Peço Mil Perdões, a Recaída Agora Só Se Explica Pela Minha Inveja (Pessoas Sensíveis e Politicamente Correctas Devem Evitar Esta Leitura)

Porque 22.000 horas lectivas para coordenar coisas são 1000 horários completos, daqueles sem nenhuma redução. São mais de 3 por concelho. E eu acho que, por exemplo, com um décimo desse valor (2.200 horas, 100 horários completos) seria possível desenvolver uns magníficos Clubes de Arqueologia Escolar e promover actividades de aprendizagem significativas ao ar livre, saudáveis e tudo. E o pessoal de Ciências não poderia criar Clubes de Ciência Escolar e fazer saídas de campo para explorar a fauna e flora locais e regionais? Só que… não há horas… as escolas andam a raspar o tacho e a ir buscar ao 79 para se conseguir alguma coisa.

Sinto-me mesmo invejoso… e sei que isto é uma forma de divisionismo pouco salutar mas, caramba, não nos atirem areia para os olhos. Porque enquanto uns são esmifrados  até ao tutano há os que se safam. E eu acho bem. Mas também gostaria que sobrasse para os outros alguma coisa, em vez de encher a barriga (esbelta) sempre aos mesmos.

Ou bem que há crédito horário ou bem que mamamos todos. E não me digam que todas as demais disciplinas são sedentárias e fazem mal à saúde e engordam os miúdos.

Docentes2015

4 thoughts on “Peço Mil Perdões, a Recaída Agora Só Se Explica Pela Minha Inveja (Pessoas Sensíveis e Politicamente Correctas Devem Evitar Esta Leitura)

  1. Coordenar?? Homem, estamos a falar de componente lectiva e não de coordenação.

    O que pretendes dizer é que é um privilégio para EF, ao ter o crédito para o Desporto Escolar, conseguir que mais horários surjam para docentes de EF? É isso?

    Mesmo assim, acho que vai aí alguma confusão.

    As horas que aí vês são as horas que todas as escolas recebem para que os grupos/equipas funcionem. Vou te dar um exemplo: Se uma escola tem 5 grupos equipas, cada grupo recebe 3 horas, que serão adicionados à componente lectiva do professor. Ou seja, cada professor receberá 3 horas lectivas, no seu horário, para treinar os seus alunos do seu grupo/equipa, logo, essa escola receberá um total de 15 horas (3×5).

    – A única vantagem é que essa escola receberá 15 horas, para dividir pelos tais 5 professores, que, atenta, NÃO NECESSITAM DE SER DE EDUCAÇÃO FÍSICA: QUALQUER PROFESSOR, DE QUALQUER GRUPO DISCIPLINAR poderá receber essas horas, desde que tenha formação na modalidade! (Perdoem as maiúsculas, mas queria colocar em negrito e…)

    Eu acho melhor a malta começar a respirar um pouco mais fundo, porque, parece, há muitas confusões por aqui.

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  2. Ainda não estão a ver a extensão do filme… Mente sã em corpo são – desígnio nacional… ESCOLA SÃ!
    Ora uma escola sã não pode ter prof. desgastados, encurvados, fragilizados, doentes, gordos, feios, e velhos… e vai disto que, como sempre, tudo se resolve com formação: 25 horas anuais de formação obrigatória para todos os docentes em “práticas físicas saudáveis e colaborativas”, paga e em horário pós-laboral …
    +
    contratar alguma empresa para concepção e realização de uns pequenos filmes (podem ser idiotas que ninguém leva a mal – por exemplo professores e funcionários de 50 e 60 anos de “sorriso pepsodent” a correr os 200 m barreiras ou a participar no inter-escolas: triatlo) de divulgação nos “média” da importância da prática física (as escolas terão que parar um dia para debater/
    operacionalizar/ articular/ tranversalizar e multicultivar a coisa …)
    +
    contratar empresas para refeitórios escolares alternativos (cereias/fibras/integrais/…),
    +
    devem, entretanto, alugar o actual “Altice Arena” para uns “congressozitos” – e difusão em grande – para os defensores da causa,
    +
    pagar uma plataforma para recensear todos os docentes e não docentes relativamente a formação/ avaliação e progressão físico-motora,
    +
    pagar um estudo, por exemplo aos iscté ou católica, sobre os custos da utilização dos ginásios escolares pelo pessoal docente e não docente entre as 23:30 e as 2:00H,
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    pagar umas “visitas de estudo” (com deslocações de avião) a umas escolas estrangeiras – observação in loco (de preferência a vários continentes) a diferentes membros dos diferentes organismos do ministério da educação e departamentos de educação da administração regional, local, …
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    colóquios com o sr Andreas Schleicher da OCDE para a coisa parecer mais séria,
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    parceria para organização do concurso do “professor atlético”, com prémio de 6 mil euros a entregar em tranches de 100 € anuais (em anos em que a produtividade aumente)
    +
    contratar uma empresa para elaborar um relatório de avaliação que antecipe a inovação e eficiência da medida.

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