Falta de Equidade nos Exames Nacionais

Publico o que me chegou por mail há uns dias, após autorização da remetente. Acrescento que a situação em História da Cultura e das Artes ainda é mais problemática, pois o exame (no ano passado) incluía todos os módulos.

Boa tarde,

Vimos por este meio contactá-lo no sentido de lhe pedir ajuda e conselho numa problemática que nos tem vindo a inquietar sendo esta a seguinte : verificamos que a duração do exame Nacional de História A é de 120 minutos (+ 30 de tolerância) enquanto que os exames Nacionais de Matemática A e Desenho A têm 150 minutos (+30), o que nos suscita um sentimento de falta de equidade pois ambos os exames são exigentes.

Já abordamos vários partidos políticos, tendo inclusive obtido resposta de alguns (PAN, BE, CDS-PP, PCP,  Nós cidadãos, Juntos pelo Povo, o deputado Porfírio Silva e a Casa Civil do Presidente da República). Em resposta ao nosso problema o PAN até requereu ao Ministério da Educação uma pergunta.

Questionámos outras entidades (IAVE, DGE, Ministério da Educação, Associação Nacional de Professores de História, Academia Portuguesa da História, Júri Nacional de Exames, entre outras), tendo obtido resposta de várias, mas a maioria reencaminha-nos para os vários departamentos do IAVE, que, por sua vez, nos reencaminha para outros num círculo vicioso sem fim à vista, sem conseguirmos obter, nenhuma resposta objetiva.

Decorridas estas etapas, tomámos a liberdade de consultar o Sr.professor,  e lhe pedir auxílio para resolvermos isto ou conseguirmos uma explicação credível.

Com os melhores cumprimentos  em nome do nosso grupo,

Ana Rita Sencadas, aluna da Escola Secundária Rocha Peixoto, Póvoa de Varzim

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Que Me Desculpem os Puristas, A Minha Greve Está a Ser Hoje

São oito tempos lectivos mais uma hora de dt. Comuniquei a encarregados de educação e alunos que raramente (no máximo 2 atestados desde que comecei a dar aulas e muito poucas faltas por consultas ou coisas parecidas) falto por motivos de saúde, na acepção mais restrita do termo, mas quando estou muito cansado. É o caso. E decidi estender o fim de semana, usando o segundo artigo 102 do ano lectivo. Amanhã, dia marcado para greve no meu distrito, tenho “apenas” 5 tempos lectivos e 3 não lectivos (dt, delegado, conselho geral), pelo que decidi, de um modo que sei ser individualista e egoísta, antecipar a minha ausência da escola. É uma questão de flexibilidade.

Sim, estou consciente de que assim não estarei a contribuir para a força imensa do colectivo sindical. E que me podem chamar – de novo – uns quantos nomes. Mas isso afecta-me muito pouco, como quem me conhece sabe muito bem. Tresmalho com imensa frequência. Não sou disciplinado perante poderes fáticos a que reconheço legitimidade formal, mas tão só isso. Se quiserem excluir-me das futuras “conquistas” podem estar à vontade. Para os professores de carreira, excepto o que foi comum à restante função pública, não dei por nada de novo e melhor na minha condição desde finais de 2015. Sim, sei que a “luta” é um processo permanente, contínuo, de imensa paciência, de avanços e recuos, em que nada é definitivo e tudo é relativo. Sim, já li e ouvi a cartilha mais vezes do que seria aceitável numa tortura cruel.

O dia está a saber-me muito bem e até o domingo à tarde foi diferente, apesar das ameaças do félix. Amanhã, estarei de volta, espero que com um adicional de energia a rondar 1%.

Respeito todos os que fizerem greve de acordo com o calendário oficial e desejo-lhes que fiquem com a consciência tão leve quanto a minha está. Há muito tempo. É uma questão de autonomia.

Ovelha