonecas

Coincidências a 15 de Novembro

A greve da próxima 4ª feira vai acontecer exactamente 9 anos depois de uma manifestação de professores organizada pelos chamados “movimentos independentes”, num período de enorme efervescência e mobilização.

Já agora, reparem no cartaz feito na altura por um colega (Gui Fon) e reparem lá se, afinal, não parece estar muita coisa como em 2008.

Manif15Nov18

João, Anda Já Aqui!

– João, anda cá, já!
– Anda cá!
– João, vem já para aqui!!
– João!!

(repetir até à quase náusea)

E continuou assim, criança de 3-4 anos, pai ali pelos 30 e poucos, com físico para atemorizar alguém numa disputa de trânsito. O espaço, um centro comercial em dia de domingo. O puto foi para onde queria (entrou a trote por um Imaginarium dentro) e o pai ficou por ali a olhar, perdido, de carrinho de compras à frente.

E a modos que é assim. Quem tem 20, 25, 30 joões e joanas durante a semana que faça “formação“, de preferência em “gestão de conflitos” ou “amochanço generalizado”, porque aquilo vem – em tantos casos – tudo por fazer, porque há ali uns traumas geracionais ou uns peterpans incapazes de impor um mínimo de regras aos meninos da terra do nunca me apetece. Porque confundem isso com qualquer coisa que lhes disseram que é mau ou não querem imitar os pais, sei lá.