A Versão Longa

Do tal texto que ficou por publicar, está aqui no Patrícula Elementar, por simpatia da Sarah Adamopoulos, porque este Quintal me pareceu pequeno para tantos caracteres. Fica só o novo título e o final. Para o resto é só clicar.

Dar aulas

(…)

Tive sorte, eu. Muita sorte, nesta minha primeira sala de professores, na minha primeira escola. A minha velha escola.

Fui ficando. Mesmo com algumas digressões e interrupções. Voltei a ela, andei por muitas outras. Quando fui fazer outras coisas, acabei por voltar. A outras escolas, muitas, durante muito tempo. Fiquei. Não me obrigaram. Foi onde me senti melhor. Afinal já são mais de 45 anos, deste ou daquele lado das mesas.

PG 4

 

7 thoughts on “A Versão Longa

  1. Como ? mas … como ?
    Tótos destes, papam os “meninos ” ao pequeno almoço .
    Como ? Mas que texto é este ?
    Consegui aguentar até …” – É assim, elas têm de tomar banho depois, certo? “,depois incapaz !
    Inacreditável.
    E fui eu DT ,turma de currículo alternativo (7º ao 9º ano) ,que me obrigou a aturar na altura ( eu e os meninos ) o Grilo, Marçal,etc,etc.
    Uma coisa eu garanto …os alunos ( TODOS ) não gostam destas conversas da treta.
    Problemas disciplinares ocorridos durante esses 3 anos ??? Sempre,mas sempre com o tipo de profs.da turma que poderiam ter escrito o ” paleio lá de cima”.
    Mais ,por curiosidade apliquei um teste sociométrico na turma.
    Preverências ? Pelos professores, mesmo professores ! (justos,honestos ,amigos,sem dar baldas ! ).
    Rejeições ?A todos os “Porreirinhos”,Tipo lá de cima.
    Rejeições para qualquer das situações analisadas ( sala de aula,situação de recreio,para formar um grupo de trabalho,situação de viagem ,etc ) .
    Assim não vamos lá .
    Tristeza.

  2. Belo texto, Paulo!
    Não sei como mas vi, com uma clareza que me fez estremecer, a 1ª parte do filme do meu percurso como professor, especialmente aquele 1º dia. E depois… essas conversas com alunos sobre tudo e mais alguma coisa. Conversas do fundo da vida de cada um deles, que não podiam ter acontecido noutro momento nem noutro lugar. E é tão reconfortante quando alguém chega, como aconteceu há alguns dias, vindo da emigração na Suiça, passando pela escola, para nos dar um abraço, a nós, dois ou três que deixaram “lá” a sua marca. Esse prazer imenso nenhum decreto-lei nos conseguirá tirar.
    Olha, um abraço também!

  3. Anexo ao meu comentário :
    Após ler o comentário do motta, vi que algo não estaria bem.
    Paulo , como referi só li o início (tua introdução e conclusão, de que gostei ) e cliquei.
    Não percebi tratar-se de um texto teu e apenas li a parte inicial conforme indicado.
    Associei à Senhora Adamopoulos , que desconheço.
    Daí, o meu comentário pq pensei tratar-se de mais conversa da treta.
    Aqui segue o meu pedido de desculpas ! Sinceramente a última pessoa que quereria ofender, e ser agressivo seria o colega Paulo. Colega que muito aprecio , respeito e com quem geralmente sempre concordei e concordo.
    Há dias em que por precipitação, fazemos figuras tristes. Foi o meu caso hoje.
    A pequena parte que li na 1a vez, não me pareceu ” conversa à Paulo ” , sim de outra pessoa.
    Já li na íntegra e concordo e reconheço o Paulo na parte que se lhe segue. Foi azar meu.
    Paulo, o meu pedido de desculpas !
    Não tenho borracha para apagar o meu anterior comentário e a figura que fiz.
    Acho que me compreenderás.
    Um abraço

    1. Magalhães,

      Os textos devem valer por si, independentemente da assinatura.
      Talvez tenha sido uma reacção parecida com a tua (isto é paleio de totó) que fez com que o não publicassem.

      Mas acredita que não me ofendo. 🙂 Muito menos com uma opinião espontânea. Estou habituado a pior…
      Mas garanto-te que quase tod@s (quase) @s alun@s gostam de falar com @s professor@s que falam com el@s, que estão para isso, por mais parva que pareça a pergunta.

      Se o texto fosse mesmo da Sarah é que levarias a sério na cabeça, porque ela teve a coragem há 10 anos (logo a seguir à manif de 08/03/08) me deixar dar a cara e dizer o que pensava na revista com maior tiragem da altura na imprensa.

  4. Paulo,
    Concordo !
    E tb sei que os alunos gostam de falar com os professores que falam com eles ,independentemente do tema.E que não deve haver temas tabú.
    Mas qualquer que seja assunto “conversado ” , e para que se torne realmente educativo há – toda a 2ª parte do teu texto …que só li mais tarde.
    Olha que fui muitas vezes “chamado “, para tentar pôr alguma “água na fervura “,colegas que perdiam completamente o controle da situação.( e o meu papel tb era de parvo )
    E a partir daí …as temáticas a abordar de futuro eram pré combinadas pelos “gandulos” ,para provocar nova confusão. E aparece a má onda…o contrário do pretendido.
    Daí a minha reacção parva .
    Para concluir, sempre consegui falar com a minha malta . Felizmente.
    E eles até me vinham contar ( eu evitava ,para não lhes confia ) que tinha sido assim ,na aula tal.
    E eu a mudar de assunto.

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