Memórias no Coreto

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Isto É Tudo Tão Poucochinho

Que chega a ser atroz. A conversa futebolística sobre o descongelamento a 1 de Janeiro não é de pobreza franciscana porque isso seria ofender o tipo de Assis. A verdade é que, mantendo-se as coisas assim, daqui a uns três meses mudo de escalão a 25% sobre 90 euros brutos depois de estar no 5º escalão durante 10 anos, sendo que a sua duração seria de 2. E há quem nem isso consiga. E ainda tenho de aturar baldaias?

Tiago, pá… não te desejo nenhum mal, apenas que tenhas coluna vertebral e um pinguinho de qualquer coisa na consciência. Põe-te a andar pelo teu próprio pé e não faças como aqueles que acham que se não forem eles, o mundo acaba em ceroulas tigradas.

Banana

(isto não é um post para fazer novas amizades? ora bem… nem queiras saber o que eu penso dos gajos que agora andam muito à pressa a convocar plenários teleguiados de que ninguém faz acta com aquilo que foi efectivamente dito acerca da “luta”…)

 

Que Conversa Tão Pobrezinha

Mas sabe, senhor ministro, que quem põe em causa são os professores que disseram que não estavam satisfeitos e que querem que contem o tempo que esteve congelado.

Eu não acredito que algum professor não esteja contente com o facto de a carreira descongelar no dia 1 de janeiro.

Querem mais.

Essa é outra questão. Eu acredito que quem gosta de futebol, por exemplo, um portista ferrenho – imaginemos a vitória do Porto contra o Benfica -, fique contente ainda que não seja o campeonato. E não vai dizer que não vai ficar contente, porque isso implica logo uma coisa, é o jogo, o clássico, e vai ficar contente com esse clássico e com essa vitória. Se ganhar o Benfica, serão os benfiquistas ou se houver um empate ficarão todos. Isso não implica que na próxima etapa não tenham outras pretensões. Essa é uma outra etapa e é uma outra pretensão, isso é o que tem de ficar absolutamente claro e, com isto, não estou a desvirtuar, nem a desvalorizar, essa outra etapa e essa outra pretensão.

(já agora… e quem é do Sporting como eu? Pode ficar-se nas tintas para esta conversa de programa de 2ªa à noite com grunhos de fato?)

E depois aparecem as perguntas baldaiadas (eu traduzo… perguntas que são afirmações de preconceitos do entrevistador, pois nem sequer são interrogações, hã as que acabam em ponto final que até podia ser ponto de exclamação!) que é impossível não esperar.

Ainda gostava de voltar ao modelo de avaliação dos professores para lhe perguntar se, em sua opinião, ele é suficientemente bom, se pode ser melhorado ou se acha que os professores que avaliam alunos têm, no fundo, medo de serem avaliados?

(…)

Ela não é feita, basicamente, e sempre que um ministro tentou fazer correu-lhe mal: Maria de Lurdes Rodrigues, como ministra da Educação, teve problemas sérios com os professores quando tentou fazer a avaliação; o último ministro, no Governo PSD/CDS fez uma avaliação que foi praticamente boicotada. Isso significa que os professores têm uma avaliação para poderem progredir na carreira, mas que praticamente não é feita.

Para que conste… a afirmação sobre o que se passou com Nuno Crato é objectivamente falsa. Se alguém tentou boicotar a avaliação dos professores foi o próprio para apagar um fogo no início do seu mandato, cedendo à tentação de um novo simplex, sem coragem para acabar com um modelo errado e erguer um novo. Baldaia deve saber disso, se não sabe anda muito mal informado e deveria ser avaliado pela sua ignorância na preparação de entrevistas.

Pensando bem… ele já é avaliado pelos leitores que nos últimos anos  debandaram aos milhares do DN. Só que enquanto existir uma missão a cumprir, a avaliação é outra.

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Olha-me o Defensor “Radical” dos “Direitos dos Professores”, que Bela Saída de Cócoras

A contagem do tempo congelado terá um ritmo de acordo com os meios orçamentais existentes

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, defende que a questão da contagem do tempo em que as carreiras dos professores estiveram congeladas é uma questão nova e complexa.

Para começar… a questão não é nova… tem mais de 9 anos. O shôr ministro é que é novo. A questão é complexa? Talvez… mas ainda é pior quando um tipo não pesca nada isto e pensa que ir para ministro é simplesmente dar uns passeios pelo país e lá por fora.

Ministro Tiago, pá… estamos velhos, pois estamos… por isso há muita gente encalacrada numa série de escalões… mas se o critério é sermos muitos, descansa que tirando ali uma malta que se safou antes de 2007 (e começou a dar aulas aos 18 anos) e já chegou ao 8º escalão, o resto vai ficar encravado sem nunca chegar ao tal “topo”. E não te esqueças que são mais de 9 anos, porque nós começámos logo a levar na moina muito antes da crise de 2008 que todos usam como desculpa.

Já agora, não sejas tão “radical” que a cabeça até me dá a volta. Rendeste-te aos argumentos da “responsabilidade” porque o sistema financeiro é que é “sistémico” como eles dizem? Ok… mas a partir de agora tem dó e não fales mais como se fosses crescido. E desculpa lá o tratamento, mas eu tenho ex-alunos bem mais velhos do que tu e eu – sempre que pude – ensinei-lhes que não se deve querer ser grande com as botas dos avôs ou dos pais.

Já se percebeu que deves ter ido para um retiro onde te fizeram repetir mil vezes ao amanhecer e ao deitar “o Centeno é que manda, o Centeno é o Ronaldo do Ecofin, o Centeno vai para o Eurogrupo e tu só tens que amochar porque ainda és um pitufo novinho para teres voz grossa”.

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(mais exactamente és aquele deitado logo ali diante… de rabo no ar…)