Que Amigos Que Nós Somos! Éramos! Seramos! Foramos!

Agora imaginem que o homem não era um defensor “radical” dos professores!

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, comunicou nesta segunda-feira à Federação Nacional de Professores (Fenprof) que nenhum do tempo de serviço prestado pelos docentes durante o período de congelamento será contado para efeitos de progressão na carreira, informou Mário Nogueira, secretário-geral da estrutura sindical. Isto se os sindicatos não aceitarem o que o Governo propõe: contabilizar para efeitos de progressão apenas dois anos, nove meses e 18 dias dos anos que estiveram congelados.

Mário Nogueira diz que a proposta apresentada pelo ministério é inaceitável. As declarações foram feitas à saída de uma reunião no Ministério da Educação.

Agora uma questão mesmo importante: não é possível, em termos constitucionais, o Governo discriminar negativamente qualquer corpo de funcionários do Estado, caso conte tempo de congelamento para os restantes.

Pelo que… há que relativizar o alcance da ameaça.

Quanto ao ministro Tiago… lembram-se daquele cartaz em que ele aparecia como marioneta da Fenprof? Desde o início que achei que a coisa era muito diferente e agora nota-se quem é que o manda saltar quando é preciso. Ou seja, o ministro Tiago foi uma espécie de espantalho mas para os deixar poisar.

Agora digam-me lá para que serviu exactamente aquela resolução em que até os porfírios votaram?

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(pois… dir-me-ão que agora é tempo para nos unirmos e não irmos em busca das falhas do passado… mas… o problema é que eu encontro poucos acertos tácticos ou estratégicos em todos estes anos com reflexos positivos para quem está entalado em qualquer ponto incerto do que já foi uma “carreira”)

38 thoughts on “Que Amigos Que Nós Somos! Éramos! Seramos! Foramos!

  1. Desde Maria de Lurdes Rodrigues e seus sucessores que revelam um ódio, desprezo , “caça ás bruxas” pela classe dos Professores. Isso também reflecte-se por parte da nossa sociedade. O problema continua “Dividir para reinar”. Trata-se de um problema estrutural, economicista, e desregulado coma implementação de medidas sem noção da realidade da população portuguesa. mais grave é transitar os alunos, com a falsa teoria que “reter um aluno fica dispendioso ao estado” e assim vamos ter e já temos analfabeto funcionais. mais grave é que já estão no Ensino Superior, devido à política de alguns cursos de algumas Faculdades públicas e privadas, em que muitos discentes podem entrar com médias abaixo do 14.
    Como é que os Professores podem estar animados, terem gosto por leccionar?

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  2. Pq é que os sindicatos não recorrem ao Tribunal Constitucional com este motivo: “o Governo discriminar negativamente qualquer corpo de funcionários do Estado, caso conte tempo de congelamento para os restantes.” ?

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  3. A questão não é ” relativizar o alcance da ameaça”. O que menos importa aqui é a relativização do alcance ( Ou : it’s all about money, no matter what?). O que é inaceitável é a ameaça. Um Don Corleone de série B.

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    1. Mas os Don Corleones têm poder. Este nem de série B é. Limita-se a ser uma cabeça falante. Desde o início que digo que ele é uma Alçada II para ter boas relações com a Fenprof e só e apenas isso.
      Dizem que pensa muito depressa… estou à espera de uma prova que o demonstre.

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      1. Nós também temos. Ele “está” ministro. Nós ” somos” professores. Já cá andávamos há muito e continuaremos depois de o Senhor debandar com vénias indevidas,, como tem sido hábito.
        Lutar dá uma trabalheira e muitos nem querem pensar nisso ( nem nisso nem em nada), mas não tenho dúvidas de que com um “braço de ferro” sério, corajoso, e muito digno podíamos ganhar o país. Com e sem acento.
        Mas isto não ia lá com folclore e t-shirts giras. ” Dress to impress”, metaforicamente falando. Com verticalidade.
        Ingenuidade? Uma causa é sempre um pouco ingénua, o que não lhe tira mérito nem r(R)azão. David e Golias, essa velha h(Hi)stória.
        Perder, ganhar… luta-se para ganhar, mas ainda que perdêssemos, a dignidade e a razão continuavam impolutas.

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  4. Sempre a gozar com as pessoas. Até quando?

    Like castles built on sand…. The movement will disintegrate….

    Robert Wyatt – “The Age Of Self”

    They say the working class is dead, we’re all consumers now
    They say that we have moved ahead, we’re all just people now
    There’s people doing ‘frightfully well’ there’s others on the shelf
    But never mind the second kind this is the age of self
    They say we need new images to help our movement grow
    They say that life is broader based as if we didn’t know
    While Martin J. and Robert M. play with printer’s ink
    The workers ‘round the world still die for Rio Tinto Zinc
    And it seems to me if we forget
    Our roots and where we stand
    The movement will disintegrate
    Like castles built on sand

    Um obscuro comissário europeu declarou, a propósito da situação política em Itália, que “Os mercados ensinarão os italianos a votar bem”.
    E por cá, o que mudou?

    Folclore!
    COREOGRAFIA!

    Vocês são um restolho!

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  5. (Daniel Oliveira, In Expresso Diário, 15/11/2017) Parece que temos mais facilidade em lutar com quem negoceia do que com quem impõe. Esta greve está certa. O que esteve errado foi o que deixámos que nos fizessem. E não vale a pena ter ilusões: nunca se recupera o que se perdeu nas lutas que não se travaram.

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  6. Face à derradeira ameaça do ministro/governo, não há greves hoje, depois de amanhã, aos exames, às avaliações destes ou daqueles!

    A baralhação quanto às greves propostas, quando e a quê é a maior das barafundas!!!!

    Vamos para uma greve geral e indeterminada.

    Perde-se muito dinheiro? Claro.

    E o que temos estado a perder?

    (e não venham com o ai e depois as férias como ficam?)

    Esta seria a melhor resposta após a reunião com esta ameaça mesquinha e inenarrável.

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  7. Greves da treta são forma de luta da treta.
    Foram inventadas no tempo da Revolução Industrial, quando as greves prejudicavam os patrões. Agora prejudicam apenas quem as faz, no fim do mês.

    Assim não vamos a lado nenhum. Há que reinventar.

    Talvez uma greve de zelo por tempo indefinido: estar na escola mas não ensinar, não cumprir tarefas burocráticas, estar nos exames mas de costas voltadas para os examinandos, sei lá. Só sei que há que renovar as formas de luta; com greves clássicas não vamos a lado nenhum.

    E a quem argumentar o oposto, pergunto: digam-me lá quais foram as últimas conquistas que conseguimos com uma greve clássica? E quando foi isso?

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      1. Pois não. Por isso é que sabem melhor.

        Continuo a perguntar: o que é que já conseguimos, nos últimos 20 anos, vá, com greves clássicas?

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    1. J Chorão,

      “Foram inventadas no tempo da Revolução Industrial, quando as greves prejudicavam os patrões. Agora prejudicam apenas quem as faz, no fim do mês.”

      Não prejudicavam os operários? Como não?

      “Talvez uma greve de zelo por tempo indefinido: estar na escola mas não ensinar, não cumprir tarefas burocráticas, estar nos exames mas de costas voltadas para os examinandos, sei lá”

      Pode explicar esta greve de zelo?

      Especialmente, o “estar nos exames mas de costas voltadas para os examinandos, sei lá””

      Não sabe, não! Leva com um processo disciplinar em cima e não é dos fofinhos!

      Se pensar no dinheiro que perde numa greve indeterminada, já pensou no que perdeu em 942?

      Se 90% dos professores a fizessem, queria ver onde iam para os “serviços mínimos!”

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      1. Não pretendo dialogar com quem se esconde atrás de uma letra e não assume o nome. Continue a falar. Sozinho(a).

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    2. Já há algum tempo que me recuso a fazer greves normais: só servem para perder dinheiro, não nos levando a lado algum.
      Recusar a ensinar, não posso; os alunos não têm culpa de nada disto e sou responsável por eles.

      Fazer uma vírgula a mais do que aquilo que é estritamente necessário para que os meus alunos aprendam com sucesso aquilo que têm a aprender: tenho-me escapado de todas as maneiras e feitios.
      Bur(r)ocracias inúteis? Fá-las tu!
      Mais horas, além de todas as lectivas e não lectivas que já temos, para director/ministro/papa ver? Dás-as tu!
      Actividades para mostrar como a Escola é espectacular e como somos todos uma família feliz à moda do Estado Novo ou da Coreia do Norte? Vai-te f****!
      Etc….

      Infelizmente tenho visto mais pessoal a inventar maneiras de reduplicar trabalho e de perder tempo com o que não interessa, mesmo queixando-se que não têm tempo para nada e que estão sobrecarregados de trabalho, do que a preocupar-se com a melhor maneira de ensinar os gaiatos e conseguirem ainda alguma dignidade para eles mesmos.
      Talvez seja por isso que estamos como estamos e, na minha opinião, não nos encaminhemos para melhor…

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    1. Este governo mente descaradamente. Veja-se a questão das SCUT do interior, tanta promessa e no fim só os camionistas é que levam o descontinho. Palhaçada!
      Em relação aos professores, tudo vão fazer para desmobilizar aqueles que estão dispostos a lutar. Continuo a acerditar que isto só lá vai com uma greve de zelo, como fizeram os docentes espanhóis há algus anos atrás. Já agor,a não podemos esquecer-nos de divulgar a greve que está em curso.

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  8. Onde estão os colegas diretores? Esses tamém são professores. Também vão ser atingidos por esta não contagem do tempo. É um grupo que se julga, salvo algumas exceções, acima dos restantes docentes. Só se lembram que têm de voltar a dar aulas quando se esgotam os anos como diretor, aí caem na realidade. O que esperam para lutar ao lado dos seus pares? Está na hora dos diretores apresentarem todos a sua demissão, isso é que era tê-los no sítio!
    Em relação à greve, será que os jornalistas são incompetentes ou fazem de propósito? A greve começa a 4 de Junho e prolonga-se até ao fim do mês de Junho. Parece que o S.T.O.P. é que tinha razão.

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    1. “Onde estão os colegas diretores?”
      Em que planeta vive, zé?
      1.°- Não são professores. Num regime não democrático, como o atual, são diretores ad eternum. Eles sabem e o mec patrocina;
      2.°- Não estão nada preocupados com a contagem do tempo de serviço, estão todos no 10° escalão, ganham mais 750€.
      3.°- Não dão aulas, têm pavor de voltar a dar e por isso estão dispostos a tudo…

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  9. Professores, tenham um pingo de vergonha e de dignidade, greve às avaliações a partir de dia 6(SEIS) e assinem a ILC. Não estão fartos de ser maltratados, amesquinhados, gozados… (adjetivos que verdadeiramente traduzam o que se passa só no calão, mas devemos zelar para que este continue a ser um blogue bem frequentado)

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  10. Acabei de ouvir o nosso grande amigo e defensor Miguel Sousa Tavares a dizer que os professores são uns priveligiados, ganham bem e querem subir três escalões, coisa que as operárias de Rabo de peixe nem sonham com tal. Depois saiu com uma tirada bombástica. O homem acha bem que os médicos tarefeiros recebam 50 euros à hora, o dobro do que ganha um médico do quadro. Onde está a coerência desta gente?

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  11. Das duas uma: ou o MST está mal informado e, portanto é um péssimo jornalista, ou está bem informado e desinforma a opinião pública, o que o torna ainda pior jornalista.

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    1. Não vale a pena. Ele mente, mas se o desmentirmos e mostrarmos que há topos de carreira distintos, ele não admite e continua, porque acha que é isso que lhe dá popularidade junto da sua audiência residente.
      Eu tenho uma teoria sobre o destaque que lhe dão no grupo do Balsemão, mas… não vale a pena apresentá-la.

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  12. Teoria da conspiração:
    O governo quer precipitar a sua queda pela intervenção do PCP e/ou do Bloco na sequência da perturbação com professores

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    1. Ou então acha que ser “firme” é agachar-se aos devedores da banca e pagar isso com o que não paga aos professores.

      Há quem tivesse esperanças no A. Costa (a mulher tinha sido professora e tal). Apesar de apoiar a existência da geringonça nunca o achei especialmente genial. Melhor que o Tózero, sim. O resto… produto de muitos esquemas partidários e fingimento de não saber o que se passou nos tempos do outro.

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  13. Mas que raio, onde foi parar o anúncio dos ténis hitec?!!
    Bom, sobre o Tiago Tonturas nada a declarar. Cada um com as suas. O Costa que se amanhe com o Rio e que sejam felizes para sempre. Deve ser por isso que o Rio propôs que o estado pague para se ter filhos.

    Cumprimentos para todos, grevistas ou não grevistas, assinantes ou não assinantes.

    PS: se o Tribunal Constitucional acha que os cidadãos não estão a ser tratados com igualdade que se pronuncie. E de facto foi o único que não se pronunciou.

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  14. “Fazer uma vírgula a mais do que aquilo que é estritamente necessário para que os meus alunos aprendam com sucesso aquilo que têm a aprender: tenho-me escapado de todas as maneiras e feitios.”

    É mesmo esta a minha filosofia atualmente, pois os alunos não têm culpa do estado em que isto se encontra….

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  15. Também gostei desta parte: “Actividades para mostrar como a Escola é espectacular e como somos todos uma família feliz à moda do Estado Novo ou da Coreia do Norte? Vai-te f****!”

    Se todos agissem assim a ver se não se notava logo que não estamos contentes, mas não ainda há muito engraxador que gosta de mostrar e parecer bem, para ganha lucros com isso.

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