Bateu-me Agora Aqui Uma Angústia Existencial

Li pela 2546ª vez uma defensora da flexibilidade e autonomia curricular a afirmar que “não podemos continuar a ensinar os alunos apenas para os exames”. Ora… a maior parte do meu tempo tem sido ocupada a dar aulas de HGP e História no Ensino Básico que não têm qualquer exame. Como eu os professores da maior parte das disciplinas do Ensino Básico.

Afinal, a nossa existência tem sido um engano? Para que temos andado a ensinar os alunos? Não me digam que foi apenas pelo prazer do ensino em si e da busca de aprendizagens pelos alunos que possam usar na sua vida? Não me digam que ando há 30 anos despreocupadamente a ensinar os alunos a desenvolver competências prá vida…

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(será por isso que me querem semestralizar a disciplina?)

Prognósticos Só No Fim do Jogo! Ou a Meio, Depende…

Descubra o depoimento que tem qualquer coisa de interessante:

 “O objetivo é aproximar a aprendizagem à vida real, dos desafios do século XXI, e ao mundo laboral”, explicou ao JPN Cristina Félix, coordenadora do projeto na Escola EB 2/3 Teixeira Lopes, do agrupamento Dr. Costa Barros, em Vila Nova de Gaia.

(…)

Para Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional de Associações de Pais (Confap), a aprendizagem deve ser global, integrada numa interação interdisciplinar. Assim, a evolução do modelo de ensino é desejável para que “permita estimular as aprendizagens, incentive e desperte a curiosidade e o espírito de iniciativa e criatividade que as crianças têm, e que vão perdendo há medida [sic] que vão crescendo nos graus de ensino”, declarou ao JPN.

(…)

À conversa com o JPN, o diretor da Teixeira Lopes, Filinto Lima, disse ser “muito prematuro fazer uma avaliação”.

Nesta escola o modelo entrou em vigor para duas turmas de 7º ano e uma de 5º. O processo de seleção teve em conta turmas que já tivessem trabalhado em projetos, explicou Filinto Lima. “Se estendesse a todas as turmas, acho que ia ser mau diretor. E como é que as escolhi? Escolhi turmas que, no passado, trabalhavam em projeto. Eu conhecia os diretores de turma e falei com eles. Percebi que as turmas teriam uma capacidade de avançar com este projeto. Não os escolhi pelas notas, não foi pela cor dos olhos, nada disso”, conta.

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(uma pista, assim ao calhas: parece que a coisa funciona melhor com quem já fazia a coisa, ergo… mudou o quê?)

(já agora… percebe-se que quem transcreveu as declarações do presidente da confap já aprendeu português flexível)

Esqueci-me

No Dia Internacional da Mulher de recordar que a classe docente é uma das poucas em que não existe diferença no salário entre os sexos (géneros, raças, religiões, inclinações sexuais adultas). Para alguns “liberais” e “empreendedores” deve ser mais um dos seus defeitos originais, “privilégios” ou igualitarismos sem sentido.

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