Domingo

As últimas três semanas do 2º período costumam ser das mais complicadas e dolorosas, pelo desgaste acumulado, de todo o ano lectivo, até porque nem sempre o bom senso impera e toda a gente parece que tem de fazer as suas coisas de acordo com o plano, novo ou velho, e o resto que se lixe. Do lado dos alunos é um dos períodos de maior desorientação, sem a perspectiva de final de ano. Para os professores é o início de mais uma maratona de burrrocracia. Não sei ao certo, daquele feito de ciência estudiosa, como é nas escolas em que dizem que já “flexibilizam”, mas o que me chega não é nada animador a este respeito, pois parece que a reunite ainda é mais aguda e de “autonomia” nem rasto. E quanto aos semestres que andam a causar algum entusiasmo, também me parece que só funcionarão melhor do que os “trimestres” se não for para transformar a coisa em quatro períodos disfarçados com intercalares obrigatórias com toda a papelada do costume associada às “monitorizações” de acompanhamento e avaliação (sim, avaliação, mesmo que seja com outro nome) do progresso da implementação dos “projectos”.

Pois, amanhã é 2ª feira.

Um e Cem Mil

Duas notícias do Expresso de ontem. Um título de primeira página e a conclusão de uma peça de interior. Realmente há coisas insustentáveis. E outras que se sustentam, connosco a pagar.

(o que um gajo – alegadamente, claro, claro – gama e o que muitas, muitas dezenas de milhar parecem que andam a esmolar…)

Passos Coelho Professor

O homem tem de ganhar a vida e, curiosamente, parece que vai ser como professor numas universidades nacionais, certamente estimáveis, mas não propriamente do topo de qualquer ranking. Não me choca nada, até porque já lá lecciona o Tó Zero e há por aí muita gente no Superior que, para além da falta de currículo académico, nem experiência de nada tem. Claro que é fácil sorrir perante a possibilidade de um tipo ser “catedrático convidado” sem habilitações para concorrer ao Ensino Básico. Mas… eu sou do tempo em que o Balsemão foi convidado para o departamento de Comunicação Social da FCSH, acabando a recrutar quase toda a gente que por lá andava para a SIC em nascimento, nunca se percebendo quem ganhou mais com o convite.

Não me parece que a coisa seja motivo válido para prosas avinagradas (penso que o prémio maior poderá ser para o João Gonçalves que ontem dizimava tudo o que mexesse contra a nova vida do ex-PM), mas mais para observações bem humoradas sobre o acesso ao Ensino Superior.

Por mim, fica aqui uma sugestão útil para o novo catedrático preparar as suas aulas. Parece que a promoção da wook está nos últimos dias.

Wook

(consta que este ex-PM anda a preparar um livro… só se espera que não seja escrito a 4, 6 ou 8 mãos como os do outro)