Exames “Estandardizados”

Quem diz que os nossos exames são “padronizados” e “formatados” nunca deve ter visto o que são os SAT, esses sim exames muitos “estandardizados”. Se há coisa por cá, em especial no Secundário, é muita margem para a “inovação” anual.

E se são mesmo contra avaliações “formatadoras”, porque consideram os “testes comuns” e as planificações colectivistas como boas práticas?


exam

16 thoughts on “Exames “Estandardizados”

  1. 1- Certo, há muita margem para a “inovação” anual, o que não significa que , à sua maneira, não sejam “estandardizados”. Não nos esqueçamos do factor critérios de correcção.

    E se não o são, então o porquê da azáfama na preparação dos alunos para os exames desde o 10º ano? Testes feitos à medida dos exames, aulas suplementares para resolução de exames anteriores?

    2- “E se são mesmo contra avaliações “formatadoras”, porque consideram os “testes comuns” e as planificações colectivistas como boas práticas?”

    O Paulo está a falar de quem?

    Pessoalmente, há muito que me deixei de “testes comuns”, de “planificações colectivistas”, de seguir o manual e de mandar trabalhos para casa. A minha maior vontade é mesmo não “dar esses testes comuns”. E tenho-me batido por isso.

    Finalmente, o Paulo continua a comparar o que dificilmente é comparável – avaliações internas com avaliações externas. Fê-lo tb na questão dos rankings. E fê-lo, se não estou em erro, aquando da avaliação do desempenho docente que pôs no mesmo plano da avaliação dos alunos.

    Vai desculpar-me se não foi bem isso que defendeu, que a memória é fresca ainda mas não já intocável.

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    1. É a minha vez de questionar, Mas quem” anda a preparar alunos para os exames desde o 10º ano?

      Até porque há dois níveis de “preparação”. Um é querer que os alunos estejam preparados para o que lhes possa aparecer, outra treinar para um tipo de teste específico, como os SAT. Comparar o “treino” que é feito por cá (em “colégios” e “liceus” de topo) e o que acontece lá fora é uma coisa completamente diferente.

      Quanto à comparação rankings/avaliação interna acho que que se impões, pelo menos, mas não apenas, no plano da coerência “conceptual” e metodológica sobre o processo de avaliação, nomeadamente quanto às críticas feitas a “tabelas” hierarquizadas com o desempenho dos alunos/escolas.

      Mas há muitas outras semelhanças…

      O que me parece evidente? Que há quem não queira abrir mão da “sua” avaliação, mas depois não queria que ela seja colocada à prova em termos “externos”. POelo menos, é aquilo que observo em muito boa gente incapaz de alterar um milímetro a práticas ancestrais de avaliação interna, mas que depois se encrespa muito quando se trata de rankings.

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      1. “POelo menos, é aquilo que observo em muito boa gente incapaz de alterar um milímetro a práticas ancestrais de avaliação interna, mas que depois se encrespa muito quando se trata de rankings.”

        De acordo.

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      2. Acerca do comparar os treinos, continuo a considerar que não é comparável. Contextos diferentes.

        Quanto aos rankings e avaliações internas , não são comparáveis. Contextos de análise diferentes e objectivos tb diferentes.

        Aqui não estamos de acordo.

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  2. 1- Mesmo que os exames se pautem pela “inovação ” anual, tal não tem directamenmte de significar ausência de “padronização e formatação”. E não nos esqueçamos dos respectivos critérios de correcção que os acompanham. Mais, se assim fosse, porque é que em tantas disciplinas se começa a preparar os alunos para os exames finais a partir do 10º ano? E porquê tantas aulas pós lectivas de realização de exames como treino?

    2- “E se são mesmo contra avaliações “formatadoras”, porque consideram os “testes comuns” e as planificações colectivistas como boas práticas?”

    O Paulo refere-se a quem?

    Não considero nada disso. Muito longe disso, cada vez mais.

    E, mais uma vez, o Paulo faz uma comparação que faz quando aborda os rankings. Ou seja, questiona: se se é contra os rankings porque não se é contra as avaliações internas?

    Mais uma vez, quer parecer-me que são planos diferentes, de objectivos diferentes.

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  3. Claro que parece mais complicado comentar a parte da “padronização” quando se comparam os nossos “exames” (com um valor relativo na média final) aos SAT, com um valor absoluto no percurso dos alunos lá fora,

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  4. Os nossos são altamente padronizados mas, no fim, são publicados.
    Há por aí outros que, no final dos mesmos, são recolhidos, tantos os utilizados como os “sobrantes”, para nunca mais serem vistos, além de ser explicitamente proibida qualquer reprodução total ou parcial dos mesmos.

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