Mais Um Tiro no Porta-Aviões

Mais uma derrota da SE Leitão: Recomendação n.º 2 /A/2018 da Provedoria de Justiça.

Queixa apresentada por docente. Período probatório. (2/A/2018)
Data: 2018-05-08
Entidade: A Secretária de Estado Adjunta e da Educação

Provedora

Anúncios

O Deputado Silva, Porfírio de Sua Graça, Elaborou Prosa Sobre Educação, Um Tema Que Pensa Dominar na Perspectiva do “Combate Político”

É no Público e constitui, no essencial, um ataque a um artigo anterior de David Justino. Nessa parte não me meto. São crescidos, desentendam-se. Nada comigo.

Mas não posso deixar em claro algumas passagens da prosa especulativa em causa do deputado epistemólogo, fruto da sua machina intelectualis, alinhada como um prumo com o “somos Centeno, mas fingimos ser esquerda plural”.

Vamos a isso para nos rirmos um pouco com a redondez da verborreia:

O atual Governo está, nas principais mudanças estratégicas, a seguir uma linha de decisão prudente, baseada no debate multifacetado e na implementação incremental, como está a acontecer com as questões curriculares.

Tungas! E levem lá com a estratégia incremental e multifacetada do debate que está a acontecer (a sério? que eu note, só nos deixam preencher um formulário). Prudência? É mais choque, apesar de tudo, com a realidade e com o facto de no PS ainda existir quem perceba alguma coisa do funcionamento das escolas, embora fale baixinho.

Mas há mais, na base do delírio propagandístico:

“(…) o trabalho de melhoria das condições dos profissionais da Educação.  Ora, se Roma e Pavia não se fizeram num dia, este Governo está a fazer Roma e Pavia um dia atrás do outro. (…) Estou confortável nesta esquerda plural e na visão para a Educação inspirada na Constituição da República Portuguesa, por uma escola pública de qualidade orientada pela exigência de que todos aprendam mais e todos aprendam melhor, numa educação integral das nossas crianças, jovens e adultos, assente na valorização dos seus profissionais.

Depois disto, o que me vale é que me resta ali ainda uma meia garrafa de moscatel roxo de produção aqui da freguesia.

Desde os tempos em que comentava no Umbigo, ganhou títulos, mas não melhorou grande coisa em matéria de argumentação, que confunde com enunciação da cartilha.

bla bla bla

 

 

Ano Sim, Ano Sim

Mesmo quem não queira aderir ao pafismo curricular, tem as “aprendizagens essenciais” para se entreter a fazer – mais uma vez – novas planificações. No caso de alguns grupos “duplos” do 2º ciclo (Port/HGP, Port/Ing, Matem/CN, EV/ET) será trabalho a dobrar, mais uma vez para daqui a uns tempos se refazer tudo só porque sim. O grande reformador Costa e os seus cortesãos (que, na sua maioria, não dão aulas, em especial os encaixados nas organizações-satélite do PS na Educação) continuam a calcar com bota pesada em cima de um corpo docente que tentam, de todas as formas, desmoralizar e soterrar em trabalho nascido de vaidades pessoais e caprichos ideológicos de cliques e capelinhas académicas e/ou organizacionais.

houba

(não vale a pena poupar muito na clareza)

Aprendizagens Essenciais – A História Contada aos Meninos

Não são tanto as alterações de conteúdos (a Antiguidade Clássica reduzida a um fiapo, a I Guerra Mundial como se fosse uma coisa passageira, entre outras mudanças), mas o discurso a recuperar aquelas coisas do tipo “o grande remorso do homem branco” em passagens como esta:

Reconhecer a submissão violenta de diversos povos e o tráfico de seres humanos como uma realidade da expansão portuguesa; (8º ano)

Ou então aquilo que se apresentam como “Ações Estratégicas de Ensino Orientadas para o Perfil dos Alunos”, invertendo a lógica do perfil como uma ferramenta para a o tornar um Fim em si mesmo ou “O Fim”, submetendo tudo e todos à ideologia de alguns. Podem apanhar-se nacos distribuídos um pouco por todos os documentos em análise, Fico-me por um par de exemplos relativos a História do 9º ano:

Aprendizagens

Aprendizagens1

(estamos entregues à bicharada…)