Discordo

De qualquer tipo de proibição de programas que baseiam o seu “formato” na estupidez humana. São uma enorme lição de antropologia. Concordo que seja “filtrado” o rosto das crianças, mas não que se suspenda um programa que servia para mostrar com clareza ao país o estado de alguma parentalidade nacional que, depois na esplanada, gosta de se queixar de quem tem de lidar com 20, 25 ou 30 numa sala de aula. Porque o programa era (ou é) um magnífico documentário sobre a total desorientação parental que está longe de ser excepção.

Nanny

(the hills are alive with the sound of music…)

5 thoughts on “Discordo

  1. Concordo em relação ao desafecto pela proibição de programas. Não lhes reconheço, porém, o possível lado positivo que apontas: quem sabe do que as escolas gastam não precisa de ver o programa para confirmar as suas noções; quem se queixa na esplanada continuará com os seus preconceitos e, se necessário for, ainda perguntará como é possível que os professores daquelas crianças não lhes ensinem algumas boas maneiras.

    1. Não é para quem anda na escola, mas para os que andam por fora.
      E faltam ali algumas tipologias… desde logo a dois pais abastados que enchem os miúdos de tudo e os tornam insuportáveis e arrogantes.

      1. Eu referia-me ao geral, estejam ou não dentro da escola.
        Cada vez mais, noto uma polarização nas pessoas e nas suas atitudes. Estes tipos de programas apenas vêm reforçar os preconceitos que elas já têm (estejam elas de que lado estiverem).

  2. Opinião. Supernanny: Educação familiar, comportamento e escola – (….)Alguma investigação sobre o que se designa por “estilos parentais”, o padrão de acção educativa dos pais, demonstra resultados no mesmo sentido, um estilo excessivamente autoritário parece estar associado a comportamentos desajustados dos filhos, mas é importante sublinhar que também demonstra que pais muito permissivos, mesmo quando procuram estabelecer laços afectivos fortes, podem ter nos comportamentos dos filhos um efeito da mesma natureza que a acção de pais muito autoritários ou, para usar a expressão do estudo, que exercem uma “parentalidade severa”. Dito de outra forma, a permissividade excessiva é tão problemática como o autoritarismo, não confundir com autoridade.

    Neste cenário, o que se procura criar na acção junto dos pais é um exercício de parentalidade com afecto, evidentemente, mas com regras e limites que são um bem de primeira necessidade para o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes. Esta forma de funcionar é referida também por “estilo autoritativo” (…)

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