Opiniões – Mário Silva

Já não bastando a continuação da degradação salarial imposta a dezenas de milhares de profs durante os próximos anos (com exceção do grupo de sortudos que estão acima do 7º escalão que serão os últimos de uma geração a ter possibilidade de atingir o topo da carreira…), ainda existe o desplante de propor formação paga na modalidade on-line!…
O que é mais custoso é saber que existem profs que compactuam com este descaramento, inscrevendo-se e pagando…
Em nome da Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti venho divulgar as seguintes ações de formação, na modalidade online:

O trabalho de Projeto: uma metodologia de intervenção educativa 
 25H (1 crédito) | 
Preço – 100€
Destinatários:Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário 
Formadora:Paula Pequito 

Práticas de Planificação e de Avaliação na Educação Pré-Escolar 
25H (1 crédito) | 
Preço – 100€
Destinatários:Educadores de Infância 
Formadora:Paula Pequito  

Estratégias de intervenção educativa criativa 
25H (1 crédito) 
| Preço – 100€

Destinatários:Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário 
Formadora:Paula Pequito
.
Mário Silva 
 

Acesso à Universidade: Entre a Hipocrisia e o Aumento da Desigualdade

Aflige-me a facilidade das “argumentações” em torno da necessidade de alterar o regime de acesso à Universidade entre nós. As coisas colocam-se de forma demagógica, seja da parte de quem afirma (incluindo professores) que se anda três anos de Secundário a “treinar para os exames”, seja daqueles que acham que as Universidades devem ser as únicas responsáveis pelos critérios de selecção dos alunos que em elas entram, não esquecendo o “novo” argumento dos “exames” promoverem uma desigualdade de oportunidades no acesso ao Ensino Superior.

O assunto é demasiado complexo para sentenças rápidas, mais nascidas de oportunismo ou visão reduzida da realidade. Como se as coisas fossem vistas apenas por um dos lados do prisma. Relembremos que em tempos se tentou colocar uma espécie de valor mínimo para o acesso à Universidade e a coisa correu mal. Porquê? Porque há instituições universitárias e politécnicos que andam mais preocupados em achar alunos do que muitas escolas básicas. Por outro lado, há aquelas que já se “internacionalizaram” e que adoram ver-se nos rankings internacionais das “melhores” universidades europeias ou mundiais.

Desregulando o acesso ao Ensino Superior, pela supressão do papel regulador e uniformizador dos “exames” acreditem que a desigualdade aumentaria muito mais entre dois grupos de instituições, mesmo só no sector “público”

As que aceitariam todo e qualquer aluno, desde que soubesse como pagar as propinas (como já acontece com vários “programas” de captação de alunos), acentuando um fenómeno que agora já é bem sensível de escolas de última opção.

As que se tornariam ainda mais elitistas do que actualmente, reduzindo a entrada de alunos nacionais, apostando cada vez mais em alunos provenientes de outros países, ou então filtrando-a cada vez mais do ponto de vista social e económico.

Mas, claro, há quem continue a achar que as formulações retóricas, desde que envoltas em boas intenções, conseguem transformar o Verbo em Coisa.

torre univ coimbra

As Comisssões do CNE

Eram 5 (hoje ainda estão assim no site oficial):

1.ª Comissão – Políticas Públicas e Desenvolvimento no Sistema Educativo

2.ª Comissão – Conhecimento Escolar, Organização Curricular e Avaliação das Aprendizagens

3.ª Comissão – Ensino Superior, Investigação e Cultura Científica

4.ª Comissão – Ensino e Formação Vocacional

5.ª Comissão – Condição Docente

Agora vão passar a ser 6:

1.ª Comissão – Necessidades e desafios educativos das crianças;

2.ª Comissão – Necessidades e desafios educativos dos jovens;

3.ª Comissão – Necessidades e desafios educativos dos adultos;

4.ª Comissão – Atores e recursos da educação;

5.ª Comissão – Gestão das ofertas de educação;

6.ª Comissão – Desafios do futuro.

Será a mudança de paradigma?

mice