11 thoughts on “Olhe que Sim, Camarada Costa, Olhe que Sim!

  1. Ou de como o voluntarismo neoliberaloide-financista acaba por convergir com o estalinista na ideia de que o “tempo histórico” (vectorialmente direccionado para amanhãs cantantes ou mercados celestiais) pode ser manipulado e usado conforme as conveniências. É a ideologia, estúpido!

  2. O PR afirma que “é um ilusão pensar que se volta às condições antes da austeridade” e o PM reforça dizendo ”é impossível recuar na história”; se adicionarmos todos os ‘comentadeiros profissionais’ pagos em avença pela elite preocupada em ver o dinheiro do OE não ir para os seus bolsos, e apoiados por uma parte da população sempre avessa à profissão docente, isto significa que A CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO PARA EFEITOS DE COLOCAÇÃO NO ESCALÃO DEVIDO, NÃO SERÁ FEITA!
    Explicando em linguagem que até os putos entendem, o que estava em causa não era receber o dinheiro perdido durante o congelamento mas colocar o docente no escalão correpondente ao tempo de serviço quando acabasse o descongelamento. Exemplificando com um exemplo de docentes colocados no 3º/4º escalões, com 20-25 anos de tempo de serviço, estes deviam estar colocados nos 6º/7ºescalões; o que se esperava da mais ELEMENTAR JUSTIÇA, era que quando ocorresse o descongelamento, esses professores que progredissem iriam para o 6º/7º escalão, bastando os milhares de euros que perderam por não terem progredido, corte salarial e sobretaxa fiscal. Mas o que é dito tanto pelo PR como pelo PM (um diz mata e o outro diz esfola) é que quando descongelarem subirão para o 4º/5º escalões!…
    Portanto, a maioria dos docentes deve dizer adeus definitivo aos escalões acima do 7º (inclusivé) porque terminarão a carreira entre 4-6º escalão, algo que já foi planeado em 2010 com a reestruturação dos escalões da carreira (com a introdução das quotas de vagas nos 5º e 7º escalões). Por isso, também são incompreensíveis os comunicados dos sindicatos a ‘cantar vitória’ pelos resultados da negociação, porque o que vai acontecer, à semelhança do concurso extraordinário, são mais casos de injustiça, com uns a progredir e outros a estagnar, tendo o mesmo tempo de serviço…!
    Além disso, este conflito trouxe o pretexto para proceder a nova alteração da carreira e do ECD, dificultando artificialmente (ainda mais) a progressão.
    Não é por falta de dinheiro mas tão somente que esse dinheiro já tem destino para os sugadores milionários do OE: bancos, PPP, swaps, ajustes diretos, corrupção, contratos públicos…
    Nitidamente, a indecência não incomoda quem decide mas também ‘há muita maneira de apanhar pulgas’ para quem vê a sua carreira destruída, apenas sendo necessário coragem e inflexibilidade, indepentemente de quem seja prejudicado…

  3. Para mim o mais grave são as barreiras REAIS que irão inventar para barrar a progressão. Alem disso irrita-me estarem sempre a dizer que tem de mudar a forma de avaliação dos profs! Realmente devemos ter uma profissão devassa e fútil.

    Já agora…quem ira descongelar só para o ano ou em 2020 pq terá que ter um descongelamento faseado? Mais uma…

  4. Mario, concordo plenamente consigo. é uma vergonha o ataque que as televisões, principalmente a SIC, estão a fazer aos professores. Está na hora dos professores irem para a rua e dar uma resposta cabal a tudo o que se está a passar. Até o presidente da republica vem com esta conversa, esquecendo que não estamos a pedir para voltar ao que tinhamos, apenas queremos que se faça justiça. Aliás, acho até que estes governantes estão com receio que os professores recorram à justiça. Neste momento, com 25 anos de serviço efetivo estou no 3º escalão, a receber menos cerca de 150 euros do que recebia em 2005. há 12 anos!!, ganhava mais 150 euros do que ganho agora!!
    veja bem esta injustiça! há 12 anos que perdemos dinheiro todos os anos com a inflação, tirando o ano do enorme aumento de 2009, do amigo Sócrates, que depois nos roubou nos subsídeos e nos cortes de 3,5% a 10%. Depois veio o amigo Gaspar com o seu enorme aumento de impostos e com o roubo dos subsidios de Natal e férias, etc, etc,. . . Andam a brincar com o fogo, os professores estão dispostos a tudo! abrimos um noticiário e só ouvimos comentadores a atacar os professores! A coisa vai descambar. Vivem-se dias semelhantes áqueles que vivíamos no tempo da senhora que ninguém quer dizer o nome, a mãe de todos os ódios!! vêm aí tempos de luta e sinto, tal como milhares de professores que os sindicatos estão a ser enganados e não estão a conduzir bem a nossa luta. Vejo o futuro com incerteza e angustia, isso não é nada bom, nem para mim, nem para os meus alunos e julgo que como eu estarão milhares de professores. Desiludidos e agredidos por gente que não sabe do que fala, que mente e desinforma a opinião pública, só nos faltava o presidente da república para dar a estocada final. Está na hora de voltarmos para as ruas!!

  5. Os sindicatos estão à espera de quê para colocar o nosso caso em tribunal constitucional?
    Demora anos a decisão? Ok… o reposicionamento demorará séculos.

  6. Diminuir a porcaria do desconto para a ADSE? Tá quieto…Não ouço nada . Pelo contrario só ouço falar em aumentos.
    O Passos aproveitou o lucro dos descontos da ADSE para diminuir as dividas… nem o colocou na ADSE, Tudo inconstitucional. Os Socialistas parecem querer fazer o mesmo.

  7. Até que enfim alguém que fala no Tribunal Constitucional!!!

    “…Recordando que a administração pública tem contestado com greves e manifestações, o Governo pode contar com “mais luta” e “mais do que isso”. “Qualquer trabalhador que se sinta lesado pode recorrer aos tribunais e pode recorrer ao Tribunal Constitucional”, não diretamente, mas tentando “que alguém peça [esse recurso]” para saber “se o podem discriminar em relação a outro”.”

    https://www.dn.pt/portugal/interior/carreiras-funcao-publica-ameaca-com-constitucional-8934152.html

    1. o problema é que só recorre ao TC o provedor de justiça, a AR e o PR. Se nenhum deles considerar legitima a pretensão (e o PR e AR já manifestaram que não há motivo), não se pode usar esse recurso.

      1. cidadãos não podem colocar directa e imediatamente questões de inconstitucionalidade ao Tribunal Constitucional.
        Mas Poderão fazê‑lo de duas formas: 

        ‑ a primeira é apresentar uma exposição ou fazer uma queixa a certas entidades descritas na Constituição, como o Provedor de Justiça; estas, se entenderem que a questão tem fundamento, poderão, elas próprias, apresentá‑la ao Tribunal Constitucional(por via da chamada fiscalização abstracta);

        ‑ a segundo forma ocorre quando o cidadão é parte num processo judicial (por via da chamada fiscalização concreta). Aí, se entender que uma norma jurídica aplicável no caso é inconstitucional, deve suscitar a questão no processo. Se o tribunal que está a decidir o caso considerar que o cidadão tem razão e que a norma é, de facto, inconstitucional, tem de recusar a sua aplicação, havendo recurso imediato e obrigatório do Ministério Público para o Tribunal Constitucional. Se, pelo contrário, o tribunal considerar que a norma não é inconstitucional, o cidadão deve esgotar todas as vias de recurso e só então recorrer ao Tribunal Constitucional.

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