As Rendas que Pagam a Festa da Outra

Com a mudança de instalações para o n.º 2 da Avenida Infante Santo, em Lisboa, em Fevereiro, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e os seus três secretários de Estado (dois da área educativa e um do desporto) passaram a ser inquilinos da empresa pública Parque Escolar (PE), que comprou aquele imóvel em 2013.

O Ministério da Educação (ME) não divulgou qual o valor global da renda que paga à Parque Escolar pela ocupação parcial do edifício da Infante Santo (em parte deste edifício funciona também a sede central daquela empresa). Em resposta ao PÚBLICO, indicou apenas que “será paga uma renda mensal no montante de seis euros por metro quadrado”.

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(na Infante Santo as concentrações dão muito menos jeito do que na 5 de Outubro…)

Sábado – 2

Quando na escola a net falha, não serei o primeiro ou mais original a dizer que deve ser por causa do vento e que devemos deslocar o ar na direcção dos pc’s com as mãos para melhorar o serviço. Em casa, sua alteza altice ex-meo, presta um serviço cada vez mais lastimável, embora ainda seja para pasmo meu o serviço com menos reclamações (embora em maior crescimento). Tem a sua graça logo que se liga para o apoio técnico ouvir dizer que devido ao estado do tempo o atendimento vai ser mais lento do que o habitual. Ou depois que nos peçam os dados como o nº de cliente ou de conta que estão na factura que passaram a enviar por mail ou então cobrariam pelo serviço de nos comunicar quanto nos sacaram em cada mês, quando a razão para nos queixarmos é exactamente a falha de serviço de net (e televisão e o o que mais for) que nos impede de ir ao mail.

Eu não sei se vocês ainda são do tempo em vivíamos numa espécie de coreia do norte em que os correios eram públicos e distribuíam correspondência todos os dias sem especiais falhas, os telefones eram da pt pública pré-zeinal e funcionavam ou a luz era da edp nacional e quando falhava havia piquetes da própria empresa – e não tarefeiros subcontratados – que apareciam com razoável rapidez. Parece que esses tempos, para alguns dos mais inteligentes cérebros deste país (desde logo os salgados, granadeiros, ulricos, jardins gonçalves, amorins, soares dos santos, ferrazes das costas, etc, etc, e todos os que deles dependiam para ter uma carreira pós-política) eram de ditadura praticamente comunista com o Estado a monopolizar serviços que o “mercado” naturalmente prestaria de forma eficaz e barata, porque a concorrência e tal.

Pois.

Nota-se.

Como se os chineses, angolanos ou franceses estivessem mesmo preocupados com isso e não com os seus lucros, habilmente negociados por mexias, catrogas e outros miguéisdevasconcelos. Que são recompensados por explorarem até ao tutano que não tem qualquer capacidade de reagir.

Mexia

Sábado

A Autoridade Tributária é um serviço especialmente eficiente e chato desde que nos apanhe o mail. Mas o Março começou, avisou-me que tenho de pagar o IUC, um imposto particularmente abusivo e estúpido num país onde eles abundam. Um carro com 3 anos, com 1,6 a gasóleo, tem de pagar quase 150 aérios pelos vistos para poder “circular”, sendo que para o comprar já paguei um IA do caraças e para o abastecer mais de metade do dinheiro do combustível vai em taxas e impostos e se quero usar uma estradita melhor pago portagem. Quanto a “circulação” estamos falados. E para o ano tenho de ir fazer aquela inspecção em que me arrisco a não passar, enquanto alguns jeitosos andam aí a largar nuvens de fumo e ninguém os pára. Há quem diga que só assim o “Estado” tem dinheiro para nos prestar os imensos e privilegiados serviços de que dispomos. Que se não queremos pagar impostos temos de prescindir do “Estado Social”! A sério? Acabam-se escolas e centros de saúde, mais os tribunais e as reformas se quem compra um carro não tiver de pagar um iuc completamente disparatado?

E não me venham com o recurso aos transportes públicos. Aqui em casa não há qualquer possibilidade de deslocação para os locais de trabalho (qualquer deles a cerca de 20 km) através de transporte público, sem ser com um mínimo de duas ligações e perto de uma hora e meia (acrescendo o trajecto a penantes da estação de destino mais próxima), sendo que no meu caso o horário dos dois autocarros matinais é completamente incompatível com a minha entrada na escola e para regressar seria igualmente o bom e o bonito. Não uso transportes públicos porque os mesmos são uma lástima em termos de acesso e horários de/para onde vivo, não por capricho.

E já agora… em relação a este tipo de impostos, não encontro diferença entre esquerda e direita, por muitos que uns digam que querem aumentar o rendimento das famílias e os outros que querem diminuir a carga fiscal das famílias. A verdade é que uns tiram com uma mão e bastante rapidez aquilo que dão devagarinho com a outra. E os outros preocupam-se mais com a tsu dos patrões e o irc do que com os impostos sobre o mexilhão, dos quais o iuc ou o imi são uma espécie de amarras permanentes.

Choque en dibujo