Uma Espécie de Cambridge, Mas Sem Cambridge?

A ideia em si nem é má, tudo depende muito dos “negócios” que envolvem este tipo de certificações. E formações. E confusões.

Os alunos do 11.º ano vão poder realizar testes com certificação internacional a várias línguas, à semelhança do que acontecia com a prova de inglês Preliminary English Test (PET), suspensa em 2016 pelo actual executivo.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira na comissão parlamentar de Educação e Ciência pelo secretário de Estado da Educação, João Costa: “Estamos a trabalhar para que os alunos que fazem exames nacionais a línguas possam ter acesso a certificados internacionais.”

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3 thoughts on “Uma Espécie de Cambridge, Mas Sem Cambridge?

  1. Tenho a mesma sensação em relação ao 1º parágrafo do post.

    Só umas ideias soltas:

    – Ao contrário da Matemática e do Português, as LEs, neste caso o Inglês, têm 90m+45m semanais. (No secundário, a coisa melhora para 90m+90m)

    – As turma de Inglês não se desdobram, embora todos saibamos como é difícil trabalhar-se com turma que chegam a atingir perto de 30 alunos, tendo em conta que é uma língua que não a materna e tendo em conta que a interactividade P/A/As deve ter uma dinâmica algo diferente

    – No secundário, em cada período lectivo,tem de haver, pelo menos, um momento de avaliação formal da oralidade equivalente a 30% da classificação final (e isso já deveria começar mais cedo)

    – Ora, isto é complicado.

    – Ultimamente, os exames nacionais, código 550, têm vindo a parecer-se cada vez mais com os exames internacionais, do Cambridge, etc.

    Nada contra.
    Apenas que criem as condições prévias para que tal seja feito de modo gradual.

    A começar pelo nº de alunos por turma e /ou pelo desdobramento da turma.

    Espero que a APPI, que raramente se pronuncia sobre estas questões em tempo útil, suba uns degraus na sua análise, deixe de lado os “Cambridges e afins, e faça o que tem de fazer para que os resultados tenham, à partida, condições para serem uma mais valia para os alunos.

    A começar por pressionar o nº de alunos por turma- cerca de 30 alunos?!?

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  2. Para quem esteja interessado, veja-se o que se passa na compreensão de texto escrito num exame de 2017 (GAVE-Inglês, 550) e num de, por exemplo, 2014.
    No último, a escolha múltipla; no de 2014, uma tipologia de exercícios bem diferente, com expressões para explicar, frases para completar, etc.

    Rumo a Cambrige……

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  3. Eu ainda sou do tempo em que, num exame de Inglês, se pedia aos alunos para, qualquer coisa como, “explica” e “comenta” as políticas económico-financeiras” do governo de Margaret Thatcher……

    AHHHHHH…..

    Venha a escolha múltipla, portanto!!!!

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