Isto É Quase Assim, Tirando nos Detalhes (Relevantes) em Que Não É

Na função pública 440 mil sobem por notas e 220 mil por tempo

As coisas são depois explicadas quase bem no suplemento Dinheiro Vivo do DN de hoje. Quase. Repare-se na seguinte passagem:

Na função pública há 440 mil trabalhadores cuja progressão depende da avaliação, e perto de 220 mil em que o avanço depende, grosso modo, do tempo.

O problema reside no “grosso modo” porque os professores progridem com base no tempo, na avaliação (que inclui avaliação obrigatória de aulas em dois escalões e facultativa em mais um) e em quotas.

Os professores progridem de quatro em quatro anos, desde que tenham avaliação de pelo menos “bom”, ganhando direito ao correspondente acréscimo remuneratório.

Isto não é assim. Já cansa, cansa muito, ter de explicar as coisas a quem tem demasiada preguiça em consultar a legislação aplicável. Já nem me refiro ao facto das regras terem sido alteradas para quem já tinha entrado há muito numa carreira com outra estrutura. Apenas que quem escreve nos jornais consulte o que é aplicável agora. Porque basta consultar o Estatuto da Carreira Docente. Dá assim tanto trabalho? Se fossem os professores a errar assim tanto e de forma sistemática seria o bom e o bonito.

Progressão

2 thoughts on “Isto É Quase Assim, Tirando nos Detalhes (Relevantes) em Que Não É

  1. Infelizmente, o ataque aos docentes esconde uma crítica mais abrangente, dirigida a toda a escola pública, que não é confessada. Os professores são o bode expiatório do ódio que os liberais, e políticos em geral. têm aos alunos de extratos sociais baixos, aos pais sem tempo e sem autoridade para educar os descendentes, à escolaridade obrigatória, etc. Para esta gentinha, que tem os filhos longe da escola que abomina, o salário mínimo seria suficiente para pagar aos docentes, porque na verdade não acreditam na qualidade da escola pública, no seu todo. O resto é manipulação, mentiras, manobras políticas sujas, etc. As políticas educativas são para Europa ver, quem as impõe também não acredita nelas, só os professores, atores cada vez mais desmoralizados, vão, no dia a dia, fazendo com que o sistema não colapse.
    Os professores precisam de se unir e convocar os sindicatos para uma luta forte ou descerão um pouco mais no lamaçal onde os colocaram, à pazada, na era socrática.

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