146 Caracteres São Demais

Para muita gente, alinhavar duas ou três linhas de texto é um esforço imenso quando é para ir além de uma parvalheira qualquer. Em tempos, ainda liguei o blogue ao twitter para divulgação dos posts, mas nem isso tenho mantido porque, mesmo para quem não tem traumas com redes sociais, é de uma indigência extrema, só agravada com a entrada em força de políticos com pouco para dizer para além da piadola de escasso gosto e estilo ou a “picadela” de mosquito, muito longe da dignidade de uma qualquer farpa de outrora. Não é por acaso que se tornou o método de “comunicação” por excelência do trump.

Por cá, sucedem-se as trapalhadas, ampliadas com aqueles tuítes do actual PM, apenas reveladores de alguma iliteracia funcional. Agora, outra vez pelo lado do PS, um imbecil qualquer com acesso à conta oficial do partido (provavelmente um daqueles políticos comentadores em jornais de bola) decidiu comentar as garotadas do presidente do clube de que sou adepto. Não percebo quem será mais burgesso, se o actual presidente do SCP que quando embala parece uma diarreia falante (olha a piscadela d’olho à piada parva e escatológica), se quem decide comentar a coisa com a conta do PS aberta revelando toda a imensa saloice da modernidade digital do nosso mundinho político-futebolístico.

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(terá sido tuíte para valer um lugar na tribuna de honra em algum estádio?)

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Ainda o Recenseamento

É dramático e triste ver os efeitos do congelamento na forma como as pessoas interiorizaram o abuso e perderam quase por completo a noção do que era uma carreira, como se organizava, progredia, etc. O tempo de criogenia em piloto automático teve consequências devastadoras e, pelo que percebo, as regras pelas quais se recenseiam tempos de serviço, entradas na carreira, datas de obtenção de qualificação profissional dependem muito do estado do tempo, da latitude e da humidade do local em concreto.

Já sei que sou velho do Restelo mas ou as coisas são feitas com um padrão reconhecível – e nem sequer complicado – ou o que é em Espadeiradas de Bainha à Cinta não tem nada de parecido com o que é na Beldroega do Guadiana e ainda muito menos com o que se decidiu fazer em Santa Bárbara da Escrófula Exposta.

Travolta confuso

Ganda Lata, Ó Medina! Onde Andava Vocelência Quando Um Governo do seu Partido Atropelou Por Completo Toda a Confiança Política Que Poderíamos Ter no (seu) Estado?

Fernando Medina fala em quebra de confiança política no Estado e que não pode ser deixado impune o chumbo do Tribunal Constitucional à taxa de proteção civil.

A Câmara Municipal de Lisboa vai avançar para os tribunais e processar o Estadono seguimento do chumbo do Tribunal Constitucional à taxa municipal de proteção civil e à determinação da devolução aos munícipes dos valores já cobrados. Fernando Medina fala em quebra de confiança política no Estado.

“Choca de frente com o que tem sido toda a doutrina que o Estado legislador tem vindo a fazer”, disse à TVI24 o autarca da capital relativamente ao recuo numa taxa que foi aprovada há mais de uma década pelo Parlamento. “De certa forma houve uma falha de confiança enorme no Estado legislador, que nos disse que é este o caminho, e doze anos depois vem o Estado judicial dizer que é completamente inconstitucional”, criticou ainda.

malandro

(processar uma decisão do TC? por acaso, costuma ser assim que começam certas derivas, vamos chamar-lhes… megalómanas)