Lá Por Fora

Don’t hire relatives: Kushner should have been gone long ago

Jared Kushner has been humiliated. Will Trump now throw him under the bus?

trump

 

Anúncios

4ª Feira – 2

Não sei se é transversal, flexível ou autónoma. Mas hoje houve a segunda sessão do ano com um@ escritor@, neste caso terminando com uma árvore de sonhos. Claro que tod@s @s envolvidos preparam e realizam estas coisas em extra-horário lectivo, apesar das bocas sobre os efeitos do envelhecimento.

4ª Feira

Dia para olhar para além do meu quintal, para o jardim aqui plantado (por pouco tempo, atendendo ao arboricídio em decurso) neste rectângulo muito adequado a trapezistas. E reparar que este súbito desejo de consenso do psd mais não é do que um chegar à frente para a divisão das verbas do novo quadro comunitário, pois há muita clientela local (e brevemente regional) para satisfazer, mais os gabinetes de advogados (não é por acaso que nos apoios ao rio estão, por exemplo, o morais, o marques e aquela senhora da ordem) que costumam “dar apoio” ou “consultoria” à execução de “projectos” para receber gordos subsídios. Com o passos, corriam o risco de ficar fora da parte melhor da festa, pelo que era preciso despacharem-no, bem ou mal. Claro que, sem implantação autárquica, o bloco já apareceu a dizer que não quer conversas com a direita. Já o pcp anda mais prudente, pois percebe que, com menos câmaras, precisa de ter calma, se quer uma fatia maior do que a habitual do bolo.

O triste é isto ser tão óbvio, estar ali diante de toda a gente, mas já quase ninguém se chatear com isso.

 

3ª Feira

Dia de Inverno. Parece quase novidade, excepção, a miudagem olha para a chuva pegadinha como se fosse quase uma espécie de ficção científica. Mas, curiosamente, os guarda-chuvas são uma quase total inexistência.

Falo com um colega que saiu do manicómio há um punhado de anos, mesmo deixando quase um terço do salário para trás. Anda a aproveitar bem o tempo que acha curto mas só porque, como lhe lembrei de forma pouco caridosa, não tem certas aulas de 90 minutos para flexibilizar. E diz-me que se não falasse com pessoal no activo, a acreditar apenas no que vê e lê na comunicação social, acharia que tudo estava um mar de rosas (o trocadilho é quase casual…) e que tirando umas manias dos professores que parecem querer recuperar tempo perdido tudo estaria no melhor dos mundos, com uma paz nas escolas digna de tempos que já quase não se lembram. Mas que quando fala com quem ainda dá aulas se apercebe de um enorme fosso entre o que as pessoas sentem, o desânimo, a revolta ou a fúria com consciência da sua inconsequência prática perante pizzas, e o que é transmitido mediaticamente como representação de uma realidade em tons de dourado, com o aval de “pais e directores”. Trocamos informações sobre situações de um ridículo imenso como colegas com doenças crónicas e evidentemente irreversíveis, incapacitantes de um modo tão óbvio que nos questionamos sobre a bestialidade de certas juntas médicas que devem ter quotas a cumprir em matéria de desumanidade. Quatro, cinco, seis anos a obrigarem as pessoas a um calvário demente, com a obrigatoriedade de voltar 30 dias para serviço efectivo para quem está em estado de extrema vulnerabilidade e debilidade.

Sim, parece que o que interessa a toda uma clique “progressista” é se os lulus podem ficar a observar, com mais ou menos babanço, a night out das mamãs e papás que entregam um zingarelho aos filhos humanos para que se aquietem e calem, enquanto afagam o piloto ou o nano-bobi. Ou se devemos ter uma espécie de apartheid “de género” nos transportes públicos. Valeu-me o Bruno Nogueira pela manhã a malhar na cância para não sentir que estou completamente às avessas com isto tudo.

tristeza_2

(e, pois, com chuva as escolas de 3ª linha, aquelas que não tiveram benesses locais ou centrais, ficam sem condições para a prática da EF ou então os alunos vão fazê-la para uma espécie de sótão, mas isso agora não interessa nada… até porque eu não gosto de represálias e lá que as há de quando em vez, as há e sobre inocentes)