Hoje, No Jornal de Letras/Educação

Ainda não confirmei na edição em papel, mas a crónica “Visões Holísticas e Pré-Avaliações” termina assim:

É verdade que há mais de 9 anos, em Janeiro de 2009, um primeiro-ministro apresentou como sendo um “relatório da OCDE”, afirmando nunca ter visto “uma avaliação sobre um período da nossa democracia com tantos elogios e tanto apoio a reformas e mudanças ao serviço da Educação pública em Portugal”, aquilo que não passava de uma encomenda paga pelo Estado português a técnicos da OCDE. Acabando esse mesmo primeiro-ministro por afirmar que, afinal, era um estudo feito com “metodologia da OCDE”. É igualmente verdade que há 5 anos, em Janeiro de 2013, um outro Governo apresentou publicamente um relatório do FMI com uma série de recomendações para a “reforma do Estado” que estava polvilhado de erros e estatísticas truncadas, algo que tive hipótese de, olhos nos olhos, denunciar.

Que me ocorram esses episódios tristes de instrumentalização política de “estudos” todos estes anos depois não é um bom sinal, pois parece que estamos de regresso – alguma vez teremos deixado de estar? – a estratégias de instrumentalização da Educação ao serviço de interesses políticos, vaidades pessoais ou caprichos ideológicos de algumas cliques académicas. Mas é aqui que a Memória se impõe para que se tentem evitar velhos erros, mesmo que apareçam com roupagens novas.

PG Verde

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