As Cartolas e o Resto

Vai por aí algum alarido com os 57.000 euros para as ditas cujas que a CML vai usar na passagem de ano. Mas se fosse só isso… consultando as despesas da EGEAC no portal BASE encontram-se muito mais curiosidades relacionadas com o “Super Ano Novo”. Ontem contrataram-se 32 marionetas de fios, 2 de tamanho humano e um gongo por 21.000 euros. Lura e Bonga levam 20.000 para um espectáculo amanhã, sábado, e o de hoje da Ana Moura,a na Praça do Comércio, custa 23.000. Quando há dinheiro… há festa!

Money

Previsões para 2018 – 5

Burrocracia. Muita burrocracia. Ainda mais burrocracia com a necessidade de conceptualizar, projectar, planificar, cronogramar, implementar, registar, avaliar, reavaliar e relatorizar a flexibilidade e a autonomia. Tudo em triplicado, que é para a pegada digital não apagar a convencional. Achavam que os contratos de autonomia e o pnpse já levavam à produção de muita legitimação documental do (in)sucesso. Bem queiram ver como será agora, por muito que vos digam o contrário. Tal como os humanistas viciados em tecnologias, os flexibilizadores e autonomistas adoram a boa e velha rigidez das grelhas onde tudo se plasma em papel, pen, disco rígido e cloud. E então a reunite para preparar tudo isto, monitorizar, avaliar, reavaliar, reimplementar e re-reavaliar todo o processo?

Burocracia-escolar

(e nem falemos da necessidade de “formação” pós-laboral para re-ensinar/aprender o que já foi ensinado/aprendido – e por algum motivo quase caído no olvido –  há 20 anos…)

E Agora o Momento “Faz de Conta Que Coiso” Desta Quadra Natalícia

Isto é como aprovar a pena de morte, mas depois dizer que vai escolher a melhor forma de a aplicar.

PCP demarca-se de lei que aprovou sobre financiamento partidário

Bloco esclarece posição sobre nova lei de financiamento dos partidos

Sim, já sabemos… a necessidade de “convergência” e tal. Se fosse em outro contexto governamental diriam o pior de tudo isto, mas agora é assim e nós somos todos idiotas e não percebemos o que se passou. Queixam-se que achamos que todos são iguais, tendo oportunidade para tal. Então não façam o mesmo e não sejam iguais no oportunismo e nas justificações de merda.

Contorcionista

Previsões para 2018 – 4

Confiante na velha estratégia do facto consumado e quando isto se resolver em tribunal já nem cá estou, a equipa do ME com destaque para a SE Leitão (e a apatia, omissão ou demissão dos outros) continuará – com ou sem pressão das Finanças – a atropelar os direitos de quem os atrapalhar seja no que for, produzindo indeferimentos sumários com base em copy/paste, feitos por juristas designad@s e contratad@s para esse mesmo efeito e sem autonomia para analisar seja o que for, apenas para fazer o que lhes mandam. E contratando por ajuste directo – alegando “falta de meios próprios” – empresas de advogados por dezenas e centenas de milhar de euros para combaterem juridicamente causas mais do que justas, alegando a justeza de “actos discricionários” da administração em defesa do “interesse público”, sem sequer atenderem à especificidade de cada situação, transformando a excepção e o erro em regra. Haverá quem admire o estilo e o confunda com firmeza.

Aleitao

 

Nunca Esperei Que Defendesse a Educação ao Serviço da Economia

Mas há sempre uma primeira vez para tudo. Nunca pensei que alguém próximo do MEM entrasse por este tipo de “lógica”. A “Economia” não pode (não deve!) determinar de forma determinista o rumo da Educação. Mesmo que isso pareça pouco “moderno” quem preside ao CNE deve defender a autonomia da Educação e não a sua subserviência.

A cultura da escola vai mudar “porque a economia está a pedir coisas diferentes”

sinal