Mas o Argumento (Agora) É Esse?

É curiosa a forma como alguns lobbys evoluem na fundamentação do alargamento da sua importância e peso no currículo. Garanto que nada me move contra uma disciplina que é das favoritas cá da petiza em casa e que irá gostar de continuar a ter Educação Física, independentemente da área de estudos que seguir. Acho é que vir agora dizer que os alunos não são prejudicados nas notas por terem EF no Secundário me parece esquisito. O que está em causa não é a formação “integral” do indivíduo, obrigando-o a ser são de corpo, mesmo que não de mente? Porque, repito, isto da Filosofia ser um parente pobre do currículo, até aos gregos (espartanos à parte) seria capaz de fazer confusão, mesmo se o próprio Platão defendia a Música e a Ginástica como áreas nucleares da formação dos “guardiães” da República. E nem falo de diversas outras disciplinas, na área das Ciências Sociais, das quais nem se tem um cheirinho… a menos que seja em disciplinas opcionais em poucas escolas… mas a 12 anitos de EF ninguém escapará.

Quanto ao “calendário” da aplicação da lei que está prometida e é garantida como grande conquista deste mandato, julgo que poderá estar a deparar com algumas resistências individuais e olhem que não são as minhas… 🙂 que para nada contam.

ginastica

52 thoughts on “Mas o Argumento (Agora) É Esse?

  1. Deve-se ter Ed. Fisica ate ao 12º mas nao deve contar para média final.
    Uma pessoa se for fraca a uma disciplina estuda-a. Na Ed. Fisica ou tens corpo ou nao.
    Se precisares de décimas para entrar num curso e se fores gordo estás feito…

    Gostar

  2. sou prof de ed fisica e fui coordenador de departamento. a certa altura, em conselho pedagógico, falou se de ed fisica. veio a baila esse argumento dos gordos. no imediato enviei um mail aos docentes de ed fisica. queria que cruzassem as notas com os dados do fitnessgram (onde ha um indicador, o IMC, ou indice de massa corporal) pedi apenas as notas dos que se enquadravam nos indicadores: excesso de peso e obesidade. querem saber os resultados? quem é gordo nao se safa a ed fisica? a serio??????na ed fisica precisas de ter corpo???a serio? nao me digam que para ser muito bom a matematica, ou tens cerebro ou nao tens? ou basta estudar?são avaliados como atletas???a serio???aconselho o a ler os programas nacionais de educaçao fisica. bastam as primeiras paginas. aquela parte das orientações metodológicas.

    Gostar

    1. Ler os programas? 🙂 🙂 🙂
      As “orientações metodológicas”? A sério?

      O que tem isso a ver com o facto de teres de ensinar História em 6 meses no Básico, mas EF ser para 12 anos, mesmo se fores para um curso de Humanidades?

      A deslocação do debate para os “gordos” começou quando o distinto colega FF decidiu fazer uma “piada” com o meu perímetro abdominal, algo que é recorrente em gente escassamente imaginativa quando se trata de denegrir alguém que tem opiniões divergentes do todo-poderoso lobby da EF junto da actual tutela.

      Gostar

  3. podes ter 19 ou 20 a português e matemática mas a ed.fis. so o terás, como é lógico,se fores realmente bom

    Quando falei em gordo e em ter corpo claro que também queria dizer destreza física. E desculpa mas essa destreza não se estuda em casa.

    Ninguém despreza a disciplina, pelo contrario , ela é super necessária, agora contar para media no secundário é que descabido.

    Gostar

  4. O lobby está viçoso, recomenda-se, e até já conseguiu um exame ”à séria” no 2º ano de escolaridade, perdão, Prova de Aferição… E Para que serve a Filosofia? E para que servem as Ciências Sociais, em geral ? Não, o mundo é dos belos bonitos e praticantes de Zumba…

    Gostar

    1. Os colegas de Ed. Física e artes em geral são uns privilegiados, seja a nível das reduções por causa do DE, seja pela questão da preparação de aulas.

      Somos todos professores, mas não trabalhamos todos com a mesma intensidade.

      Gostar

      1. Reduções do DE porque trabalham aos sábados e não são as horas que tem de redução são muitas mais. Os professores de educação física, não preparam aulas? enfim …

        Gostar

      2. É a chamada dor dor de corno …
        Toca a fazer os pré-requisitos e a candidatura de acesso ao curso de Ed. Física.
        Tira o curso e depois inicia nova vida.
        Tempo de frustração é tempo perdido.
        Comparações … tão mesquinhas , tão … ” a minha é maior que a tua “.
        Desejo-lhe um 2018 de plenas realizações profissionais. Ou irão ser os alunos a pagar a fava ? Desconfio…

        Gostar

  5. Tenho as minhas dúvidas que nada o mova contra a disciplina de educação física, pelos comentários que às vezes faz sobre a disciplina, como este agora, sugere-me que haja por aí um provável sentimento de culpa provocado pelo aumento do perímetro abdominal que com o passar dos anos vai teimando em progredir contra a sua vontade. (estou a brincar, não o conheço pessoalmente e não sei por isso se esta piada se aplica, estou apenas a basear-me na estatística e nas probabilidades para esta faixa etária).
    Referindo-me ao caso concreto, efetivamente este não é nem pode ser o argumento, é a vida. Sempre que uma qualquer disciplina passe a contar ou deixe de contar para a média, haverá sempre alunos que ficam prejudicados e outros que ficam beneficiados, mas isso é a vida.
    (continua)

    Gostar

    1. A estatística dirá muita coisa, incluindo o quisermos se a retorcermos. Não se incomode, o meu perímetro abdominal cresceu apenas para ficar ao nível do cerebral (tenho uma cabeça grande).
      Não sei se é uma piada… é uma auto-análise.
      Acho – vou ser franco . bastante carente de inteligência associar o aspecto físico de uma pessoa ao gosto pelo desporto ou exercício físico. Infelizmente, é o que observo em muitos dos defensores da presença da EF no currículo do princípio ao fim da vida escolar.
      Aliás… a sua “piada” revela exactamente esse tipo de preconceito. Aquela visão curtinha de quem acha que os gordos não gostam de EF por serem… gordos.

      “A vida” é existir um lobby que, depois de muito bem ter resistido nos tempos da MLR, decidiu agora colocar as mangas de fora e reclamar um espaço no currículo desproporcionado em relação a outras disciplinas (falo da extensão da escolaridade obrigatória). E depois temos direito a sugestões do género “Filosofia na Pré-Escolar” quando a retiram (ou à Sociologia ou a outras disciplinas tidas por “inúteis” – quiçá porque as pessoas engordam muito a ler) a têm no currículo numa dose residual.

      Vou ser muito claro… nada me move contra a EF, mas sim contra um grupo de pressão que tem conseguido imensas benesses desde ministério, conseguindo com isso uma situação de evidente privilégio em termos de horários.

      Fui claro?

      Gostar

      1. A piada do perímetro abdominal caiu mal e se o Paulo ou mais alguém se sentiu incomodado, as minhas desculpas, porque sinceramente não era essa a minha intenção. Não sou fundamentalista, nem nada preconceitoso quanto aspeto de cada pessoa, cada um deve estar bem consigo próprio independentemente do peso e do perímetro abdominal que tenha. Outra coisa, é eu como professor de educação física falar destes assuntos numa perspectiva de saúde (que não foi o caso, eu sei, quando iniciei o comentário, mas também foi só uma piada) e apenas e só isso.

        Quando mais à frente refere o exemplo na sua escola onde um fulano gozava com o aspecto das alunas e das mães, isso é estúpido e inaceitável, mas isso felizmente isso deve ser um caso isolado.

        Gostar

  6. Os argumentos sérios são outros e não são necessariamente o corpo são na mente sã, isso é um chavão utilizado abusivamente por quem não sabe do que fala ou que sabe do que fala, mas que fala para quem nada sabe.
    Também não me parece sério, estar a comparar a importância das várias disciplinas existentes no currículo. Concordo que não se deva transformar a filosofia num parente pobre do currículo, mas essa luta não pode, nem deve ser feita à custa da menorização da disciplina de educação física. E ao contrário do que insinua a minha opinião é que existe no sistema de ensino uma grande valorização da cultura humanista em detrimento da cultura cientifica.
    (continua)

    Gostar

    1. A disciplina de EF nunca foi menorizada. Pelo contrário.
      Em regra, quem acha que um argumento comparativo “não é sério” é quem acha que isso lhe pode ser prejudicial.
      A cultura “científica” é toda, da humanista à artística, passando por aquela que redutoramente se arroga de ser ela só a “científica”.
      Não faço ideia onde a EF entra nisso. Penso que, atendendo a certas teorizações, se ache “científica” com as suas medições do desempenho dos indivíduos à moda positivista do século XIX. Nada de mais errado. Acham que é objectividade apenas o que é mensurável em tabelas de fitness.

      Gostar

  7. Não saber quem foi Luís de Camões, ou não saber quem escreveu os Maias, é considerado uma heresia e um critério para definir o grau de cultura de uma pessoa, mas não saber o que é um campo magnético, ou não que saber que muitas das técnicas da fotografia exigem conhecimentos de física e química ou confundir o basquetebol com o andebol, porque ambas as modalidades se jogam com as mãos, ou não saber que numa se pode dar 3 passos com a bola na mão e noutra só se pode dar 2 passos, isto tudo já é aceite com alguma compreensão, e sem qualquer embaraço, porque por um lado, ou são assuntos demasiados complexos ou demasiado básicos para as mentes superiores daqueles que consideram que a cultura geral é saber quem escreveu os lusíadas. … mas a 12 anitos de EF ninguém escapará… Mas isso é mau? Não me parece.
    (continua)

    Gostar

    1. Esse é o “argumento Magueijo”. Essa coisa do Camões, dos Maias e, já agora, do Pessoa.
      Ninguém confunde andebol com basquetebol, pelo menos serão menos do que os que confundem Antropologia Humana com Geografia Humana ou Demografia Histórica.

      Nada disto tem a ver com a falácia da “complexidade” mas com a obrigatoriedade de ter uma disciplina do 1º ao 12º ano, independentemente da área de estudos em que se esteja.

      Se me pergunta se acho mais importante saber compreender e expressar-se em Português do que dar os passos certos antes de passar a bola em andebol ou quantos passes se podem fazer em voleibol, ou mesmo que tipo de passes são aceites em rugby, digo-lhe sem hesitar que sim. Não sou hipócrita.

      Hipocrisia é arranjarem argumentos “sofisticados” para legitimar o assalto aos créditos horários e Às horas no currículo.

      Gostar

      1. Sim é o “argumento Magueijo” mas também é contra o Magueijo, é que estou um bocado cansado de ter estas discussões com outros colegas, que utilizam sempre o mesmo argumento, o que se aprende em Português ou em Matemática, História, ou o que seja, pode não servir para nada no nosso futuro mas é cultura geral. Então saber quanto passos se pode dar no andebol e no basquetebol também é cultura geral.

        “Se me pergunta se acho mais importante saber compreender e expressar-se em Português do que dar os passos certos antes de passar a bola em andebol ou quantos passes se podem fazer em voleibol, ou mesmo que tipo de passes são aceites em rugby, digo-lhe sem hesitar que sim. Não sou hipócrita”.

        E eu também não sou hipócrita e concordo que é mais importante compreender e expressar-se em Português, assim como saber realizar os cálculos básicos na matemática, mas para isso também não necessitamos de 12 anos. Epá desculpe, mas esta é uma discussão parva que só serve quem quer dividir a classe. Todas as disciplinas tem a sua importância, haverá porventura até umas mais importantes que outras, mas é a totalidade do currículo que interessa. Eu defendo a minha disciplina porque considero que ela é importante, mas não o faço menorizando as outras porque lhe reconheço muita importância.

        A discussão inicial, se a disciplina de EF deve ou não deve contar para a média, é que está aqui em causa e que foi bem recentrada pelo Maurício Brito. Tudo o resto dava para outros debates sem fim.

        Gostar

  8. Há esta ideia errada que na disciplina de educação física, há alunos que tem jeito e há alunos que não tem jeito e estes necessariamente ficam prejudicados se a disciplina passar a contar para a média. Então e aqueles que por mais que se esforcem também não tem muito jeito para a matemática, porque são mais criativos e tem mais jeito para o desenho, ou para as línguas, vamos também tirar essas disciplinas e deixar que não contem para a média? expliquem-me por favor que argumento é este, que justificou a saída do currículo da disciplina de educação física. Depois há outro argumento, não vamos criar mais stress aos alunos colocando a disciplina de educação física a contar para a média. Eu pergunto que tipo de alunos estamos a preparar para o futuro?
    (continua)

    Gostar

    1. Ninguém é obrigado a ter Matemática se for para História ou Direito.
      Ninguém é obrigado a ter História se for para Medicina ou Biologia.
      Ninguém é obrigado a ter Geografia se for para Arquitectura ou Design.

      Mas todos são obrigados a ter EF.

      Eu pergunto: é isto que o futuro nos reserva? Uma nova Esparta?

      Gostar

      1. “Mas todos são obrigados a ter EF.”

        É verdade, são obrigados porque ter EF porque lhes faz muito bem a todos, Advogados, Médicos, Biólogos e até a Professores☺

        A avaliar pelas estatísticas (já sei que as estatísticas valem o que valem, mas existem), o que o futuro nos reserva é uma população mais sedentária, com mais problemas de saúde, a viver mais anos, mas com menor qualidade de vida.

        Já que falou em lobbys, então o que dizer do lobby das farmacêuticas, esse sim muito forte, cujo negócio é arranjar novos tipo de doenças (que com o desenvolvimento tecnológico já nem necessitam, porque elas aparecem naturalmente) para criarem novos medicamentos para terem novos recordes nos lucros.

        Gostar

  9. Não conheço numa disciplina atualmente existente no currículo, onde se possa trabalhar melhor o espírito de equipa, do que na educação educação física.
    Não conheço numa disciplina atualmente existente no currículo, onde se possa trabalhar melhor a capacidade de superação, do que na educação educação física.
    Não conheço numa disciplina atualmente existente no currículo, onde se possa trabalhar melhor a motivação do que na educação educação física.
    Não conheço numa disciplina atualmente existente no currículo, onde se possa trabalhar melhor a capacidade de fixar objetivos e tentar supera-los do ponto de vista do empenho pessoal, do que na educação educação física.
    Não conheço numa disciplina atualmente existente no currículo, onde se possa trabalhar melhor a capacidade de “sofrimento” e de desenvolver a resiliência, do que na educação educação física.
    Não conheço numa disciplina atualmente existente no curriculo, onde os alunos são confrontados com os seus próprios medos e adquirem competências para os enfrentar e superar, senão na educação educação física.
    (continua)

    Gostar

    1. O desconhecimento não é argumento.

      Metade do que afirma, vai-me desculpar, é conversa fiada. Hã boas e más práticas em todo o currículo, mas a mim impressiona bastante aquelas em que se goza abertamente com as características físicas d@s alun@s. Exemplos? Nem é bom começar por aí porque desaba todo o edifício dos “(des)conhecimentos”.

      E nem falo dos mais “velhos”… basta lembrar-me de uma criatura que me passou lá pela escola há pouco tempo que levava o tempo todo a gozar com a forma e aspecto físico de colegas, mães e alunas. Não saiu de lá sem que eu lhe transmitisse todo o desprezo que nutro pelo facto de ter vinculado “extraordinariamente”.

      Gostar

  10. De tal maneira estas competências aqui apresentadas são hoje em dia importantes, que não é por acaso que as empresas atuais solicitam a atletas e a treinadores que os ajudem a transmitir estes valores e experiências que o desporto encerra, às pessoas dessas empresas, desde os colaboradores menos especializados aos gestores de topo.
    Que tipo de alunos é que queremos? meninos que não podem ser submetidos a mais um fator de stress, porque a disciplina de educação física não é assim uma disciplina tão importante e é apenas um fator de stress adicional? Se é isso que queremos, então tudo bem, retirem a educação física do curriculo mas depois não se queixem que os meninos não estejam preparados para um mercado de trabalho cada vez mais competitivo.

    Acabei por nem falar do corpo e mente sã.

    Gostar

    1. Factor de stress? Mas não é o vosso amado SE Costa que acha que os “exames da 4`classe” é que provocam stress? 🙂

      É melhor não entrarmos em caminhos por onde se pode sair tosquiado. A EF é necessária e importante, mas como disciplina dominante no currículo do 1º ao último ano não passa da demonstração do poder de um lobby.

      O resto? Conversa “gira” que nem a maioria dos professores de EF subscreve. Só as cúpulas, que têm o maior crédito horário que eu conheço a nível das escolas para “coordenar”.

      Gostar

      1. Devo dizer em minha defesa, porque refere várias vezes, as cúpulas, grupos de pressão que conseguem imensas benesses, assalto aos créditos, etc, que não tenho nenhuma ligação às cúpulas, nem especial apresso pelos donos disto tudo, nem benesses. Cada ano que passa estou mais velhote e cada ano que passa tenho mais trabalho em cima, mas como dizia o outro Não Sou o Único.

        Gostar

  11. Todos os professores recebem o mesmo, mas o volume de trabalho não.

    Já tive colegas de História com 11 turmas e 3 níveis de ensino. Isso é comparável à vida boa das expressões? NÃO!

    Gostar

  12. Tanta dor de corno .
    Todas as disciplinas são / deviam ser educativas.
    O “peso ” educativo na formação global dos alunos depende de tantas variáveis .
    1º : do professor ! Que poderá tornar educativa ou no contrário.(qualquer disciplina )
    Em Ed. Física os alunos não são candidatos a artistas de circo .Não há uns bons ,com maior vivência desportiva e melhor disponibilidade motora,etc e os maus : gordos,menor vivência desportiva,etc.
    Não é assim . Ter jeito,aptidão, etc, ajuda mas não é suficiente.( como em qualquer outra disciplina )
    É fundamental existir empenho,interesse ,progresso nas aulas,etc. E depois há o espírito desportivo,o espírito de equipa,etc,etc,etc.Tantas coisas.
    Como aluno do INEF actual F M H ,tive um colega que fazia parte da Sel. Nacional de Andebol e que reprovou em andebol.
    Era muito bom “artista de circo” mas faltou-lhe o resto.
    É como os nossos alunos .

    Gostar

  13. Claro que sim .
    E para teres 19/20 a Matemática ? Não será semelhante ? O ” artista ” trabalha noutro circo , tem outro número ,outra especialidade.
    Difícil é ter 19/20 em várias especialidades simultaneamente.
    19/20 ?
    Só em Organização política e Administrativa da Nação ,no meu tempo de aluno.

    https://www.google.pt/search?ei=ekdBWs2jD6regAa0hKiADQ&q=organiza%C3%A7%C3%A3o+pol%C3%ADtica+e+administrativa+da+na%C3%A7%C3%A3o&oq=organiza%C3%A7%C3%A3o+pol%C3%ADt&gs_l=psy-ab.1.8.0l10.7851744.7864293.0.7871478.17.15.0.2.2.0.112.1519.6j9.15.0….0…1c.1.64.psy-ab..0.17.1538…0i131k1j0i67k1j0i10k1.0.eh2YhVQQGvk#

    Bastava “marrar ” 2 dias e ir a exame .

    Gostar

  14. Em disciplinas de estudo podes ter 19…20 é o que acontece com muitos alunos que querem ir para cursos com notas altíssimas de entrada onde todas as DECIMAS contam.
    Na ed. Física por mais que estudes não vais la. Ou nasces ou não.

    Gostar

  15. Tudo com muitas grelhas para formatar a avaliação:

    http://www.labes.fmh.utl.pt/programas/fitnessgram/index2.htm

    http://fitescola.dge.mec.pt/HomeTestes.aspx

    Todos devem caber nas tabelas:

    Click to access TabelasFitnessgram.pdf

    Claro que há quem não aplique isto de forma cega. A maioria dos meus colegas de EF, por exemplo.
    Mas já vi gente “cega” com isto a medir tudo. Curiosamente, dos mais “novos”, já formatados na teoria da superioridade dos ideais espartanos. Às vezes nem sabem o nome d@s alun@s.

    Poderia ser “piada”, mas não é.

    Gostar

  16. Paulo
    As coisas não são bem assim.
    Todas as disciplinas são importantes, assim os alunos tenham a sorte de ter um bom professor. Caso contrário , até podem ser prejudiciais. É como penso, como vi com alguns colegas nossos que os meus filhos tiveram o azar de apanhar. Felizmente a maioria eram bons profissionais.
    Basta observar esta situação : corrida familiar no fim de semana .
    A quase totalidade das pessoas não faz a mínima ideia de como deve correr. Como controlar a sua velocidade, tempo de corrida, pulsação, respiração, postura,etc, etc. O Avô faz o mesmo “treino” do neto de 15 anos.
    Este simples exemplo revela falta de educação desportiva. O que pode tornar o treino perigoso. Sem qualquer segurança!
    Até nisso a Ed. Física escolar é muito importante. Fomentar o gosto numa vida saudável , criação de hábitos desportivos que permanecem ao longo da vida.
    Para não falar de inúmeras outras situações directamente relacionadas com motricidade fina … basta ver tanta gente dizer não “ter jeito ” para pendurar um quadro na parede.Há o” transfert ” que ajuda durante a vida.
    Tantas vezes vi gentinha a saltar do Carro Eléctrico, optando por saltar em sentido contrário ao da marcha…
    Acho que és um pouco redutor neste tema.
    Basta observar a imagem do Vasco Santana na ginástica.
    Um abraço
    Bom 2018 !

    Gostar

    1. Sou redutor porque vejo práticas redutoras.
      O boneco do Vasco Santana é irónico, como já na altura era.
      Eu não estou a retirar importância à disciplina, da qual eu gostava nos meus tempos, a minha petiza adora-a.
      Estou é a apontar o oportunismo da argumentação usada para a defender.
      Se isso “reduz” a coisa? Talvez, mas é porque o lobby anda a “alargar-se” mais do que o aceitável.

      Gostar

    2. Magalhães, esqueci-me de dizer no outro comentário que isso de saltar do eléctrico se aprende na outra Física e não em EF.
      O movimento dos corpos (celestes e terrestres), sentidos, vectores, forças, podem abordar-se em EF, mas são matéria nuclear da Física.

      Quanto a outro comentário… não se trata de “inveja”… porque eu nunca tive especial gosto em andar em balneários a vida toda 🙂 (olha-me a piada quase, quase…). Do que se trata é do assalto ao currículo de quem acha que ensinar como funciona o mundo, como o século XX se desenvolveu, numa luta entre democracias e ditaduras, como as próprias democracias são imperfeitas se ensina em 6 meses, mas saber contar os passos no basquetebol precisa do ano todo.,

      Percebes do que eu estou a falar e há quem assobie para o lado e dê a entender que é uma coisa acadmica ou de mais ou menos obesidade?

      Gostar

      1. O colega Maurício diz tudo

        …” E volto a dizer: quem as tiver, ou quem não quiser ter EF, ou quem achar que EF não serve para nada, que tenha a liberdade de optar e seguir outro caminho.

        Não queiram é tirar a liberdade da esmagadora maioria dos alunos. ” …

        Muito bem ! Concordo mesmo !

        Se o acesso ao Ens.Superior fosse feito de forma diferente ( critérios definidos curso a curso , pela instituição de Ens .Superior de cada candidato ) isto seria um falso problema .

        Olha, comigo foi assim :

        7º Ano Liceu ( actual 11º ), alínea F.( Disciplinas duas nucleares: Filosofia/Psicologia e O.P.A.N.
        Matemática, Física-Química, Geografia, Geometria Descritiva, Ed. Física )

        Podia candidatar-me a todos os cursos da Fac. Ciências ,do IST ,Medicina,etc,Ed. Física,etc,etc.

        No meu caso , INEF : exame escrito e prova oral ( dispensados da oral quem tivesse obtido 14 na escrita ) de C.Naturais e Psicologia.
        Provas práticas : Ginástica,Atletismo,Natação,e 1 Desporto Colectivo à escolha do candidato.

        E acho que ,apesar de tudo,era uma seriação mais justa.

        Candidatos 180/200
        vagas : 25

        Era a vida ! Agora esta treta da décimas ,dos 20, do peso relativo de cada disciplina,etc…é triste.

        O problema da carga horária das várias disciplinas é outro problema.

        Gostar

  17. Eu julgo que a discussão deveria ser recentrada.

    Vamos lá ver: uma coisa é discutirmos se a disciplina de Educação Física deve ou não contar para a média. Outra, completamente diferente, é saber se essa disciplina deve ou não ter (chamemos de) regalias ou, se preferirem (eu prefiro), um enquadramento à parte.

    Outra, ainda, é discutirmos procedimentos. E neste ponto acho que perdemos o nosso tempo no debate desta questão, pois disparates respeitantes a grelhas, tabelas, décimas, critérios de avaliação ou mesmo petulâncias relativamente à importância da “sua” disciplina, penso que todos já assistimos por parte de todos os quadrantes – e não me venham dizer que na maior parte dos casos a coisa vem dos colegas de Educação Física, pois isso não é verdade: a estupidez nestas coisas é transversal a todas as disciplinas.

    Por isso, e no que diz respeito ao ensino secundário, acho que é, no mínimo, um absurdo uma disciplina fazer parte da matriz curricular, ser obrigatória e trianual e não contar para a média, quando todas as outras obrigatórias contam. Sinceramente, acho até um pouco incrível que, repito, contando todas as outras, exista esta discussão.

    Um aluno que vá para História, Direito, Medicina, Biologia, Arquitectura ou Design, Paulo, terá sempre que “levar” com Educação Física, é verdade. Mas também terá que ter Português, Filosofia e Língua Estrangeira e “levar” com os respectivos exames nacionais. De todas as três. Isto já faz sentido? Ir para Medicina, Biologia, Arquitectura ou Design e “levar” com um exame nacional de Filosofia é mais lógico (…) do que ir para História ou Direito e ter de “aguentar” com a EF? Penso que não. Mas vamos em frente.

    Sobre o facto da disciplina de Educação Física dever ou não ter um enquadramento diferente relativamente a outras – se preferirem chamar de regalias, Ok, mas eu não considero adequado -, pessoalmente, acho que sim. Penso que faz todo o sentido que exista em todos os anos, do 1º ao 12º, e tenho pena que não seja possível com mais horas semanais. A justificação completa desta opinião levaria alguns minutos e muitas linhas que, perdoem, não vou aqui, agora, desenvolver. Prefiro centrar o assunto no ponto que considero fundamental: as regras de acesso ao ensino superior.

    Ou seja, não acho que deveríamos estar a discutir se a disciplina de Educação Física deve ou não contar para a média. Deveríamos estar a discutir algo muito mais abrangente, que é a própria reformulação das matrizes curriculares existentes e, principalmente, das regras de acesso ao ensino superior. Um aluno deveria ter, de acordo com a sua opção, determinadas disciplinas obrigatórias, outras disciplinas opcionais e, fundamentalmente, regras diferentes de acesso ao ensino superior.

    Por isso, e resumindo, sim: no actual contexto, EF deve contar para a média, tal como todas as outras obrigatórias contam. Mas acho que não deveria contar, tal como outras, de acordo com a opção tomada pelo aluno.

    Gostar

    1. A reorganização da matriz curricular é complicado. A nossa disciplina é sempre indispensável a dos outros…

      Agora… uma pessoa ser penalizada pq nasceu assim ou assado não acho bem. É descriminação.

      Ter 19 ou 20 não depende do estudo, depende de um pormenor inato sem possibilidade de o melhorarmos em casa com estudo.

      Gostar

  18. Desculpe, Pretor, mas esse argumento é, acredite, cientificamente desmontado – para não dizer completamente destruído – por centenas de estudos.

    A questão do “não ter jeito” ou do “ter nascido sem jeito” é, desde há muito, até já ridicularizada.

    Nasce-se com deficiências motoras da mesma forma que com deficiências cognitivas, sabia?

    E volto a dizer: quem as tiver, ou quem não quiser ter EF, ou quem achar que EF não serve para nada, que tenha a liberdade de optar e seguir outro caminho.

    Não queiram é tirar a liberdade da esmagadora maioria dos alunos.

    Gostar

  19. Eu sei, Paulo, pois já trocamos ideias sobre o assunto.

    Já agora: dou aulas há 23 anos. Há 22 deixei de utilizar o Fitnessgrsm, por considerar aquilo um absurdo.

    Nunca segui a linha dos apaixonados por mensuracões ao milímetro ou centésimo, nem dos aficionados por guidelines.

    Opções.

    Gostar

  20. Fernando Ferreira,

    “É verdade, são obrigados porque ter EF porque lhes faz muito bem a todos, Advogados, Médicos, Biólogos e até a Professores☺”

    Posso dizer o mesmo da História, das Ciências e por aí adiante.

    Saber História/Filosofia/Ciências faz bem a todos, incluindo basquetebolistas, andebolistas, saltadores em altura, patinadores, futebolistas, para terem uma noção do mundo em no qual vivem. Acrescento o mesmo para as Artes, para a Filosofia, para o Inglês.

    Só que apenas uma disciplina tem o privilégio de fazer o “pleno”. Se faz bem? Também faz bem pensar, saber pensar, ter pensamento crítico e perceber, por exemplo, que há coisas que não estão no mesmo patamar de exigência ou conhecimento

    Reconhecer o Luís de Camões é diferente de saber o que é uma anáfora (mesmo usando-a). Saber que existiu um Hitler, um Stalin, um Salazar é diferente de saber quais os mecanismos de limitação das liberdades. Mas isso pode ensinar-se em seis meses de acordo com o novo diktat curricular em desenvolvimento. Já para saber os tais passos e passes em algumas modalidades são necessários 12 anos?

    Há uma enorme confusão entre a importância da actividade física (o que impede que se faça no âmbito do Desporto Escolar? Eu levo a minha filha a todas as provas em que ela participa… (e felizmente até ganhou duas recentemente… talvez por causa da alegada animosidade do pai a coisas que se consideram incompatíveis com o seu “perímetro abdominal” *… ) e dinamizei na minha escola uma parceria com uma colectividade para a divulgação de uma modalidade olímpica pouco espalhada nas escolas. Mas isso é diferente da tomada de assalto do currículo pela EF.

    Vamos ser claros… uma coisa é querer promover hábitos de vida saudáveis (e isso não se limita a exercício físico e pode aprender-se em outras disciplinas, como Ciências), outra querer impor estilos de vida à força.

    Vamos ser ainda mais claros… o que está em desenvolvimento é – já que se fala em “dividir os colegas” – é um exercício de poder em que numa altura em que se considera estar o currículo muito carregado, uma disciplina ganhar consistentemente espaço à custa das outras, num modelo que tem em termos ideológicos alguns elementos que considero “perturbadores”.

    O Maurício referiu que abandonou o Fitnessgram… e bem. Porque eu bem sei o que é ver avaliações de 0 se o aluno faz menos uma flexão do que a “média” ideal e 100% se fizer mais uma. Isto é idiota. Mas existe. E não é nos mais “velhos”, mas sim nos fundamentalistas que agora aparecem, inoculados com a mania que el@s é que sabem.

    * – A utilização dessa “piada” é recorrente em pessoas que mais do que defender um argumento gostam de “gozar” comigo… pensando que ofendem. Nada de mais errado. Posso sempre apresentar as minhas análises com o nível de glicémia e colesterol… E contrapor na mesma lógica que para saber os passos das modalidades basta saber contar até três.

    Gostar

  21. Magalhães, ao concordares com o Maurício estás a concordar comigo… a EF não tem de ser obrigatória para todos.

    O percurso de cada um é ou foi o que é ou foi.
    No meu caso, as décimas contavam. Havia numerus clausus.
    E tive – para entrar no curso de História – um 12º ano com Filosofia, História e Geografia e não com Química, Biologia ou Educações para isto ou aquilo.

    Gostar

  22. Então e as artes? Porque é que perderam tanta importância nos últimos anos? Quando comecei a lecionar, as reuniões do grupo 600 tinham quase tantos docentes como as que têm hoje as do Departamento de Expressões (artes, EF, ET…)… continuamos a ser um país que quer ter “doutores e engenheiros”?! a sério??! Já não devíamos ter ultrapassado essa fase!? Como “contratado eterno” do grupo 600 vejo com tristeza este “fenómeno”, felizmente, como não entrei ainda para os quadros (mesmo lecionando há mais de 20 anos) é mais fácil para mim desistir disto, seguir outro rumo… e marimbar-me para estes debates todos… por muito que me custe, a verdade é que não posso fazer nada, isto será sempre decidido por uma cambada de burocratas e por uma opinião pública tendencialmente pouco esclarecida e com muito pouca vontade em esclarecer-se…
    Aparentemente ainda ninguém percebeu bem que o “perfil do aluno” é que está em cima da mesa… na realidade acho este debate bem mais importante, independentemente da operacionalização que o ministério, ou cada escola, decidem fazer dele, para mim o importante é a capacidade/preparação que um aluno tem quando acaba cada ciclo… se calhar mais do que os conteúdos que foi obrigado a marrar, a grande maioria dos quais soube apenas durante alguns dias, na altura em que teve de realizar os testes sobre os mesmos… mas na realidade o importante são as capacidades/competências que o aluno desenvolve em cada ciclo, o grau de preparação para desenvolver as mais variadas tarefas ao longo da vida.. o resto são discussões pouco úteis de cada um a “puxar a brasa à sua sardinha”… para mim a disciplina mais importante é a educação visual, onde os alunos trabalham várias competências fundamentais para as suas capacidades futuras – a criatividade, a motricidade fina, a capacidade de lidar com o mais variado tipo de imagens, a sensibilidade estética, etc…. bem mas isto devo ser eu a exagerar, no fundo eu queria era ter menos dificuldade em arranjar um horário todos os anos, não ter de lecionar 10 turmas para ter um horário completo (bom eu também raramente tenho um horário completo), não ter de depender de baixas de colegas para conseguir um horário, nem continuar a estar desempregado todos os anos em setembro… com mais de vinte anos de docência….
    Como podem ver, há sempre quem tenha mais razões de queixa… ou pelo menos razões diferentes!!
    Isto foi apenas um desabafo, uma “acha para a fogueira” da discussão!!
    Bom ano para todos

    Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.