O Meu Excel

É verde na mesma, mas tem a vantagem de não sofrer com viroses virtuais, encravanços de discos ou problemas nas nuvens (como acaba de acontecer a um meu velho colega que deixou de ter acesso a todos os seus dados sobre os alunos por os ter apenas em suportes digitais). Há uns dias, quando estava naquele ritual patusco da auto e heteroavaliação, ao verem-me escrever num caderno, umas alunas de uma turma de 9º ano perguntaram-me se eu ia usar as tabelas de excel.

Eu disse que sim e mostrei-as. Não são muito legíveis para novatos no método, mas são muito fiáveis.

(garanto que estes suportes arcaicos dão para um ano, no mínimo…)

 

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Admitir o Óbvio

Mudanças no concurso de professores ditadas por razões de ordem financeira

Ministério da Educação explicou ao Parlamento as razões de só ter disponibilizado horários completos no último concurso de professores, o que levou a que algumas centenas de docentes tenham sido colocados em escolas a centenas de quilómetros de casa.

Não explicam é a razão pela qual só este ano o “ou” foi usado como estratagema semântico para justificar juridicamente o que foi uma decisão de tipo financeiro. Sendo que nem no tempo da troika esse truque foi usado pelo tenebroso governo pafista… Quando a “Esquerda” (incluindo a “radical”) faz pior do que a “Direita” em matéria de prejuízo dos cidadãos por causa de razões economicistas, não há hipocrisias humanistas que aguentem.

Anexo: resposta do ME ao Parlamento (da Inês para o Nuno com elevada consideração): Resposta AR Concurso.

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Política

(…) quando se trata do governo da cidade, sempre que esse governo esteja fundado na base da igualdade e completa semelhança dos seus cidadãos, estes consideram justo governar por turnos; em tempos idos, como é natural, cada indivíduo considerava justo que os cargos fossem desempenhados em alternância, e pensava que, como retribuição, alguém zelaria pelo seu bem próprio, tal como ele mesmo zelara pelo interesse alheio durante a permanência no cargo. Actualmente, devido aos benefícios derivados dos cargos públicos e do exercício do poder, os homens desejam a ocupação permanente desses cargos. É como se os ocupantes dos cargos fossem homens doentes e apenas recuperassem a saúde quando estão em funções.

A conclusão que se segue é clara: os regimes que se propõem atingir o interesse comum são rectos, na perspectiva da justiça absoluta; os que apenas atendem aos interesses dos governantes são defeituosos e todos eles desviados dos regimes rectos. São despóticos, mas a cidade é uma comunidade de homens livres. (Aristóteles, Política, livro II, § 6, Vega, 2008, pp. 115-116)

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