Um Par de Desafios Aos Críticos de Todo e Qualquer Ranking

  • Expliquem-me qual o critério a que recorrem – à excepção do rankings dos PISA – para definirem o sistema finlandês como o “melhor”.
  • Nas vossas escolas, por favor, se não acreditam neste tipo de coisas, lutem 🙂 contra a parafernália de grelhas e indicadores internos de sucesso usados em inúmeras reuniões para “monitorizar” as melhorias (e piorias) de resultados internos dos alunos e “definir estratégias”, em especial nas disciplinas sem qualquer avaliação externa.

(já nem falo nos flexibilizadores e libertários que apoiam provas de aferição no 2º ano e depois acusam os colegas de não darem os conteúdos que eles acham importantes porque correspondem às suas disciplinas, passando uma imagem bem pior para a “opinião pública” do que os rankings)

Não é por nada, é apenas porque estou farto de incoerências de quem diz publicamente uma coisa e pratica em privado (leia-se, nos seus “quintais”) outra. No meu caso, acho que tudo tem o seu papel, sem excessos, fundamentalismos ou anátemas sem direito a contraditório estruturado.

Já agora, por acaso pensaram que o sistema finlandês é o melhor porque é aquele onde a sociedade envolvente é a menos desigual? Por Inglaterra há quem já tenha percebido isso. Por cá, é mais piloto automático.

Finland has the lowest wage inequality of any country in the EU, while the UK has the highest (pdf). Child poverty in the UK is double that of Finland (pdf). If legislators in the UK want to improve educational outcomes for all, they should start by closing those gaps rather than introducing more grammar schools.

fio-de-prumo

5 thoughts on “Um Par de Desafios Aos Críticos de Todo e Qualquer Ranking

  1. “lutem contra a parafernália de grelhas e indicadores internos de sucesso usados em inúmeras reuniões para “monitorizar” as melhorias (e piorias) de resultados internos dos alunos e “definir estratégias”, em especial nas disciplinas sem qualquer avaliação externa.”

    É uma luta inglória e perdida. Só pode ser modificado caso o ME assim o determine. É triste mas verdade. As direções amam grelhas, reuniões e estratégias, mesmo que quando estavam do outros lado o detestassem.

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  2. Os grelhados e indicadores justificam muita tarefa (inútil) por parte de gente (inútil) que parece não saber fazer nada, a não ser dificultar e atrapalhar o trabalho de quem pretende trabalhar. É esta a sua inútil missão: prejudicar o trabalho dos outros, especialmente sem mostrar como o fazer melhor – isso é que eu pagava bom dinheiro para ver, mas infelizmente só me calham formações de chacha 😀

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  3. Aí está o meu repetido algoritmo 🙂 Finland has the lowest wage inequality of any country in the EU, while the UK has the highest (pdf). Child poverty in the UK is double that of Finland (pdf). If legislators in the UK want to improve educational outcomes for all, they should start by closing those gaps rather than introducing more grammar schools.

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    1. Há que retirar consequências disso e não pactuar com políticas globais que atiram para as escolas a responsabilidade por nivelar desigualdades.

      A grande vantagem da Finlândia é o baixo índice de GINI. Não se importam de ser mais “iguais”. Por cá gosta-se muito de “diferenciação”, mas é na base do foguetório pedagógico.

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