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Acabe-se Com Os Exames!

Mas, por amor de todos os santos, não se toque na nota de Educação Física (e que conte para o acesso ao Ensino Superior), Acabem-se os exames, mas que desde o 2º ano se testem as competências na dita disciplina. A utilização do aparelho de Estado para impor estilos de vida é sempre sinal de coisas complicadas…

A “esquerda” e alguma “direita” têm afinidades curiosas. Sendo que aquela não percebe a armadilha para as escolas públicas de um sistema em que o Secundário serve apenas para prolongar o Básico e assegurar certificação de 12 anos. Optar por esse caminho é quatro quintos de caminho andado para entregar qualquer pretensão de qualidade ao ensino privado que não entra nesse tipo de experimentalismos. E o acesso ao Ensino Superior, feito apenas pelas instituições de entrada, apenas acentuará os fenómenos de desigualdade já existentes, sendo falso que os reduziria. Nem se percebe exactamente como fora de cartilhas enviadas para spinar a comunicação social

Desculpem-me lá os que são a favor ou contra as coisas conforme as camisolas. Neste particular, subscrevo sem problemas a opinião de Nuno Crato:

Para a conclusão do Secundário montou-se ao longo dos anos um sistema de avaliação externa e uniforme que é o melhor que existe no país. Foi esse sistema que incentivou um rigor que depois se transmitiu ao Básico, onde finalmente, em 2005, foram introduzidos exames, e permitiu que Portugal começasse a subir nas avaliações internacionais. A pressão tem sido sempre de cima para baixo: para os alunos virem mais bem preparados, sempre mais bem preparados. Não sejamos ingénuos: há quem não goste!

Fala-se também no “dilema” de “ensinar para o mundo de amanhã ou para o exame nacional” O que volta a ser absurdo. Como se o conhecimento fosse inimigo da preparação para a vida!

(…)

Só uma flexibilização inimiga da exigência pode querer destruir essa avaliação externa. E desmantelar a avaliação independente seria desonrar um esforço de décadas para melhorar o ensino.

prophets

(batam-me de forma demagógica como “examocrata”, a ver se me ralo…)