Uma Mão Cheia de Nada, Outra De Coisa Alguma

Depois dos opinadores de serviço e da sua barragem de desinformação, chegam-se à frente os governantes com os seus “argumentos”. O giro é que para umas coisas os professores são funcionários como quaisquer outros (sempre que é para cortar direitos a eito), mas para outras já têm carreiras diferenciadas e especiais (quando é para evitar repor esses mesmos direitos).

Nas prometidas reuniões com os sindicatos dos professores e quanto à possibilidade de o Governo vir a considerar o tempo em que a carreira ficou congelada, Maria Manuel Leitão Marques diz, em entrevista ao Negócios e à Antena 1, que a única promessa que o Executivo faz “é ouvir” e “procurar um entendimento”.

Ouvir e “procurar” um entendimento. Não é alcançá-lo. O que se passou foi um adiamento do conflito.

Maria Manuel Leitão Marques não é uma governante qualquer. É ministra da Presidência. Vem de longe. Partilhou de forma activa as políticas do engenheiro e nunca viu nada de errado no que se passava em seu redor. Agora, é alguém que quando fala traz consigo a versão oficial do governo, não lança bitaites. É uma espécie de Vieira da Silva para estas matérias. Ao pé dela o ME é um aspirante a aprendiz de feiticeiro.

E, claro, repete, algo que objectivamente é falso, porque existem três pontos de estrangulamento na progressão na carreira dos professores. Ela finge que não sabe. É desonesto.

De resto, explica, no caso dos professores, o tempo que demoram a atingir o fim da carreira é quase o equivalente a um terço do tempo necessário para um funcionário público normal. “É bom ver também as diferenças que existem”, lembra a ministra.

Progressão

11 thoughts on “Uma Mão Cheia de Nada, Outra De Coisa Alguma

  1. Estranho, será que os sindicatos enganaram, mais uma vez, toda a classe docente? Não quero acreditar, eles não eram capazes de fazer uma coisa dessas… quer dizer… após a manifestação para por cobro à ADD com a Maria de Lurdes, assim que conseguiram não ser avaliados na escola, aceitaram o primeiro acordo que lhes puseram à frente… mas aqui é diferente, houve gente que perdeu um dia de salário… quer dizer… naquela altura também… mas… mas… querem ver!

      1. É fácil…
        A manifestação só serviu para os sindicalistas escaparem à avaliação para professor titular, pois se esta continuasse, teriam de regressar à escola para dar aulas, reunindo assim as condições para serem avaliados. Assim, perpetuam-se nos sindicatos e mudam de escalão automaticamente…
        E nestas reuniões só pensaram neles, pois a 1ª preocupação foi eliminar o ponto 1 do artigo que impunha a permanência de 6 anos no 8º e 9º escalões…

      2. Não sei se o Paulo se lembra, mas no diploma inicial da ADD do ME (da ex-ministra Maria de Lurdes) qualquer professor para subir na carreira tinha que se submeter à avaliação e só poderiam subir caso houvesse observação de aulas, o que faziam com que os docentes destacados nas DREs (atuais Dgests), sindicatos e afins, que não tinham turma atribuída, tinham que voltar à escola pelo menos um ano, para subirem de escalão, a premissa é que não estavam a desenvolver atividade docente pelo que não subiam na carreira docente de forma automática. Após a manif dos 100 000, houve acordo, os minions ficaram com a observação no 2º e 4º escalões e os representantes sindicais passaram a ter que apresentar apenas um relatório de atividades anual.

    1. Então, esperem lá, para ver se percebo – as reuniões e tal foram só para salvar a “pele” dos sindicalistas para não serem avaliados e para progredirem de escalões.?

      Esta ainda não ouvi nem li dos Sousa Tavares, Moitas Deus, Júdices, Arrojas, Claras F Alves, e o resto da malta.

      A melhor de 2ª feira:

      “E nestas reuniões só pensaram neles, pois a 1ª preocupação foi eliminar o ponto 1 do artigo que impunha a permanência de 6 anos no 8º e 9º escalões…”

      Um grande aplauso!
      Clap Clap Clap……………………………………………….clap…..cla…p…..

  2. uma história rápida. num Encontro Ciência, eu estava presente e tinha junto a mim um ex-colega da unidade de investigação que tinha saído para a Holanda e estava de (quase) regresso. Quase porque não voltou. Perante a intervenção desta sujeita numa conferência ele diz-me:” De que buraco saiu esta pelintra mentirosa e cheia de basoseiras?”. Na mouche 1 ano e 5 meses depois

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