Sábado – 2

Quando na escola a net falha, não serei o primeiro ou mais original a dizer que deve ser por causa do vento e que devemos deslocar o ar na direcção dos pc’s com as mãos para melhorar o serviço. Em casa, sua alteza altice ex-meo, presta um serviço cada vez mais lastimável, embora ainda seja para pasmo meu o serviço com menos reclamações (embora em maior crescimento). Tem a sua graça logo que se liga para o apoio técnico ouvir dizer que devido ao estado do tempo o atendimento vai ser mais lento do que o habitual. Ou depois que nos peçam os dados como o nº de cliente ou de conta que estão na factura que passaram a enviar por mail ou então cobrariam pelo serviço de nos comunicar quanto nos sacaram em cada mês, quando a razão para nos queixarmos é exactamente a falha de serviço de net (e televisão e o o que mais for) que nos impede de ir ao mail.

Eu não sei se vocês ainda são do tempo em vivíamos numa espécie de coreia do norte em que os correios eram públicos e distribuíam correspondência todos os dias sem especiais falhas, os telefones eram da pt pública pré-zeinal e funcionavam ou a luz era da edp nacional e quando falhava havia piquetes da própria empresa – e não tarefeiros subcontratados – que apareciam com razoável rapidez. Parece que esses tempos, para alguns dos mais inteligentes cérebros deste país (desde logo os salgados, granadeiros, ulricos, jardins gonçalves, amorins, soares dos santos, ferrazes das costas, etc, etc, e todos os que deles dependiam para ter uma carreira pós-política) eram de ditadura praticamente comunista com o Estado a monopolizar serviços que o “mercado” naturalmente prestaria de forma eficaz e barata, porque a concorrência e tal.

Pois.

Nota-se.

Como se os chineses, angolanos ou franceses estivessem mesmo preocupados com isso e não com os seus lucros, habilmente negociados por mexias, catrogas e outros miguéisdevasconcelos. Que são recompensados por explorarem até ao tutano que não tem qualquer capacidade de reagir.

Mexia

2 thoughts on “Sábado – 2

  1. Pois é… mas já ninguém se recorda desses tempos soviéticos de correio entregue e tempo e horas e de telefones que funcionavam.

    Moral da história: estamos “velhos” (mas não nos deixam reformar, ahahahah!)

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