Os “Novos” Rankings

O “percurso directo de sucesso” é um indicador interessante, mas diz pouco sobre a qualidade desse sucesso. Colocar o ênfase apenas nele é tão redutor como fazer rankings com médias de exames. É apenas uma outra forma de análise. Até acredito que possa ser melhor em alguns aspectos, mas continua a ser simplista.

Também irrita aquela coisa das coisas melhorarem, mas destacar-se sempre que não estão tão boas como as mentes brilhantes gostariam. Já cansa. Em especial quando depois vem tudo agarrado à demagogia de se dizer que as melhorias se devem às novas políticas, como se em dois anos a Terra passasse a girar ao contrário.

Tanto no 3.º ciclo como no ensino secundário houve, no passado ano lectivo, mais alunos a conseguirem concluir estes níveis de escolaridade sem chumbar pelo caminho e alcançando nota positiva nos exames nacionais do 9.º e 12.º ano, segundo mostram dados divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Educação (ME).

Mas tanto no ensino básico como no secundário a maioria dos alunos continua ainda a não ter um “percurso directo de sucesso”.

É este o nome do indicador que, a partir do ano passado, passou a dar conta da proporção de estudantes que conseguiu, em simultâneo, não chumbar em nenhum dos anos do respectivo ciclo de estudos e ter nota positiva nos principais exames finais. São os chamados, pelo ministério, “percursos directos de sucesso”.

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Da Impossibilidade de Qualquer Tipo de Colaboração Com Quem Faz Isto

Da nota da DGAE sobre a contagem de tempo de serviço:

DGAE TempServ

Lamento, não consigo ser como aqueles camaleões e outras criaturas rastejantes, invertebradas ou apenas sem vergonha na cara que ainda andam por aí a abanar as caudas para colaborarem com iniciativas do ME, mesmo as que são promovidas com o beneplácito de quem diz que a culpa é só das Finanças e que são competências da SE Leitão. Não há 30.000 moedas que paguem a falta de respeito.