Olha Eu Ali…

Função Pública: conheça os salários que mais caíram desde 2010

(…)

A maior de todas as perdas de salário na Função Pública dos últimos oito anos chega aos 989 euros. E quem a sentiu foram os reitores das universidades que assistiram a uma queda de 24,7% dos seus salários líquidos entre 2010 e 2018, segundo os cálculos do Expresso. Mas há outras seis carreiras e posições ou escalões que perderam pelo menos um quinto do seu vencimento.

Um desses casos é o dos juízes do tribunal do círculo ou equiparado e dos procuradores da República que assistiram a uma perda de 848 euros líquidos, equivalendo a menos 23%. Os professores catedráticos e os embaixadores seguem-se na lista com quedas de €747 e €639, respetivamente.

Os professores do ensino básico e secundário no 5.º escalão perderam 305 euros e os inspetores da Polícia Judiciária de 4.º escalão assistiram a uma queda de 288 euros.

Mas… calma… subi este mês ao 6º escalão… já recebo quase 10 euros a mais do que antes.

smile

O Jornalismo (Quase) Redescoberto

Ontem dei-me ao trabalho de acompanhar mais de meia hora o Expresso da Meia Noite, coisa que não fazia há muito, desde que comecei a achar que as notícias que interessavam conhecer morriam no Expresso, quando comprava o exclusivo de diversos papers. Ou quando se truncava informação, omitindo nomes, com a desculpa de “o que interessa é mudar os procedimentos”.

Eu discordo. Discordava. Discordarei. Precisamos de saber, com nome e cara estampada, quem foram aqueles que acentuaram os velhos traços de Portugal como um recanto amigável para redes de corrupção, nepotismo e caciquismo. Tabloidização? Transparência? Não sei… o que sei é que há muito que é sabido e não publicado, não por falta de provas equivalentes ao que é divulgado, mas porque não convém em dado momento.

(quem seguiu o programa, terá ouvido uma jornalista dizer que sabe quem é um “Pluto” na lista de pagamentos do GES, mas que não é “relevante”… será mesmo?)

O painel, com moderadores incluídos, tinha 6 jornalistas que, talvez por serem mais novos do que eu, pareciam estar a descobrir naquele momento o país em que têm vivido. Num lapso, um deles lá afirmou que desde 2004, quando Sócrates se candidatou a líder do PS, se sabia que alguma coisa de menos bom o rodeava. Mas que todos se tinham calado. Pois… mas se até eu sabia que Sócrates era “má moeda” e vivo no desterro aldeão, sem acesso a tertúlias da grande urbe, como é que eles podem dizer que eram apenas “rumores” que acabaram por não ser notícia.

Raios, desde 1987 que eu não votava para as legislativas e mexi-me em 2005 para votar contra o que aí vinha. Não sabiam? Não eram nascidos? Não queriam saber? Não os deixaram noticiair? A culpa foi da inépcia do Santana?

Não. As razões foram outras que um dia talvez alguém tenha coragem para admitir, quiçá depois de prescrever o que fizeram, omitiram, receberam, etc.

Outra coisa gira foi dizer que nada disto se sabia durante o mandato de Sócrates. Que o Ministério Público agarrou em coisas posteriores, de 2013 e foi recuando até dar com as outras. Phosga-se, que grande treta.

Em 2008 e 2009 já não se sabia que aquilo estava “podre”? São capazes de dizer que não sabiam de nada mesmo? Ainda houve quem dissesse, durante o programa, que o silêncio da classe política é enorme e que pouco se diz sobre o que se vai sabendo “agora”. O Santos Silva é assim tão ingénuo? O próprio António Costa? E o que dizer do Grupo Lena facturar à grande com a Parque Escolar, mas ninguém tocar na MLR, mesmo depois do caso João Pedroso (sim foi ilibada à 2ª, mas alguém tem dúvidas do que se estava a passar?).  Não se tinha apercebido de nada? Porque eu bem vi quem eram os governantes no lançamento do livro dela… o jamé e o campos da testa alta, que depois apareceu em fotos nos copos a ver tv com o engenheiro. Tudo bons rapazes e rapariga. De nada souberam. A muralha d’aço vai proteger esta gente até quando?

Pois… o silêncio é da classe política, mas não só.

Perguntem a alguns dos senadores do jornalismo de sofá, alguns deles dos vossos grupos editoriais, que subiram – não apenas no actual Global Media – a posições de muito poder e acesso a informação há uma década, e depois digam-me onde e porque começou a omertá. Perguntem a muitos colegas que andaram por esse mundo a fazer a “cobertura de eventos” com muita coisa paga, às claras ou às escuras. A sério que não sabem mesmo como apareciam certas notícias? Durante segundos, no programa, falou-se mesmo em “publicidade”, mas o programa estava quase a acabar.

A sério que não sabem mesmo de nada?

Ou é apenas para se limparem de não terem dado ouvidos a quem vos avisou que o barco estava cheio de ratos a dar cabo de tudo?

Surdez

 

Foi Só Para Isso Que “Alertaram”?

REUNIÃO SINDICAL DO SPLIU NO BARREIRO

O SPLIU realizou uma reunião sindical com a participação de, aproximadamente, uma centena de docentes da zona do Barreiro, na qual foram debatidas, entre outras, as seguintes matérias: descongelamento, progressão e reposicionamento na carreira, acesso aos 5º e 7º escalões, desgaste e envelhecimento dos docentes, aposentação, horários de trabalho, concurso interno antecipado,…

O SPLIU alertou ainda para a necessidade de uma participação massiva dos educadores e professores na Manifestação Nacional marcada para o dia 19 de maio.

Lisboa, 20 de abril de 2018

A Direção Nacional do SPLIU

i-smile-because-i-have-no-idea-whats-going-on

(não fizeram avisos acerca de mais nada? claro que não sei de nada… apenas estou a questionar na maior das minhas ingenuidades…)

O Ministro Tiago A Fazer Spin

Nas “novas” matrizes do Básico e Secundário não existe qualquer acréscimo nas “Expressões Artísticas” e quanto à Educação Física a medida não podia ser mais na lógica de Crato: a importância decorre de “contar para a média”.

Estive quase a comprar o Expresso para ler a entrevista toda, mas a partir deste destaque perdi a vontade. Porque o ministro Tiago, dois anos e meio depois, continua um comunicador inábil em tudo o que seja ir além do guião que lhe é fornecido. A “autonomia e flexibilidade” é uma reforma do secretário Costa que anda pelo país a vendê-la. O resto… é treta. Basta verificar o que anda por aí de projecto de decreto-lei. O par pedagógico em EVT numa só disciplina desapareceu (antes do Crato) e não volta, com o beneplácito dos parceiros do governo no poder na actual APEVT que bate palmas a tudo o que seja “holístico” e ; não há qualquer reforço na área da Educação Visual (ou numa História da Arte no Secundário) e acho indecoroso que se dê a entender o contrário. Quanto às Ciências Sociais e Humanas, continua sem qualquer reversão, o corte feito bem antes do Crato.

Quanto à Educação Física, passa a “contar para a média”, mas, curiosamente, sem o escrutínio de um exame nacional como no caso das outras disciplinas da componente geral do Secundário. Ou seja, o “reforço” é mais na base do “fazemos o que queremos, damos a nota que entendemos e os outros que levem os alunos a exame”. Depois do “sucesso” da prova de aferição do 2º ano, esperava mais coragem.

Talvez o miolo da entrevista esteja mais próximo dos factos, mas duvido.

Exp21Abr18Expresso, 21 de Abril de 2018