Só Com Muita Força de Vontade

Muita, muita, muita. Para ignorar tudo o que não pode ser para levar a sério. Tanta treta que anda pelo ar, mas uma enorme falta de coragem para assumir o que é mais do que óbvio: um exercício de demonstração de poder sobre o currículo e sobre a carga horária disponível.

(o argumento comparativo com a Matemática é ridículo, pois a nota desta disciplina não entra, por exemplo, na média de alunos que vão para Direito, Sociologia, Línguas, etc… mas temos de apanhar com intelectualizações de vão de escada sobre o “sedentarismo”… e uma total truncagem do passado em relação ao papel da EF no acesso ao Ensino Superior… a malta é nova, mas poderia informar-se, em vez de reclamar um estatuto de excepção entre todas as disciplinas curriculares, porque essa é a verdade… nenhuma outra disciplina tem aquilo que a EF reclama apenas para si, dizendo-se discriminada, o que é obviamente falso… mas talvez a distinção entre verdadeiro/falso seja daquelas coisas que se aprende em outras áreas… não obrigatórias)

5 thoughts on “Só Com Muita Força de Vontade

  1. Concordo em parte ,por ser verdade :

    ( a eventual penalização dos alunos com menos aptidões para a prática desportiva face aos mais talentosos. “Essa teoria não é comprovada por qualquer dado científico”, diz, defendendo que “a questão do jeito” não existe e que é “o trabalho” que dita a nota do aluno. “Ninguém nasce matemático, cientista ou atleta”, lembra. “Mas neste caso não estamos a falar de treinar atletas mas de educar para a atividade física.” )

    “a questão do jeito” ,ou seja, a disponibilidade motora e anteriores vivências desportivas ajudam. Ajudam muito mas não são / devem ser determinantes.

    Vejam este caso por mim “vivido “.
    ( Disciplina Andebol ,1º Ano INEF, 1973/74 – tínhamos um colega, jogador internacional e que integrava a Seleção Nacional Andebol , que reprovou em andebol , não por faltas. Reprovou )
    Há uma visão mecanicista instalada sobre o valor educativo da Ed. Física .
    Não se trata só do “jeito” , é muito mais do que isso.
    Todas as disciplinas são importantes , quanto ao peso relativo para o acesso a ens. superior …é difícil e sempre discutível.

  2. A Educação Visual e Musical passam a ter avaliação formativa. Ou extinguem-se. É manifesta a falta de vocação da malta.

    O português idem. Que optem qual língua que querem aprofundar. Na faculdade os alunos de ciências já estudam em inglês e fazem mestrados em espanhol. É abusivo chatear os miúdos com Camões 12 Primaveras de enfiada em vez de os mandar ir chatear o dito. De qualquer forma, Literatura e Poesia são da área das expressões artísticas. É impositivo e desonesto. Havia era muito desemprego à saída da FL. Fosse o currículo outro … Em França há muito licenciado em História e Filosofia a gerir empresas.

    A Matemática e a Aritmética só em doses vigiadas e depois de despistar a falta de vocação. Sujeitas a atestado médico e certificado de robustez psíquica.

    A História, temos pena. Basta ver o telejornal para se perceber que não é a nossa que dita os acontecimentos. Já foi tempo e ele não “volta patrás”.

    Filosofia? O que é isso? Ensinar a pensar? Mas isso não é o que as famílias judaicas fazem à mesa a propósito do Antigo Testamento? E não pensam melhor? E os sauditas não são ensinados a pensar descalços e virados para Meca? E não são mais ricos? Englobe-se a matéria na Educação Física. Chineses nem têm ideograma para o conceito! Querem saber é quando se come. Penso que tem tudo a ver com manutenção física.

  3. Bom dia.
    Gostaria de convidar o Paulo Guinote para uma conversa sobre esta temática. Que poderá ser pública ou privada. Como preferir.

    Respeito a sua opinião, pelo não irei entrar em adjectivações dos seus argumentos. Prefiro conversar consigo para melhor compreender as razões que justificam os seus constantes artigos sobre esta temática. Pode ser incapacidade minha, mas não os consigo entender. Minha ou talvez nossa.

    Ficarei a aguardar a sua resposta.
    Cumprimentos.
    Nuno Fialho

  4. Bom dia,

    Eu compreendo as vossas posições. Acontece discordar de parte delas e de boa parte da argumentação usada para as justificar. Mas eu compreendo a forma como defendem, com enorme eficácia, os vossos interesses.

    Mas eu sou um professor simples, raso, com direito à minha opinião, que expresso no meu blogue pessoal. Com adjectivos, verbos, substantivos ou determinantes. Em nenhum momento irei assumir posições com maior destaque ou intervir publicamente nesta matéria, fora do meu quintal.

    Os meus “constantes” artigos limitam-se a uma dezena de posts após milhares e milhares de textos que escrevi nos últimos 12 anos, desde a fundação do Umbigo. E garanto que não me apetece escrever mais grande coisa. O tema está praticamente esgotado, no que a mim diz respeito.

    Preocupem-se com quem tem poder efectivo. Reconheço-vos, como grupo de pressão, uma enorme capacidade de intervenção e sedução.

    Nunca me neguei a debater seja o que for, fosse em que tipo de ambiente ou enquadramento fosse mas estou numa fase em que não procuro esse tipo de exposição pública.

    Cumprimentos,

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