Foi Só Para Isso Que “Alertaram”?

REUNIÃO SINDICAL DO SPLIU NO BARREIRO

O SPLIU realizou uma reunião sindical com a participação de, aproximadamente, uma centena de docentes da zona do Barreiro, na qual foram debatidas, entre outras, as seguintes matérias: descongelamento, progressão e reposicionamento na carreira, acesso aos 5º e 7º escalões, desgaste e envelhecimento dos docentes, aposentação, horários de trabalho, concurso interno antecipado,…

O SPLIU alertou ainda para a necessidade de uma participação massiva dos educadores e professores na Manifestação Nacional marcada para o dia 19 de maio.

Lisboa, 20 de abril de 2018

A Direção Nacional do SPLIU

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(não fizeram avisos acerca de mais nada? claro que não sei de nada… apenas estou a questionar na maior das minhas ingenuidades…)

16 opiniões sobre “Foi Só Para Isso Que “Alertaram”?

  1. Não custa mesmo nada. Sinto-me ‘muita bem’

    “Exmo(a). Sr(a).
    a assinatura para a iniciativa legislativa Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória foi registada.”

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  2. Vamos tentar… se conseguirmos, serão mais as assinaturas do que os quotizados em muitos sindicatos de docentes.
    Mais importante… será um registo claro e não apenas umas folhas quase inverificáveis…

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  3. Ah! Esqueci-me: Nem de propósito, é o aniversário de maio de 68! 50 ANOS! Mesmo que muitos se tenham convertido no oposto décadas mais tarde…

    De qualquer forma,
    “A nossa vida é o que queremos que ela seja”. E eu quero que a INICIATIVA ganhe e abra caminho à mudança neste marasmo.

    O marasmo que vejo à minha volta é mau. Mau para os próprios, mas sobretudo mau para aqueles que supostamente ensinam. Quem está assim, não consegue encantar. E se não consegue encantar, então também já não consegue ensinar nada de jeito.

    Acordai!

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  4. Posso contar uma história?
    Em 2004 deu-se a alteração na lei dos concursos que pôs pela primeira vez os professores dos QZP a terem prioridade no seu QZ face aos professores do quadro de escola na fase de “afectação/destacamentos” a que agora se chama mobilidade interna. A alteração foi pouco contestada pelos sindicatos e até foi aceite pela FNE, pois o governo que a estava a impor era do PSD.
    Depois da salganhada que foram as colocações de 2004, um grupo de professores de QE em choque por não terem conseguido o destacamento que até ali sempre tinham tido, fundou um movimento, o MQED, sem a ajuda de qualquer sindicato. O movimento conseguiu arranjar muitos apoiantes e os sindicatos começaram a aproximar-se ou a serem contactados por ele. O grupo inicial que fundou o movimento realizou reuniões com muitos professores, foi à televisão e reflectiu sobre a melhor maneira de conseguir reverter a injustiça chegando à conclusão que o melhor era lutar pela colocação pela graduação, independentemente de ser QE ou QZP. Realizou-se uma petição nesse sentido que viria efectivamente a ser discutida na Assembleia da República, houve contactos com o próprio ministério da educação e houve angariação de fundos para pagar as viagens necessárias à divulgação/luta do movimento.
    Hoje este movimento já não existe e de facto teve curta duração, até porque no concurso de 2006/2007 foi mesmo o princípio de melhor graduação/ melhor colocação que foi posto em prática. Mas o que efectivamente ditou a morte do movimento foi um “sindicatIUzinho” que está ligado a um sindicato maior. E porquê? Porque este sindicato acenou com promessas a uns quantos professores fundadores do movimento. A promessa era que se sindicalizassem nele, e o sindicato arranjaria um destacamento especial para uma escola de uma zona que interessasse a esses professores e onde eles ficariam como representantes do sindicato. Houve quem ficasse logo com os olhos a brilhar perante isto, pois viviam situações familiares de grande sofrimento e houve quem visse que isto não seria correcto, pois a ideia do movimento era ajudar todos os QE desterrados e não safar apenas os “cabecilhas”, além do mais, a figura deste destacamento nem parecia existir na lei…
    O que é certo é que as vozes discordantes com esta proposta foram afastadas do movimento. Quanto aos destacamentos “especiais” não sei se chegaram a acontecer. O movimento acabou por esfumar-se.
    Naquela altura foi notório que apesar de os sindicatos terem sido receptivos à luta destes professores, nenhum deles a tomou como sua, pelo contrário parece que o que quiseram foi mesmo acabar com o dito movimento!

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    1. Sim. E agora? Vão deixar que aconteça o mesmo? “Quanto mais me bates, mais gosto de ti?” Ainda há burros para esse peditório? É possível que sim… Mas, hoje, como as redes sociais, ao contrário do que aconteceu na altura, serão facilmente identificados, apontados a dedo, e envergonhados. Quem não se sente…

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      1. Apenas apresentei algo que aconteceu e que é sintomático de uma certa actuação dos sindicatos. Não estou contra eles e já assinei a iniciativa. Espero que o máximo de pessoas assinem.

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    2. Lembro-me dessa situação.
      Era qzp e não concorri, porque havia essa possibilidade, à vinculação.
      Muita gente concorreu, sem ser obrigado (ao contrário de outras situações anteriores e posteriores), e ficou em colocações das quais não se conseguiu livrar.

      Muito haveria a dizer sobre a incapacidade de muitos docentes lerem leis e percebê-las.
      O Arlindo ainda não tinha criado o blogue para explicar tudo.
      Ou o Ricardo Montes.

      O que é dito sobre “sindicatuzinhos” e “cabecilhas” conheço há muito tempo.
      Mais recentemente, basta ver o que aconteceu a uma certa associação de docentes que mal o PS chegou ao poder se instalou no sistema com o líder a dar à sola das salas de aula.

      É a piolheira no seu esplendor.

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      1. Paulo, os QE desterrados desse tempo em alguns casos tinham sido QZP obrigados a concorrer a uma das zonas, eram quatro, nas quais o país estava dividido. Quando os QZP foram criados eram-no com o objectivo de ser uma espécie de quadro passageiro e como tal as pessoas eram obrigadas a concorrer pelo menos a uma dessas 4 zonas para entrar em QE. Por outro lado até para aí 1999 era necessário ter 4 anos de serviço completos para se poder concorrer a QZP. Muita gente até entrava antes para QE por concorrer a nível nacional. O motivo de concorrerem a todo o país prendia-se com a possibilidade dos destacamentos. Era um risco que se corria, mas a partir daí também era progressivamente mais fácil a aproximação a um quadro de uma escola perto de casa. Muita gente entrou em QE longe de casa, quando nada apontava para se mudar a ordem de prioridades entre destacamentos e afectações, e até existia o destacamento por preferência conjugal!, portanto quando a lei foi alterada havia quem já estivesse efectivo há muito tempo e que de repente foi obrigado a ir para bem longe. Eu conheço quem nunca mais tenha conseguido ficar efectivo ao pé de casa e seja do centro e esteja no Algarve. Conheço outros cuja a solução foi mudarem de grupo e irem para a educação especial. Eu estive 2 anos assim no desterro, mas quando finalmente os destacamentos e afectações seguiram a lista de graduação no concurso de 2006/2009 voltei a ter o destacamento para a escola que queria! Naquela altura as pessoas também estavam desesperadas e foi com boas intenções que fundaram o movimento, que deve ter sido olhado com muita desconfiança inicial por parte dos sindicatos e depois apareceu o tal a acenar com uma solução só para alguns e a coisa estalou.
        Quanto ao Arlindo, de facto ajuda muito com os seus esclarecimentos, mas também já se enganou e tive oportunidade de lho dizer mas acho que ele não ligou muito.

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  5. Mónica… eu concorri desde 1986/87. Passei por isso tudo.
    Entrei para qzp em 1998/99.
    Só passei a quadro de escola em 2005/06.

    Conheci todas essas fases.
    Só que sempre li a legislação e concorri de acordo com o que eram as minhas prioridades.
    Em muitos anos sacrifiquei tempo de serviço ou meses de salário em troca de ficar perto de casa.
    O meu registo biográfico é uma prova disso mesmo. Cheio de anos com tempo de serviço incompleto até 1998.

    Mas quando concorria lia as regras do jogo e sei que houve alturas em que éramos obrigados a concorrer a, no mínimo, uma das quatro zonas.

    O que se passou recentemente foi a mudança de regras a meio do concurso, sem conhecimento prévio dos candidatos, cortesia de uma secretário de Estado abusiva.

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