Já Pensaram Nisso? Aposto que Não!

Ontem tive (mais de) uma conversa telefónica interessante sobre a Educação, Jornalismo, os seus meandros e cruzamentos. Os principais assuntos ficarão de fora daqui, mas gostava de partilhar uma ideia a favor da progressão na carreira dos professores que talvez agrade a quem queira mesmo o seu “rejuvenescimento”. Já pensaram que se o tempo de congelamento contasse e grande parte d@s professor@s subisse dois escalões, era capaz de haver milhares (muitos, mesmo) de aposentações nos próximos anos? Porque hã gente desejosa de ver pelas costas quem os quer ver pelas costas (e nem estou a falar dos alunos, que esses na sua larga maioria gostam de nós).

Isso traria problemas ao nível dos encargos com aposentações, que seriam mais elevadas? Mas, afinal, não é a “qualidade” dos professores que vos interessa e a sua capacidade para melhorar as “aprendizagens dos alunos”? Não me digam que tudo o que acontece é feito apenas a pensar no vil metal.

Ideia

8 thoughts on “Já Pensaram Nisso? Aposto que Não!

  1. É verdade. Há uma diferença nessses casos.

    Mas, reafirmo, a manterem-se os cortes e as normas nas reformas antecipadas, mesmo os escalões mais do topo sofreriam com isso. O factor idade é o mais penalizador. A manterem-se os 13, 4% de cortes devido ao factor da sustentabilidade e mais as outras percentagens actuais, a situação ficaria melhor, mas não melhor assim.
    E tudo dependeria de cada um – vir para casa com um corte grande ao fim de uma vida a trabalhar nesta profissão desgastante, ou continuar a lutar por regras de aposentação mais justas.

    E aqui, já pensaram que é esta uma medida mais inteligente a seguir?
    Continuar a lutar por regras de aposentação mais justas?
    Não seria, provavelmente, necessário esperar, digamos, até 2020.
    Para muitos e muitas professores e professores, era para já.

    Mas é uma questão de se fazer contas.

  2. Sobre o assunto das progressões, as declarações (inserir adjectivo(s) adequado(s)) de elementos do governo sucedem-se: (http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/negociacoes-com-professores-nunca-aceitaremos-nada-que-ponha-em-causa-o-equilibrio-financeiro-avisa-governo?ref=DET_relacionadas)
    ..
    “Em entrevista ao Negócios e à Antena 1, a publicar na edição desta segunda-feira, 27 de Novembro, a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, assegura que nunca aceitarão uma medida – que aliás, sublinha, não atinge só os professores, mas também outras carreiras –, que “possa pôr em causa o equilíbrio orçamental com o qual nos comprometemos”.

    Na prática, prossegue a ministra, “não podemos fazer uma revisão, por muito justa que ela seja considerada por quem a defende, que ponha em causa esse equilíbrio”. De resto, explica, no caso dos professores, o tempo que demoram a atingir o fim da carreira é quase o equivalente a um terço do tempo necessário para um funcionário público normal. “É bom ver também as diferenças que existem”, lembra a ministra…”

    (inserir adjectivo(s) adequado(s))

  3. Outra sugestão: prescindir da progressão e, em troca, poder aposentar-se sem penalização!
    Sigam a sugestão do colega Duilio e leiam o texto do colega José Guedes Autor. Maravilhoso!

  4. Concordo. E o meu comentário ia por aí.
    Por isso, seria muito bom que as duas questões – a da reforma antecipada e a das progressões fossem debatidas em conjunto.

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