Este Medina Vai Longe

Tem todas as qualidades necessárias para o exercício de cargos de alto gabarito na chafarica nacional. Há quem ache tudo isto natural. Não é o meu caso. Seja qual for a cor da camisola. Mas como este parece ser daqueles com licença para fazer tudo o que lhe vem à cabeça para alimentar clientelas, nada acontecerá e terá uma muralha d’aço em seu redor.

polvo

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Pausa? Férias?

O JNE e o IAVÉ claro que só poderiam escolher estes dias para pedir às escolas que designassem os relatores e classificadores de provas de aferição, provas finais e exames deste ano. A comunicação 2/JNE tem a data de 26 de Março, o primeiro dia de “pausa” e das reuniões de avaliação (material todo publicado no blog do Arlindo). E, claro, os professores têm de andar exactamente nos dias da Páscoa a preencher a papelada desnecessária para o efeito. Quase todos os anos é assim. Parece existir uma patológica deriva raivosa nestes organismos do ME em relação a qualquer período em que achem que as escolas e os professores podem descansar um pouco.

É este nível de desrespeito que se mantém e revela até que ponto os sorrisos de alguns governantes são apenas uma fachada para esconder a permanência deste tipo de práticas de m€rd@. Lamento, não consigo já recorrer a outro tipo de linguagem para qualificar o esforço contínuo e deliberado dos serviços do ME para queimar por completo o corpo docente.

Há C’Anos Que Se Falava Disto, Que Se Conheciam os Esquemas…

… mas mais vale tarde do que nunca.

60 carros apreendidos a administrador da GPS

Cinco administradores do maior grupo de colégios acusados de corrupção por uso indevido de 30 milhões de euros do Estado. José Canavarro e ex-diretor regional entre os arguidos.

(…)

O processo de investigação do MP, que durou quase quatro anos anos, foi desencadeado depois de em 2014 o Ministério da Educação – na altura aos comandos de Nuno Crato – ter enviado para o MP os resultados de auditorias realizadas pela Inspeção Geral da Educação a seis colégios do grupo, durante o verão de 2012.

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O Pafismo Educacional e a Transversalidade do Sucesso

Claro que é a minha mente que é demasiado tortuosa e conspirativa. Mas com os actores em presença justifica-se que eu pense que muitas destas coisas andam ligadas. Pelo que não me espanta nada que esta coisa dos “projectos” da autonomia e flexibilidade que depois são avaliados de forma “transversal” tendam a fazer diluir as avaliações disciplinares de cada professor numa “avaliação global”. Ou que as avaliações disciplinares tenham de se submeter à lógica do “contributo para o projecto”. Acredito que, assim sendo, os níveis de insucesso a Matemática sejam transversalmente empurrados para níveis mínimos históricos em muitas paragens. Podemos sempre confirmar no fim deste ano nas escolas-piloto. E ver se foi a “transversalidade” e “flexibilidade” que contribuíram para a “mudança dos métodos de ensino” e para o irrevogável “aumento do sucesso”.

Não adianta é falarmos na questão das aprendizagens, porque isso vai tornar-se uma espécie de coisa fluída, muito em especial quando existirem alunos da escola A, com o projecto X, a transferir-se para a escola D com o projecto K. A menos que toda a gente acabe a copiar os projectos dos manuais que algumas editoras já enviaram.

Smiling